Paraná
Policial civil, servidor público e mais três réus denunciados pelo MPPR por associação criminosa, extorsão e outros crimes são condenados a penas de prisão
A partir de denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná, a 12ª Vara Criminal de Curitiba condenou um policial civil, um servidor público e outras três pessoas pela prática de diversos crimes, incluindo associação criminosa armada, extorsão, emprego de arma de fogo e usurpação da função pública. As penas aplicadas foram de 22 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão para o policial civil e de 13 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão para o servidor público, ambos em regime fechado. Os réus, que estão presos e foram afastados de suas funções, também foram condenados à perda de seus cargos públicos.
Áudio do Promotor de Justiça Rafael Carvalho Polli
De acordo com as investigações que embasaram a ação penal, na qual atuou a 12ª Promotoria de Justiça Criminal do Foro Central da Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, a associação criminosa existiu entre os anos de 2022 e 2024, período em que extorquia pessoas na capital e em municípios vizinhos, com emprego de arma de fogo, aproveitando-se da condição de policial civil de um de seus integrantes. O principal objetivo era a prática de crimes contra o patrimônio de terceiros, com a obtenção de vantagens econômicas indevidas, principalmente mediante a extorsão de pessoas que haviam praticado algum ato ilícito, em especial o tráfico de drogas.
As apurações também indicaram a participação de outro policial civil, aposentado, no esquema criminoso. Como teve o processo judicial desmembrado, ele responde pelos crimes nos autos nº 0008057-73.2025.8.16.0013.
O processo aguarda julgamento dos recursos interpostos pelo Ministério Público (para majoração da pena de um dos réus) e pelas defesas dos réus.
Processo 0005187-89.2024.8.16.0013
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Em Araucária, MPPR denuncia 18 pessoas na Operação Cartão Fidelidade por tráfico de drogas e requer afastamento de policial militar envolvido nos crimes
O Ministério Público do Paraná, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ofereceu denúncia contra 18 pessoas investigadas na Operação Cartão Fidelidade. O grupo é acusado da prática dos crimes de associação para o tráfico, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.
Áudio da Promotora de Justiça Adriana Cordeiro Galvão
A investigação desarticulou uma organização que promovia a venda ilícita de entorpecentes na modalidade de entrega em domicílio, via aplicativo de mensagens, operando sob o nome fantasia Bob TV ou Pão de Queijo do Tio Bob. A estrutura ilícita contava com a distribuição de cartões físicos de fidelização com carimbos para os usuários. A fase ostensiva da operação, deflagrada em 19 de agosto de 2026, resultou na apreensão de estoques de entorpecentes do grupo, incluindo mais de 73 quilos de maconha, além de comprimidos de ecstasy, cocaína e haxixe.
Policial envolvido – Entre os denunciados, está um policial militar acusado de corrupção passiva e lavagem de bens e valores. Segundo a denúncia, o agente público recebia vantagens financeiras indevidas dos líderes do esquema para fornecer informações privilegiadas sobre investigações, realizar consultas não justificadas em sistemas restritos de segurança e facilitar as rotas de distribuição do narcotráfico. O MPPR apurou que o policial movimentou mais de dois milhões de reais em suas contas, valor totalmente incompatível com seus rendimentos como servidor público, tendo utilizado parte do dinheiro ilícito, recebido em repasses diretos, para adquirir um imóvel à vista no bairro Capela Velha. O Ministério Público requereu a suspensão cautelar do exercício da função pública do agente policial, além da decretação da perda do cargo em caso de condenação.
Para dissimular a origem do dinheiro do tráfico, a organização operava uma complexa rede de lavagem de capitais, utilizando contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para integrar os recursos ilícitos à circulação econômica formal. Diante disso, o MPPR também solicitou ao Judiciário a suspensão das atividades de uma das empresas utilizadas no esquema de mescla de capitais ilícitos e lícitos.
Além das condenações pelos crimes cometidos, a Promotoria de Justiça requer a fixação de um valor mínimo para a reparação dos danos morais coletivos causados pela atuação da organização criminosa em Araucária, bem como a manutenção da prisão preventiva dos réus que já se encontram detidos, visando à garantia da ordem pública e a interrupção definitiva das atividades da organização.
Processo 0002613-86.2026.8.16.0025
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Fonte: Ministério Público PR
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