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Polícia Penal ministra curso a cadetes da PM sobre táticas de uso de armamento

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A Policia Penal do Paraná promoveu nesta quinta-feira (27) um treinamento para 100 cadetes do 2º ano do Curso de Formação de Oficiais da Academia da Polícia Militar do Guatupê (APMG), que consiste na difusão de táticas de uso de armamento em diversos cenários, como ambientes confinados e que exigem resposta de curta distância.

A denominada instrução de retenção e contrarretenção, ministrada pelo policial penal Rodrigo Almeida, reforça a troca de experiências e a interação entre as forças de segurança do Paraná.

Almeida, policial penal e instrutor, falou sobre a importância do domínio das técnicas de retenção e contrarretenção no cotidiano dos policiais.

“Esse treinamento tem aplicação prática e de extrema importância na salvaguarda da vida dos policiais enquanto desempenham suas funções. Em uma situação crítica, onde um indivíduo tenta subtrair a arma do policial, por exemplo, ele precisa estar treinado e preparado para enfrentar esses episódios que colocam sua vida em risco”, destacou ele.

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O curso teve duração de oito horas. As quatro primeiras foram teóricas para os alunos conhecerem as técnicas e, nas quatro horas seguintes, os cadetes puderam treinar com exercícios práticos.

O coordenador do 2º Ano do Curso de Formação de Oficiais da PMPR, o tenente Denner Domingos de Jesus, pontuou os benefícios que a troca de experiências entre as instituições de segurança traz para a formação dos policiais militares.

“A instrução desempenhada é de muito importante para a Polícia Militar, principalmente pelo fato de ser ministrada por outra instituição da área de segurança pública, havendo assim uma integração e uma troca de experiências entre as instituições, cada qual podendo contribuir com o conhecimento específico em sua área de atuação”, disse.

O Curso de Formação de Oficiais tem a duração de três anos, com uma carga horária de mais de 4.500 horas/aula, sendo cerca de 200 destinadas à instrução de Defesa Pessoal, disciplina para a qual a capacitação desta quinta contribui no futuro desempenho das funções.

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Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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