Política Nacional
Plenário celebra 30 anos da TV Senado, primeira emissora legislativa do país
Em uma sessão especial no Plenário, parlamentares, servidores e profissionais da comunicação celebraram nesta quarta-feira (11) os 30 anos da primeira emissora de televisão legislativa do Brasil, a TV Senado.
Autor do requerimento para a homenagem, o primeiro-vice-presidente da Casa, senador Eduardo Gomes (PL-TO), disse que o aniversário, celebrado em 5 de fevereiro, é um marco para todo o Brasil, já que a atuação da emissora é “exemplo de transparência e de comunicação pública nacional”.
De acordo com Eduardo, a TV Senado tem desempenhado seu papel com maestria, mantendo o diálogo aberto com as pessoas, sem perder sua essência e sem desistir de informar com equilíbrio e responsabilidade.
— Ao idealizar e implementar a primeira emissora pública do país com sinal aberto, o ex-presidente do Senado José Sarney compreendeu que a democracia brasileira carecia de uma janela direta, sem filtro ou edições, entre o representante e o representado. Esse pioneirismo transformou o rito parlamentar em patrimônio acessível, permitindo que a transparência deixasse de ser um conceito abstrato para se tornar uma realidade cotidiana na sala de estar de milhões de brasileiros.
Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), a TV Senado não apenas transmite, “mas educa, forma, informa e ajuda o brasileiro a entender o país e a participar da vida pública com consciência e responsabilidade”. Na opinião do parlamentar, celebrar a existência do canal é valorizar uma das maiores conquistas da comunicação pública do Brasil.
Caminhada conjunta
O senador Paulo Paim (PT-RS), que se despedirá da vida pública em 2028, após quase 30 anos de mandatos consecutivos, disse que a trajetória da TV Senado e a dele como parlamentar representam “uma caminhada conjunta”. Emocionado, ele disse que a emissora é um orgulho para os brasileiros, “com seus diversos prêmios recebidos, inclusive em caráter internacional”.
— O que seria do trabalho e da ação legislativa dos senadores sem a TV Senado? Isso é democracia da comunicação. A comunicação legislativa brasileira tem um antes e um depois da TV Senado que, além de ser um veículo de comunicação, é, sobretudo, um instrumento de cidadania — declarou.
Também estiveram na solenidade e reforçaram a qualidade dos serviços prestados pela TV Senado os senadores Plinio Valério (PSDB-AM), Teresa Leitão (PT-PE), Humberto Costa (PT-PE), Margareth Buzetti (PP-MT), Leila Barros (PDT-DF).
Nas palavras da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), a difusão do conhecimento ajuda a mudar e a salvar vidas. Para ela, a TV Senado proporciona transparência e legitimidade ao trabalho do Parlamento, “sendo um filtro balizador da informação correta e contextualizada”.
— Sou fã incondicional de todos os que fazem a TV Senado. Por meio desta “janela eletrônica”, nosso trabalho chega a todos os lugares do meu Rio Grande do Norte e de todo o país, até mesmo em seus lugares mais remotos. É essa informação que permite ao povo criticar, sugerir, fiscalizar e, aos parlamentares, prestar contas do seu trabalho.
Essência do Legislativo
Diretor da Secretaria de Comunicação no período de 2009 a 2013, o jornalista Fernando César Mesquita ressaltou que a TV Senado foi criada para mostrar a essência do trabalho legislativo.
— Ela foi criada para ser independente, imparcial e refletir tudo o que acontece na Casa, sem nenhum tipo de censura ou preferência, fazendo com que tudo esteja à tona. Essa premissa foi seguida e, nesses 30 anos, a emissora tem cumprido com excelência esse papel.
A diretora da TV Senado no período de 1996 a 2005, Marilena Chiareli, lembrou de dificuldades enfrentadas na implementação da TV e destacou a emoção de acompanhar a evolução da emissora nesses 30 anos.
— A TV Senado foi extremamente importante do ponto de vista da expansão da democracia. A pessoa em casa, lá no Amazonas, poderia e continua podendo ver o que faz o senador no qual ela votou. Antes de existir a TV Senado, isso não era possível, é bom a gente frisar. A TV Senado representa a pluralidade e a democratização no nosso país.
Diretora da Secretaria de Comunicação Social do Senado (Secom), Luciana Rodrigues disse que viu a TV Senado nascer e crescer. Servidora concursada, a jornalista ingressou no Senado em 1995, como estagiária, num tempo em que as transmissões ocorriam apenas em partes, já que não havia câmeras em número suficiente para todas as gravações. Ela destacou a entrada do trabalho parlamentar na casa dos cidadãos em todo o país por meio da emissora e enalteceu a atuação de todo o núcleo profissional que integra a TV.
— Ao expressar meus agradecimentos a todos os que fizeram e fazem esse trabalho possível, menciono também cinegrafistas, auxiliares, técnicos de áudio, geradores de caracteres, editores, produtores, técnicos de engenharia, enfim, todos os colegas que organizam nossa rotina, elaboram roteiros, selecionam a nossa programação. Também aos que estão à frente das câmeras, aos nossos repórteres, apresentadores e enfim todos aqueles que fizeram e fazem essa estrutura funcionar e se manter no ar 24 horas por dia, sete dias por semana, sendo uma referência de atividade pública.
Credibilidade
O diretor da TV Senado, Érico da Silveira, destacou a confiança e a credibilidade da população sobre os conteúdos da emissora. Ele apontou a visibilidade dada à identidade nacional em todos os programas e documentários, “que provocam a reflexão e proporcionam o diálogo entre o Brasil e a atividade legislativa”.
— Fazer leis é construir o nosso país. E a TV Senado contribui para o país se ver, se discutir, se mostrar, se reconhecer e propor o Brasil que queremos a cada ano, a cada instante.
TV 3.0
Em 2026, a TV Senado ampliará as formas de distribuição de seu conteúdo. Entre as iniciativas estão o início dos testes de transmissão no padrão TV 3.0, a nova geração da televisão aberta e gratuita, que integra transmissão via antena com a internet, melhor imagem e som imersivo, além de interatividade. Também estão previstos o lançamento de edital para uma plataforma de streaming própria e a realização de uma chamada pública para plataformas e canais interessados em distribuir a programação da TV Senado.
A emissora lançou novas tarjas e reorganizou elementos visuais para facilitar a circulação de conteúdos em diferentes plataformas, permitindo cortes mais ágeis para redes sociais, melhor leitura em telas menores e maior integração com formatos digitais.
A presença digital da emissora também tem crescido. Somente no Instagram, o perfil da TV Senado acabou de atingir 500 mil seguidores. São 1,8 milhão de inscritos no YouTube e outros 480 mil no TikTok. Por meio da rede e do programa Digitaliza Brasil, o sinal da TV Senado chega hoje a mais de 1,6 mil municípios brasileiros na TV aberta.
As comemorações pelo aniversário da TV Senado também incluem novidades na programação e na identidade visual, com base nas transformações tecnológicas da TV 3.0. Também serão reforçadas as transmissões ao vivo entre plenários e comissões e a integração entre jornalismo e cobertura legislativa, com a presença simultânea na TV aberta e nas plataformas digitais.
Cidadão
O secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Wilson Diniz Wellisch, considerou de alto nível o conteúdo produzido pela TV Senado e destacou a referência da emissora como promotora do direito do cidadão de compreender as atividades parlamentares. Para ele, a evolução do canal merece ser celebrada e incentivada, de modo a aumentar o acesso da população à informação qualificada e transparente.
— É importantíssimo que a TV Senado esteja “nessa onda” da TV 3.0, porque isso permitirá ainda mais proximidade do Parlamento com o povo brasileiro. Essa evolução se traduz em inclusão digital e social por meio de uma comunicação que contribui cada vez mais com a construção da cidadania em nosso país.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Sessão solene destaca papel do Brasil na produção mundial de alimentos
Senadores e representantes do governo e do setor produtivo destacaram, em sessão solene do Congresso Nacional nesta terça-feira (13), a capacidade brasileira de produzir alimentos e o papel do país na segurança alimentar mundial. Realizada no Plenário do Senado, a sessão homenageou o Dia Mundial da Alimentação, a ser celebrado na sexta-feira (16). A campanha de 2026 da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) tem como slogan “Inovar hoje para nutrir o amanhã”.
A sessão foi requerida (REQ 18/2026 – Mesa) pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), que presidiu os trabalhos. Ela relacionou a inovação ao desenvolvimento da agropecuária brasileira e afirmou que o país se destaca internacionalmente pelo uso de práticas sustentáveis.
— A agricultura tropical brasileira é um exemplo vivo, ao longo das últimas décadas, de como a ciência, a inovação e a tecnologia transformaram o Brasil em campeão mundial de produção e exportação de alimentos — afirmou a senadora.
O senador Jayme Campos (União-MT) ressaltou a participação de diferentes profissionais e setores na cadeia de produção de alimentos, entre eles produtores rurais, trabalhadores do campo, cooperativas, pesquisadores, agroindústrias, transportadores, distribuidores e comerciantes.
— O Brasil tem muito que se orgulhar quando o assunto é produção de alimentos. Somos uma das maiores potências agrícolas do mundo, um país que, com trabalho, tecnologia, pesquisa e empreendedorismo, transformou sua vocação produtiva em uma das maiores forças da economia nacional — disse.
A representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cortez, destacou a contribuição da agroindústria para a economia brasileira. Segundo ela, o setor acrescentou R$ 1,4 trilhão ao produto interno bruto (PIB) em 2025 e gerou 2 milhões de empregos diretos e 10 milhões de indiretos.
— A gente está diante de um exemplo para o mundo de como é que não só a gente faz a produção de alimentos de forma responsável, de forma diversificada, mas também como é que a gente distribui os benefícios dessa produção ao longo da cadeia — disse.
Combate à fome
O representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Oliveira Soares, afirmou que o Brasil exporta alimentos para mais de 190 países e registra recordes anuais de produção. Segundo ele, até 2050, o mundo precisará produzir 40 milhões de toneladas a mais de proteínas e 1 bilhão de toneladas a mais de grãos para enfrentar a fome. Soares também citou estimativas de que 800 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar aguda e 2 bilhões, insegurança alimentar crônica. Para ele, o Brasil terá papel importante no atendimento dessa demanda.
— Quando nós produzimos, quando nós exportamos, além de gerar renda, riqueza e prosperidade para o nosso país, nós contribuímos para reduzir a insegurança alimentar do planeta — afirmou.
O representante do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Osmar Junior, também destacou a posição brasileira na produção de alimentos, mas ressaltou a necessidade de ampliar o acesso da população à comida e fortalecer as políticas de segurança alimentar.
O vice-presidente de Finanças da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda Oliveira, afirmou que a capacidade de produção precisa ser acompanhada de condições econômicas que permitam às famílias comprar alimentos.
— A fome não se combate apenas alimentando a produção. É preciso também combater a pobreza, ampliar as oportunidades de trabalho e garantir condições para que os alimentos cheguem a preços acessíveis à população. Precisamos de políticas públicas que caminhem juntas: de um lado, estimular a produção sustentável, a produtividade e a competitividade do agro, do outro, promover o crescimento econômico, o emprego e a renda, com responsabilidade fiscal e estabilidade — disse.
A representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Daniela Marreco Cerqueira, defendeu a cooperação entre instituições e setores para tornar os sistemas alimentares mais seguros.
— Esses espaços de diálogo são fundamentais porque os desafios relacionados à alimentação não podem ser enfrentados por uma única instituição, eles exigem cooperação entre governo, setor produtivo, academia, sociedade civil e esse Congresso Nacional.
Também participaram da sessão o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), João Dornellas; o superintendente de Assuntos Legislativos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marcos Borges de Castro; e o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), Alexsandro França Martins.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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