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Agro

Plantio da segunda safra acelera e reforça projeções para o algodão brasileiro em 2026

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Avanço da semeadura marca nova etapa da safra de algodão

O plantio da segunda safra de algodão ganhou força nos últimos dias, impulsionado pelo avanço da colheita da soja em Mato Grosso — principal estado produtor da fibra no país. A liberação das áreas agrícolas tem permitido maior ritmo na semeadura, embora ainda haja regiões com lentidão pontual, devido à irregularidade das chuvas e aos atrasos na colheita da soja, que interferem diretamente no calendário da cultura.

Segundo o relatório de janeiro da StoneX, empresa global de serviços financeiros e análise de mercado, o cenário atual indica estabilidade nas projeções de produção, com expectativa de 3,7 milhões de toneladas de algodão para a safra 2025/26, mesmo volume estimado em dezembro.

Redução de área e foco em produtividade definem o ciclo

Apesar da manutenção na estimativa total de produção, a consultoria aponta uma queda de 11% em relação à safra anterior (2024/25). O recuo está associado à redução de cerca de 110 mil hectares na área cultivada em todo o país.

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Essa diminuição, segundo a StoneX, reflete uma estratégia dos produtores diante das condições econômicas e agronômicas atuais — especialmente o aumento dos custos de produção e a necessidade de ajustes logísticos e financeiros após um ciclo de forte investimento.

Ainda assim, a consultoria avalia que o cenário é compatível com a capacidade produtiva da cultura e que a atenção à produtividade nas lavouras pode garantir resultados equilibrados no fechamento da safra.

Mato Grosso lidera e impulsiona o ritmo da segunda safra

Com destaque nacional, Mato Grosso segue como o maior polo produtor de algodão do Brasil, respondendo por mais de 60% da produção nacional. O estado apresenta avanços consistentes no plantio, que tem ocorrido de forma mais acelerada em relação ao mesmo período do ano anterior.

A tendência, de acordo com analistas, é que o ritmo se mantenha firme nas próximas semanas, à medida que mais áreas sejam liberadas após a colheita da soja.

Exportações seguem firmes e mantêm Brasil na liderança global

No cenário de oferta e demanda, o relatório da StoneX indica estabilidade, sem mudanças relevantes nos fundamentos do mercado. Os embarques da safra passada passaram apenas por ajustes técnicos, sem impacto sobre o total exportado.

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As exportações brasileiras de algodão em 2025 foram confirmadas em 3,03 milhões de toneladas, consolidando o país como líder mundial nas exportações da fibra. Para 2026, a consultoria prevê continuidade no ritmo de exportações, com volume estimado em 3,0 milhões de toneladas.

Esse desempenho reforça a importância da segunda safra para o equilíbrio do setor, tanto na sustentação da oferta interna quanto na manutenção da competitividade internacional do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Compras de fertilizantes e defensivos avançam com cautela no Brasil e mercado segue amplamente aberto para safra 2026/27

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O mercado brasileiro de insumos agrícolas iniciou junho com comportamentos distintos entre fertilizantes e defensivos, refletindo a cautela dos produtores rurais diante dos desafios econômicos, climáticos e de rentabilidade das próximas safras. Apesar de alguns sinais positivos, como a queda dos preços da ureia, as negociações seguem em ritmo moderado, especialmente para o milho safrinha 2027.

De acordo com análise de Jeferson Souza, especialista em inteligência de mercado da Agrinvest, o cenário atual ainda é marcado pela necessidade de recomposição das margens dos produtores, o que tem influenciado diretamente o ritmo das compras.

Ureia recua 30% e melhora poder de compra do produtor

Entre os fertilizantes, a ureia foi o principal destaque dos últimos meses. Desde meados de abril, o nitrogenado acumulou recuo próximo de 30%, contribuindo para uma melhora na relação de troca com o milho.

Apesar do alívio nos custos, o indicador ainda permanece acima das médias históricas em sacas necessárias para aquisição de uma tonelada do produto. Dessa forma, a redução dos preços ainda não foi suficiente para acelerar significativamente as negociações.

Segundo a análise, o movimento trouxe melhores oportunidades de compra, mas o produtor continua avaliando o cenário com cautela antes de assumir novos compromissos.

Compras para o milho safrinha 2027 registram menor avanço desde 2019

O levantamento aponta que as aquisições de fertilizantes destinadas ao milho safrinha 2027 apresentam o menor avanço para este período do ano desde 2019.

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Entre os fatores que explicam a lentidão estão os preços ainda pouco atrativos do milho, a preocupação com o comportamento climático nos próximos meses e as incertezas relacionadas ao desenvolvimento da safra de soja.

Além disso, o temor em torno dos impactos do fenômeno El Niño e seus reflexos sobre o calendário agrícola tem levado muitos produtores a postergar decisões estratégicas de compra.

Mercado de defensivos desacelera, mas ainda possui grande volume de negócios pela frente

No segmento de defensivos agrícolas, o ritmo das negociações mostrou avanço até o início de maio, mas perdeu intensidade ao longo das últimas semanas.

Mesmo com a desaceleração, os dados indicam que uma parcela expressiva do mercado permanece em aberto. Para a safra de soja 2026/27, mais da metade das compras ainda não foi realizada pelos produtores brasileiros.

Até 31 de maio, o percentual negociado alcançava 47%, superando os 44% registrados no mesmo período do ciclo anterior. No entanto, o desempenho segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 51%.

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O resultado demonstra um adiantamento de três pontos percentuais em relação à temporada passada, mas ainda distante dos patamares observados em anos de comercialização mais acelerada.

Defensivos para milho seguem com até 90% do mercado em aberto

No caso do milho, a abertura do mercado é ainda mais significativa. As estimativas indicam que entre 85% e 90% das compras de defensivos agrícolas para os próximos ciclos ainda não foram realizadas.

Esse elevado volume de demanda potencial abre espaço para novas negociações ao longo dos próximos meses, dependendo da evolução dos preços dos insumos, das condições climáticas e da percepção de risco por parte dos produtores.

Perspectiva para os próximos meses

A expectativa do mercado é de que a definição do clima para a safra de verão, o comportamento dos preços do milho e da soja e as oscilações do mercado internacional de fertilizantes sejam fatores decisivos para determinar o ritmo das compras no segundo semestre.

Enquanto isso, produtores seguem monitorando oportunidades pontuais e buscando equilibrar custos de produção com a necessidade de proteger margens em um ambiente ainda marcado por elevada volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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