Agro
PIB do agro atinge R$ 279 bilhões e bate recorde na economia estadual
O agronegócio mineiro consolidou sua posição como o principal vetor de crescimento da economia de Minas Gerais em 2025. Segundo dados da Fundação João Pinheiro, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor alcançou R$ 279 bilhões, representando 24,1% de toda a economia estadual — a maior fatia registrada desde o início da série histórica, em 2010.
O desempenho do setor superou a média geral do estado. Enquanto o PIB de Minas Gerais registrou uma expansão de 1,4% em volume, o agronegócio avançou 1,7%. Em valores nominais, o setor cresceu R$ 42,6 bilhões em comparação ao ano anterior.
Fatores de crescimento: Valorização de preços
O avanço foi impulsionado, majoritariamente, pela valorização dos preços das commodities agropecuárias, que apresentaram alta média de 16% no período. Este fenômeno foi determinante para compensar oscilações na produtividade física de algumas culturas.
O café é o exemplo mais emblemático: apesar da queda de 10% no volume produzido — que passou de 28,1 milhões para 25,3 milhões de sacas —, a valorização de 58,6% nos preços garantiu a manutenção da renda do setor. O algodão também se destacou, com um salto de 48% na produção acompanhado por uma valorização expressiva de 106,6% nos preços.
Outras cadeias produtivas, como soja, milho e as proteínas de aves e suínos, registraram desempenho positivo tanto em volume quanto em valor. O setor de bovinos, embora tenha sofrido uma retração de 2% na produção, foi favorecido pela alta de 21,3% nas cotações do boi gordo. Juntas, as cadeias de café, leite, soja e bovinos representam cerca de 70% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Minas Gerais.
Avanço na agroindústria e serviços
O impacto econômico do setor transcendeu a “porteira” das propriedades rurais. O PIB da agroindústria e dos serviços conectados ao campo passou de R$ 166,6 bilhões para R$ 180,8 bilhões, um incremento de 8,5% (R$ 14,2 bilhões).
O núcleo agropecuário propriamente dito (agricultura, pecuária e produção florestal) cresceu 40,9% em termos nominais, totalizando R$ 98,2 bilhões. O setor de florestas plantadas foi apontado como um dos pilares de sustentabilidade e desenvolvimento, com o estado mantendo a liderança nacional na atividade.
Para o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, os números reforçam a resiliência do produtor rural mineiro. “O resultado confirma a força do agro mineiro e mostra que a diversidade da nossa produção é um fator determinante para esse desempenho, gerando renda e desenvolvimento para a sociedade”, afirmou.
Comparativo do setor (Dados de 2025)
| Segmento | Desempenho / Destaque |
| PIB Total do Agro | R$ 279 bilhões (24,1% do PIB mineiro) |
| Núcleo Agropecuário | R$ 98,2 bilhões (crescimento nominal de 40,9%) |
| Agroindústria e Serviços | R$ 180,8 bilhões (crescimento de 8,5%) |
| Preço das Commodities | Alta média de 16% |
Fonte: Pensar Agro
Agro
Semi-hidroponia impulsiona produção de tomate com mais produtividade, qualidade e sustentabilidade
A busca por sistemas de cultivo mais eficientes e sustentáveis tem impulsionado a adoção da semi-hidroponia na produção de tomate no Brasil. A tecnologia vem se consolidando como uma alternativa capaz de aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos frutos e reduzir problemas fitossanitários, especialmente aqueles relacionados ao solo.
De acordo com o especialista em agronegócio Felipe Vicentini Santi, que atua nas áreas de grãos e horticultura, o sistema semi-hidropônico tem proporcionado resultados expressivos no cultivo de diferentes variedades de tomate, como caqui, italiano, cereja e grape. Entre os principais avanços observados estão a maior uniformidade das plantas, ciclos produtivos mais longos e ganhos significativos de rendimento em comparação aos sistemas convencionais.
Nutrição precisa favorece o desenvolvimento das plantas
Na semi-hidroponia, as plantas recebem uma solução nutritiva composta por água e fertilizantes, formulada para atender de forma precisa às necessidades da cultura em cada fase do desenvolvimento.
Esse controle nutricional permite maior equilíbrio no fornecimento dos nutrientes essenciais, favorecendo o crescimento vigoroso das plantas e a expressão máxima do potencial produtivo.
Além dos ganhos agronômicos, o sistema também promove maior eficiência no uso dos recursos naturais, reduzindo desperdícios de água e fertilizantes e contribuindo para uma produção mais sustentável.
Principais vantagens da semi-hidroponia no cultivo de tomate
Entre os benefícios observados pelos produtores que adotam o sistema, destacam-se:
- Maior eficiência na absorção de nutrientes;
- Controle mais preciso do pH e da condutividade elétrica;
- Redução da incidência de doenças associadas ao solo;
- Correção rápida de deficiências nutricionais;
- Maior uniformidade de desenvolvimento das plantas;
- Frutos com melhor padrão de qualidade;
- Melhor aproveitamento dos insumos utilizados na produção.
Produtividade pode chegar a 12 quilos por planta
Quando cultivado em ambiente protegido, como estufas, e manejado com nutrição equilibrada e boas práticas agrícolas, o tomateiro pode apresentar período de colheita entre quatro e seis meses.
O ciclo completo da cultura varia entre sete e nove meses, proporcionando maior permanência das plantas em produção e, consequentemente, maior retorno econômico ao produtor.
Nessas condições, a produtividade pode alcançar entre 10 e 12 quilos por planta, dependendo da variedade cultivada, do manejo adotado e das condições climáticas ao longo do ciclo.
Redução das doenças do solo é um dos maiores diferenciais
Um dos principais desafios da tomaticultura convencional é o controle das doenças de solo, especialmente a murcha bacteriana, considerada uma das enfermidades mais destrutivas da cultura.
No sistema semi-hidropônico, a utilização de substratos adequados reduz significativamente os riscos de contaminação, podendo levar a níveis próximos de zero de incidência dessas doenças.
Esse diferencial proporciona maior segurança produtiva e reduz perdas ao longo do ciclo.
Mistura de areia e casca de arroz se destaca como substrato
Entre as opções de substrato disponíveis, uma das combinações que vem apresentando excelentes resultados técnicos e econômicos é a mistura de areia e casca de arroz carbonizada na proporção de 50% para cada componente.
Para garantir maior sanidade, a areia pode passar pelo processo de solarização, utilizando lona transparente e exposição ao sol durante aproximadamente 30 dias. Já a casca de arroz necessita apenas do processo de carbonização antes da utilização.
Os recipientes mais indicados para o cultivo semi-hidropônico de tomate possuem capacidade entre 11 e 14 litros, oferecendo volume adequado para o desenvolvimento radicular das plantas.
Controle biológico fortalece a proteção fitossanitária
Outra estratégia que vem ganhando espaço na produção semi-hidropônica é o uso de agentes biológicos para o manejo preventivo de doenças.
Microrganismos como Trichoderma asperellum e Bacillus amyloliquefaciens auxiliam no fortalecimento das defesas naturais das plantas e contribuem para o controle de problemas como:
- Nematoides;
- Podridão radicular;
- Podridão de caule;
- Mofo branco;
- Murcha de fusarium.
A combinação entre substratos esterilizados e controle biológico aumenta a eficiência do sistema e reduz a dependência de produtos químicos para o manejo fitossanitário.
Tecnologia amplia a competitividade da tomaticultura
Com ganhos em produtividade, qualidade dos frutos e sustentabilidade, a semi-hidroponia se consolida como uma ferramenta estratégica para a modernização da produção de tomate.
A adoção de práticas adequadas de manejo nutricional, utilização de substratos de qualidade e estratégias eficientes de proteção fitossanitária permite aos produtores obter maior estabilidade produtiva, reduzir limitações impostas pelo solo e ampliar a rentabilidade da atividade.
Diante dos resultados observados em diferentes regiões produtoras, o sistema semi-hidropônico surge como uma alternativa cada vez mais viável para atender à crescente demanda por alimentos produzidos com eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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