Agro
Petrobras retoma produção de ureia no Paraná e reforça estratégia para reduzir dependência externa de fertilizantes
A Petrobras voltou a produzir ureia na unidade da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), localizada em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. A retomada ocorre após seis anos de paralisação e marca um avanço na estratégia nacional de fortalecimento da produção de fertilizantes.
Retomada reduz dependência de importações
A produção de ureia — um dos fertilizantes mais utilizados globalmente — é considerada estratégica para o Brasil, que atualmente importa cerca de 80% do volume consumido.
A reativação da unidade ocorre em um contexto de instabilidade no mercado internacional, agravado desde a Guerra na Ucrânia, que impactou a oferta global e elevou os preços dos insumos agrícolas.
Investimento de R$ 870 milhões e capacidade relevante
Para retomar as operações da Ansa, a Petrobras investiu aproximadamente R$ 870 milhões em manutenção, inspeções técnicas, testes operacionais e recomposição de equipes.
A unidade tem capacidade de produção anual de:
- 720 mil toneladas de ureia (cerca de 8% do mercado nacional)
- 475 mil toneladas de amônia
- 450 mil m³ de ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo)
A fábrica está localizada ao lado da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), utilizando gás natural como principal matéria-prima.
Estratégia amplia presença no mercado de fertilizantes
A retomada da Ansa integra um plano mais amplo da Petrobras para fortalecer sua atuação no setor de fertilizantes. A estatal também reassumiu unidades anteriormente arrendadas:
- Fábrica de Camaçari (BA), retomada em janeiro de 2026
- Fábrica de Laranjeiras (SE), reativada em dezembro de 2025
Com essas operações, a participação da Petrobras no mercado nacional de ureia deve alcançar cerca de 20%.
Além disso, a companhia segue com o projeto da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, cuja previsão de operação comercial é 2029. Com isso, a fatia pode chegar a aproximadamente 35% do mercado interno.
Impacto no agronegócio e geração de empregos
A retomada da produção é vista como um movimento importante para o agronegócio brasileiro, ao ampliar a oferta doméstica de insumos essenciais para a produtividade agrícola.
Durante a fase de reativação, mais de 2 mil empregos foram gerados. Na operação regular, a unidade deve empregar cerca de 700 trabalhadores.
A iniciativa também foi destacada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que acompanha o setor e celebrou a retomada das atividades industriais.
Fertilizantes ganham papel estratégico no Brasil
Com forte dependência externa e alta volatilidade no mercado global, o setor de fertilizantes tem ganhado relevância estratégica no país. A ampliação da produção nacional tende a reduzir riscos de abastecimento, aumentar a competitividade do agronegócio e dar maior previsibilidade aos produtores rurais.
Nesse cenário, a retomada da produção de ureia no Paraná representa um passo importante para fortalecer a cadeia produtiva e reduzir a exposição do Brasil às oscilações internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
PIB do agronegócio cresce 12,2% em 2025 e atinge R$ 3,2 trilhões, com forte avanço da pecuária
O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou crescimento expressivo de 12,20% em 2025, alcançando R$ 3,20 trilhões e ampliando sua participação para 25,13% da economia nacional. O desempenho foi fortemente impulsionado pelo avanço da pecuária, que liderou a expansão ao longo do ano.
Os dados são do Cepea, da Esalq/USP, em parceria com a CNA.
Quarto trimestre sinaliza desaceleração
Apesar do resultado robusto no acumulado do ano, o quarto trimestre de 2025 apresentou retração de 1,11% em relação ao trimestre anterior, refletindo a perda de fôlego dos preços no setor.
A queda foi generalizada entre os segmentos do agronegócio:
- Insumos: -2,32%
- Segmento primário: -0,92%
- Agroindústrias: -1,48%
- Agrosserviços: -0,86%
Segundo o Cepea, esse movimento já era esperado, considerando que o forte crescimento observado anteriormente foi impulsionado pela valorização dos preços iniciada no segundo semestre de 2024, que perdeu intensidade ao longo de 2025.
Pecuária lidera crescimento do agro
O grande destaque do ano foi o ramo pecuário, que registrou expansão de 32,55%, enquanto o ramo agrícola avançou 3,40%.
No quarto trimestre, a diferença de desempenho entre os ramos ficou evidente:
- Agricultura: retração de 2,43%
- Pecuária: crescimento de 1,81%
A pecuária foi sustentada principalmente pelo aumento dos preços e pelo maior volume de produção, além do desempenho positivo das exportações.
Produção e preços cresceram juntos — cenário incomum
Um dos pontos mais relevantes de 2025 foi a combinação de alta nos preços com crescimento da produção, o que não é comum no setor.
O chamado PIB-volume, que mede o avanço da produção, cresceu 6,76% no período, indicando expansão consistente da atividade. Historicamente, anos de forte produção costumam ser acompanhados por queda nos preços — o que não ocorreu desta vez.
Esse cenário contribuiu para que 2025 registrasse o segundo maior crescimento da série histórica do PIB do agronegócio.
Desempenho por segmentos
Insumos
O segmento cresceu 5,37% no ano, puxado pelos insumos agrícolas (+12,51%), com destaque para fertilizantes, defensivos e máquinas. Já os insumos pecuários recuaram 11,67%, impactados pela queda nos preços das rações.
Segmento primário
Apresentou forte expansão de 17,06%, com altas tanto na agricultura (+13,09%) quanto na pecuária (+24,16%). O resultado reflete o aumento da produção e, no caso da pecuária, preços mais elevados.
Agroindústria
Cresceu 5,60%, mas com forte contraste interno:
-
- Base agrícola: -3,33%
- Base pecuária: +36,54%
A indústria pecuária foi impulsionada por preços elevados e exportações aquecidas.
Agrosserviços
Registraram alta de 13,76%, com avanço modesto na base agrícola (+1,13%) e crescimento expressivo na base pecuária (+41,59%), refletindo o dinamismo da cadeia produtiva.
Participação do agro na economia aumenta
Com o resultado de 2025, o agronegócio ampliou sua relevância na economia brasileira, passando de 22,9% do PIB em 2024 para 25,13% em 2025.
Do total gerado:
- R$ 2,06 trilhões vieram do ramo agrícola
- R$ 1,14 trilhão foram gerados pela pecuária
Perspectiva: preços ainda são fator-chave
Apesar do crescimento expressivo, o desempenho do agronegócio segue altamente dependente do comportamento dos preços. A desaceleração observada no fim de 2025 indica que o setor pode enfrentar um ritmo mais moderado à frente, especialmente se houver pressão sobre as cotações.
Ainda assim, a combinação entre produção elevada, demanda consistente e protagonismo da pecuária mantém o agro como um dos principais motores da economia brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
Política Nacional6 dias agoCleitinho rechaça troca de votos por emendas parlamentares
-
Polícial6 dias agoPRF inicia a Operação Dia do Trabalho 2026 nas rodovias federais do Paraná
-
Educação5 dias agoAções do MEC valorizam trabalhadores da educação
-
Educação6 dias agoMEC debate ações pedagógicas baseadas em dados
-
Esportes7 dias agoCruzeiro vence o Boca Juniors e assume liderança do Grupo D na Libertadores
-
Esportes7 dias agoBotafogo goleia Independiente Petrolero na Sul-Americana
-
Esportes6 dias agoFlamengo empata com Estudiantes e mantém liderança do Grupo A da Libertadores
-
Esportes6 dias agoGrêmio desperdiça três pênaltis e empata com o Palestino pela Sul-Americana
