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Pesquisa da Sanepar reforça importância da caixa d’água para reservação em casa

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Um levantamento recente feito pela Sanepar ajuda a mapear a segurança hídrica dos imóveis no Paraná. Os dados mostram que o acesso à caixa d’água é uma realidade nos municípios atendidos pela companhia, mas uma parcela significativa da população (23% nas residências e 30% nos comércios) ainda não tem caixa-d’água ou cisterna.

A posse do reservatório doméstico nas residências varia conforme a região do Estado. Na região do Norte, 87,7% dos entrevistados disseram que possuem caixa-d’água nas suas residências. Já a região Sudoeste apresenta o menor índice: 64,3% dos imóveis residenciais e 54,7% dos comércios possuem reservação. Entre os municípios pesquisados, Telêmaco Borba (56,6%), nos Campos Gerais, e Foz do Iguaçu (59,5%), no Oeste, apresentaram os menores índices de imóveis residenciais com a instalação destes equipamentos.

A norma técnica brasileira indica que todas as residências devem ter uma caixa-d’água, que funciona como reserva de emergência. De acordo com o estudo, 78% dos clientes com reservatório afirmam não ter sentido falta de água no período de um ano.

Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, o reservatório doméstico é uma extensão do sistema de distribuição. “Este cenário revela que quem tem caixa-d’água não é afetado por interferências no abastecimento. Da mesma forma que a Companhia investe nos sistemas de reservação para a estabilidade do sistema, a caixa-d’água dos imóveis residenciais e comerciais permite o acesso à água, mesmo em casos de interrupção temporária”, afirma.

“O perfil das famílias que existem no Paraná é composto, geralmente, por três a quatro pessoas. Para esse perfil, uma caixa-d’água com 500 litros de volume consegue atender o abastecimento de uma residência por um dia, ou seja, por 24 horas. Isso é importante porque eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição de água e o serviço terá que ser interrompido para que se possa efetuar consertos ou outras intervenções, como interligações de obras desse tipo”, explica o gerente de engenharia da Sanepar, Eduardo Arrosi.

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Arrosi também destaca a necessidade de instalação de cisternas para auxiliar no sistema de bombeamento de prédios e edificações com mais de dois pavimentos. Para construções com mais de 600 metros quadrados, é necessária a aprovação do projeto hidrossanitário na Sanepar. Em casos de prédios com dois ou mais pavimentos, é exigida a construção de uma cisterna.

“As normas brasileiras recomendam que a Sanepar, e qualquer outra concessionária de distribuição de água, forneça uma pressão de 10 metros de coluna d’água (m.c.a.) na entrada do hidrômetro. Ou seja, a água teria força suficiente para subir 10 metros. Por isso, nos casos acima de dois pavimentos — nos quais os edifícios chegam muito próximo ou ultrapassam essas alturas — é necessária a cisterna com sistema de bombeamento. Com isso, o cliente não vai sentir falta de água”, diz.

ESTABILIDADE NO ABASTECIMENTO – A infraestrutura interna mitiga o impacto de paradas técnicas. Na região Norte, onde o índice de reservação é alto, a satisfação com a continuidade atinge 85,5%. Este número traduz o impacto positivo e revela a importância da caixa-d’água.

“Eventualmente vão ocorrer manutenções nas redes de distribuição e o serviço terá que ser interrompido para consertos ou outras intervenções. Também é importante ressaltar que para distribuir água nós dependemos da energia elétrica. Então, quando há falta de eletricidade, pode ocorrer a paralisação no sistema de abastecimento de água. Nesses casos, tendo a caixa-d’água, o consumidor não vai sentir a falta, porque vai ter essa reserva em sua residência”, acrescenta Arrosi.

Além disso, diferente da eletricidade, a velocidade de deslocamento da água no sistema é muito menor e a retomada do abastecimento depende de vários fatores que são levados em consideração pelos técnicos da Sanepar. Nesses casos, a caixa-d’água residencial funciona como uma garantia.

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O empresário Raimundo Wagner Moreira investe na construção de imóveis para venda e locação em Foz do Iguaçu e faz parte daqueles que reconhecem a importância da reservação doméstica para o negócio e para a tranquilidade dos inquilinos e compradores. “É um item de extrema importância em uma obra. Caso a Sanepar precise fazer alguma manutenção na rede, a gente não fica desabastecido. Sempre coloquei o equipamento, inclusive estou fazendo uma obra nova e já está no projeto também fazer a caixa-d’água”, afirma.

PROJETO SOCIAL – O Governo do Paraná e a Sanepar também tem um projeto social que ajuda famílias com a instalação de caixas d’água. O Caixa d’Água Boa disponibiliza uma caixa d’água e um kit de instalação às famílias em situação de vulnerabilidade social que não possuem caixa d’água no domicílio. Estas famílias recebem capacitação para instalação adequada, e o subsídio financeiro de R$ 1 mil para viabilização da instalação. Desde sua criação, em 2017, o programa já recebeu R$ 46 milhões e beneficiou 15 mil famílias.

Para ser elegível ao projeto, a família deve atender cumulativamente aos seguintes critérios: residir em município que possua contrato de concessão ou programa vigente com a Sanepar; residir em domicílio abastecido pela Sanepar e que não possua caixa d’água; estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e encontrar-se em situação de vulnerabilidade social conforme o Índice de Vulnerabilidade das Famílias (IVFPR); e possuir renda familiar de até meio salário mínimo nacional por pessoa.

METODOLOGIA – O levantamento contratado pela Sanepar foi realizado pelo Instituto Radar Pesquisas e ouviu no mês de novembro de 2025, 2.900 pessoas, sendo 2.400 de clientes residenciais e 500 clientes de imóveis comerciais em cidades polos de cada região do Paraná.

Fonte: Governo PR

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Vacinação contra a gripe continuará no Paraná para atingir grupos prioritários

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O Paraná seguirá com a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, focado nos grupos prioritários. A estratégia da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) foi confirmada nesta sexta-feira (29) e orientada por meio de memorando para as 22 Regionais de Saúde. A imunização continuará por tempo indeterminado, mesmo após o fim do prazo estabelecido pelo Ministério da Saúde, que se encerra neste fim de semana.

Desde o início da campanha, iniciada em 28 de março, o Paraná recebeu 3,8 milhões vacinas do Governo Federal e aplicou 1.861.878 doses, de acordo com o Vacinômetro Nacional do Ministério da Saúde. A cobertura vacinal dos grupos prioritários (crianças de seis meses a menores a seis anos, idosos e gestantes) é de 41,61% (considerando que estes três grupos somam 2.960.260 pessoas), sendo que a meta é de 90%.

O objetivo da Secretaria é garantir a proteção das populações mais vulneráveis neste período mais frio do ano, antes do inverno, em que a circulação de vírus respiratórios atinge o pico sazonal e os casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) tendem a aumentar.

OUTROS GRUPOS – Além dos grupos de maior risco, estão elencados como público-alvo para vacinação: profissionais de saúde, puérperas, professores dos ensinos básico e superior e trabalhadores de saúde da educação, povos indígenas, pessoas em situação de rua, integrantes das forças de segurança e de salvamento, militares das Forças Armadas.

Também estão incluídos indivíduos com doenças crônicas ou condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo e de longo curso, portuários, funcionários do sistema penitenciário e a população privada de liberdade, incluindo jovens sob medidas socioeducativas entre 12 e 21 anos.

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O quantitativo recebido pelo Estado ainda não representa a totalidade do grupo prioritário estimado pelo Ministério da Saúde, que soma 4.815.445 paranaenses. A secretaria já solicitou ao Governo Federal o envio total dos imunizantes, considerando que o prazo da campanha se encerra neste fim de semana.

“Aguardamos receber a totalidade das doses que devem ser destinadas ao Paraná para que os municípios possam expandir suas ações de vacinação e também para que possamos reavaliar a ampliação dos públicos-alvo que podem receber o imunizante”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

AÇÕES – Além do atendimento mais de 1,8 mil salas de vacinação, os municípios foram orientados a promover ações itinerantes exclusivas dentro de escolas e colégio. Nessas mobilizações volantes, a vacinação é aberta para toda a comunidade escolar local, conforme o cronograma e a organização de cada secretaria municipal da Saúde. A medida foi orientada pela Secretaria Estadual da Educação (Seed).

“É essencial que as pessoas desses grupos que ainda não tomaram a vacina se imunizem. Embora até o momento o Estado registre uma redução no número de casos de síndromes respiratórias em comparação com o mesmo período do ano passado, a tendência histórica é de alta com a chegada das temporadas mais frias e do inverno. A vacina é o escudo para evitar o agravamento desses quadros”, acrescentou César Neves.

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DADOS – O grupo prioritário com a maior cobertura vacinal até o momento são as gestantes, representando 53,01%, seguido por idosos com 44,74%, e crianças com apenas 31,71%.

Ainda segundo o Vacinômetro Nacional, nenhum município do Estado vacinou mais que 79% do grupo prioritário. Apenas 21 municípios (cerca de 5,26% do Paraná) estão com coberturas entre 61% até 80%, são eles: Iguatu com 79,58%, Conselheiro Mairinck, 74,90%, Anahy, 74,66%, Guapirama, 72,24%, Uniflor, 71,64%, Diamante do Sul, 66,27%, Coronel Domingos Soares, 65,74%, Sengés, 65,67%, Esperança Nova, 65,29%, Rio Branco do Ivaí, 65,35%, Lunardelli, 64,72%, Goioxim, 64,36%, Santo Antônio do Paraíso, 64,32%, Nova Olímpia, 62,47%, Guamiranga, 62,22%, Jardim Olinda, 62,16%, Virmond, 62,13%, Nova Cantu, 62,01%, Nossa Senhora das Graças, 61,89%, Turvo, 61,87% e Cafeara, 61,39%.

Outros 253 municípios (mais da metade ou 63,41% do Estado) possuem coberturas entre 41% e 60%. 120 municípios (30,08% do Estado) atingiram entre 21% e 40% dos grupos, e cinco municípios estão com 20% ou menos: Saudade do Iguaçu com 20,20%, Alto Paraíso 8,43%, Inácio Martins 6,38%, Mauá da Serra 4,92% e Diamante do Norte com apenas 3,94% de cobertura.

Fonte: Governo PR

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