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Agro

Pequenos investidores encontram novas oportunidades no boom do agronegócio brasileiro

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O agronegócio brasileiro vive um momento de expansão e transformação tecnológica que tem atraído não apenas grandes grupos, mas também investidores de menor porte. Com resultados expressivos e um ecossistema cada vez mais conectado à inovação, o setor se tornou uma das principais portas de entrada para quem busca diversificar investimentos com impacto econômico e ambiental positivo.

Agronegócio segue como motor da economia nacional

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o PIB do agro alcançou R$ 2,72 trilhões em 2024, o equivalente a 23,2% da economia nacional. As projeções para 2025 indicam uma expansão para cerca de R$ 3,8 trilhões, impulsionada pelo avanço da digitalização do campo e pela consolidação de startups voltadas à sustentabilidade e à eficiência produtiva.

Somente em 2024, o setor registrou 39 operações de venture capital, movimentando aproximadamente R$ 1 bilhão em investimentos voltados à inovação rural.

Novas portas de entrada: tecnologia e investimentos acessíveis

Com o amadurecimento do ecossistema agro, investidores individuais têm acesso a alternativas que vão muito além da compra de terras ou equipamentos. Plataformas especializadas, como a Arara Seed — empresa do Grupo BLB e pioneira em conectar o varejo a projetos de agro, food e climate techs —, permitem investir em tecnologia agrícola, crédito ao produtor, carbono e biotecnologia com aportes reduzidos.

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Segundo Henrique Galvani, CEO da Arara Seed, o avanço dessas plataformas representa uma verdadeira democratização do setor. “O investimento coletivo aproximou o pequeno investidor de operações antes restritas a grandes fundos ou corporações”, destaca.

Crowdfunding e ativos do agro ganham espaço

Um dos formatos que mais crescem é o equity crowdfunding, regulamentado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esse modelo possibilita investimentos a partir de valores acessíveis em startups do agro, projetos de recuperação de pastagens e negócios sustentáveis.

Além disso, ativos financeiros ligados ao crédito rural, imobiliário e sustentabilidade, como títulos do agronegócio, estão sendo estruturados de forma mais simples e distribuídos digitalmente, ampliando o alcance entre investidores de varejo. “Investir no agro é financiar produtividade e sustentabilidade ao mesmo tempo”, afirma Galvani.

Fundos e plataformas especializadas oferecem diversificação

Outra alternativa crescente são os fundos temáticos e as plataformas de investimento coletivo voltadas a agtechs e cadeias produtivas. Esses veículos oferecem gestão profissional, diversificação e diluição de risco, sendo ideais para quem busca exposição ao agro sem operar diretamente no campo.

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Apesar do potencial, o CEO da Arara Seed alerta para a importância da análise criteriosa de riscos. “É essencial observar a qualidade da gestão, a governança e a liquidez das ofertas. A regulação da CVM trouxe mais transparência, mas o risco climático e operacional ainda é significativo”, explica.

Agro como movimento estrutural da economia

Com a crescente demanda global por alimentos, energia e soluções sustentáveis, o agronegócio brasileiro se consolida como um dos pilares estruturais da economia. Para os investidores pessoa física, o momento é de aprendizado, estratégia e diversificação.

“Hoje, plataformas especializadas, fundos temáticos e novos modelos de crédito tornaram essa porta de entrada mais acessível — e mais estratégica — do que nunca”, conclui Galvani.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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