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Agro

Pecuarista amplia cinco vezes a capacidade de abate ao intensificar recria e terceirizar engorda em Goiás

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Estratégia aumenta capacidade de abate

O pecuarista Oswaldo Stival Neto, proprietário da Fazenda Boi Verde e de outras cinco propriedades em Goiás, conseguiu aumentar cinco vezes a capacidade de abate nos últimos dez anos ao adotar um novo modelo de operação. A estratégia combina a intensificação da recria a pasto com a terceirização da engorda dos animais na MFG Agropecuária, permitindo maior eficiência na produção de carne.

Tradição familiar e formação técnica

Neto da família fundadora de Nova Veneza (GO), município com forte vocação agropecuária, Oswaldo Stival Neto representa a terceira geração de pecuaristas. Cresceu em um ambiente ligado à criação de gado e seguiu o ciclo produtivo do pai e do avô, concentrando-se na engorda, antes de retornar atenção à recria, apoiado por sua graduação em Zootecnia.

Ele investiu na produção a pasto, implantando Tifton 85 com o apoio da Amazon Mudas e adotando sistema rotacionado, que triplicou a produção de arrobas por hectare.

Terceirização da engorda como diferencial

Apesar de possuir confinamento próprio desde 2008, Stival passou a utilizar a engorda terceirizada como estratégia para reduzir riscos e custos. A mudança começou em 2015 e se consolidou em 2018, com parceria com a unidade da MFG Agropecuária em Mineiros (GO).

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O primeiro lote enviado contou com 2 mil cabeças; em 2025, o volume já atingiu 10 mil animais. Segundo o pecuarista:

“O confinamento permite finalizar as arrobas produzidas a pasto, mantendo os animais fora do período de seca e garantindo previsibilidade na escala de abate, inclusive na entressafra, quando os preços são melhores.”

Planejamento e tecnologia garantem eficiência

De acordo com Vagner Lopes, gerente de Confinamento da MFG Agropecuária:

“O sucesso está ligado ao planejamento de Stival, à qualidade da reposição e à gestão eficiente das pastagens. Ele é criterioso em cada decisão e encontra em nossa estrutura a segurança necessária para a engorda.”

O produtor compra garrotes de abril a novembro e os envia à MFG de fevereiro a agosto, com meta para 2027 de antecipar remessas para janeiro, estendendo o ciclo para oito meses de compra e oito de venda.

Os animais entram no cocho com 15 arrobas, permanecem entre 110 e 115 dias e ganham em média 1,15 kg de carcaça por dia, o que representa oito arrobas adicionais, desempenho acima da média do mercado. Stival também seleciona garrotes Nelore, com idade média de 18 meses e peso entre 9 e 11 arrobas, abatidos com 23 arrobas.

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Parceria baseada em confiança e resultados

O relacionamento entre a Fazenda Boi Verde e a MFG vai além da operação comercial. Stival destaca:

“Existe transparência e flexibilidade. Cada negócio tem suas particularidades, e a MFG atende às demandas específicas do parceiro, garantindo escala de abate e venda dos produtos.”

A MFG, por sua vez, utiliza o exemplo da Fazenda Boi Verde em dias de campo, mostrando outros produtores como a integração entre recria intensificada e terminação em confinamento aumenta produtividade e rentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Média anual das exportações do agro quadruplica e chega a R$ 858 bilhões

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O valor médio anual das exportações do agronegócio brasileiro mais que quadruplicou em duas décadas, passando de aproximadamente R$ 194,2 bilhões entre 2003 e 2005 para R$ 858 bilhões no período de 2023 a 2025. O crescimento chegou a R$ 663,8 bilhões, com avanço de diferentes cadeias produtivas e ampliação da presença do país no mercado internacional.

Os dados fazem parte do “Mapa do Comércio Global do Agro Brasileiro 2026”, elaborado pelo RaboResearch Food & Agribusiness. Os valores apresentados no levantamento foram convertidos para reais pela cotação de R$ 5,15.

A soja foi o principal motor dessa transformação. O complexo da oleaginosa respondeu por aproximadamente R$ 214,2 bilhões do aumento registrado entre os dois períodos. O resultado reflete a expansão da área cultivada, os ganhos de produtividade, o desenvolvimento da segunda safra de milho e a maior capacidade brasileira de atender à demanda asiática.

A contribuição, entretanto, não ficou restrita aos grãos. O açúcar acrescentou R$ 68,5 bilhões ao valor médio anual exportado, enquanto a carne bovina respondeu por R$ 58,7 bilhões. O milho adicionou R$ 49,4 bilhões e o café verde, R$ 47,9 bilhões.

A celulose contribuiu com mais R$ 39,7 bilhões, seguida pela carne de frango, com R$ 36,1 bilhões. O algodão acrescentou R$ 20,6 bilhões e a carne suína, R$ 11,8 bilhões. Outros produtos do agronegócio, considerados em conjunto, responderam por uma expansão de R$ 116,9 bilhões.

Os números mostram que o crescimento das exportações brasileiras se espalhou por diferentes atividades. Grãos, proteínas animais, fibras, produtos florestais, café e açúcar passaram a gerar uma receita maior e a alcançar mais mercados, fortalecendo a renda no campo e movimentando cooperativas, agroindústrias, transportadoras, armazéns e terminais portuários.

A China consolidou-se como o principal destino dos produtos agropecuários brasileiros. Entre as médias de 2003 a 2005 e de 2023 a 2025, o país asiático respondeu por R$ 269,3 bilhões do crescimento das exportações. Atualmente, concentra 33% do valor comercializado pelo agro brasileiro no exterior.

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Os demais países da Ásia também ganharam importância e acrescentaram R$ 126,7 bilhões às compras de produtos brasileiros. Em conjunto, a China e os outros mercados asiáticos responderam por quase R$ 396,6 bilhões da expansão observada nas últimas duas décadas.

A União Europeia representa 14% do valor exportado pelo agronegócio brasileiro, enquanto os demais países asiáticos, sem considerar a China, respondem por 17,4%. O Oriente Médio concentra 7,6%, a África, 7%, e os Estados Unidos, 6,7%. O Mercosul possui participação de 3,1%, e os demais mercados reúnem 11,3%.

Essa distribuição demonstra que, apesar da forte participação chinesa, o crescimento também ocorreu em outras regiões. A União Europeia acrescentou R$ 57,7 bilhões às compras, o Oriente Médio ampliou as aquisições em R$ 51,5 bilhões e a África contribuiu com R$ 48,4 bilhões. Estados Unidos e Mercosul adicionaram, respectivamente, R$ 28,8 bilhões e R$ 19,1 bilhões.

A diversificação geográfica ajuda a reduzir riscos e cria alternativas para produtos que enfrentem restrições sanitárias, tarifárias ou comerciais em determinados destinos. A concentração de um terço da receita na China, contudo, mantém diferentes cadeias expostas às decisões econômicas e regulatórias daquele mercado.

O desempenho alcançado nas últimas duas décadas consolidou o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de soja, açúcar, café, milho, carnes, algodão, celulose e suco de laranja. O país passou a ocupar uma posição estratégica na segurança alimentar global e a contribuir para o abastecimento de mercados na Ásia, Europa, África, Oriente Médio e nas Américas.

A expansão também evidencia o tamanho do desafio logístico. A continuidade do crescimento depende de investimentos em armazenagem, rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, além da redução dos custos que ainda limitam a competitividade do produtor brasileiro.

O levantamento revela, ao mesmo tempo, uma vulnerabilidade que precisa ser enfrentada. Enquanto amplia sua capacidade de fornecer alimentos, fibras e energia ao mundo, o Brasil permanece altamente dependente do exterior para adquirir os insumos necessários à produção.

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As importações de fertilizantes movimentaram aproximadamente R$ 73,1 bilhões em 2025. A Rússia respondeu por 28% desse valor, seguida pela China, com 21%, Canadá, com 11%, e Marrocos, com 8%. Nigéria participou com 5%, enquanto Arábia Saudita, Estados Unidos e Israel responderam por 4% cada.

No mercado de defensivos agrícolas, as importações chegaram a cerca de R$ 71,1 bilhões no ano passado. A China forneceu 43% do total, seguida pela Índia, com 15%, Estados Unidos, com 11%, Alemanha, com 8%, e Suíça, com 6%.

Somadas, as compras externas de fertilizantes e defensivos alcançaram aproximadamente R$ 144,2 bilhões em 2025. O valor mostra que uma parcela expressiva da riqueza gerada pelas exportações retorna ao exterior para a aquisição de nutrientes e tecnologias de proteção das lavouras.

Essa dependência deixa o produtor exposto às oscilações cambiais, aos fretes internacionais, aos conflitos geopolíticos e às eventuais restrições de fornecimento. Qualquer interrupção nas rotas comerciais pode elevar os custos e reduzir as margens das propriedades.

O avanço das exportações comprova a capacidade do Brasil de ampliar a produção e conquistar mercados. O próximo passo é transformar essa força comercial em maior segurança para quem produz, com diversificação de fornecedores, desenvolvimento da indústria nacional de insumos e uso mais eficiente de fertilizantes e defensivos.

Ao ultrapassar uma média anual de R$ 858 bilhões em vendas externas, o agronegócio brasileiro chega a um novo patamar. A manutenção dessa trajetória dependerá não apenas da abertura de mercados, mas também da capacidade do país de reduzir suas vulnerabilidades e garantir ao produtor condições competitivas para continuar abastecendo o Brasil e o mundo.

Fonte: Pensar Agro

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