Paraná
PCPR na Comunidade atende mais de 2,1 mil pessoas em Colombo e interior do Estado
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) levou serviços gratuitos de polícia judiciária e orientações para cerca de 2,1 mil pessoas durante o PCPR na Comunidade, que aconteceu simultaneamente em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), Cafelândia, Toledo (Oeste), e Maringá (Noroeste), entre os dias 18 e 21 de outubro.
Durante os eventos, os policiais civis registraram boletim de ocorrência, realizaram emissão de atestados de antecedentes criminais e pesquisa de percepção de criminalidade. Também foram repassadas orientações sobre como fazer denúncias, prevenção e quais medidas podem ser tomadas ao ser vítima de um crime.
Ainda foram confeccionadas 665 carteiras de identidade, sendo 532 em Cafelândia e 133 em Colombo. Em Toledo e em Maringá, os policiais civis a agendaram a confecção do documento, sendo 72 e 51, respectivamente.
A disponibilização das atividades visa ajudar a população mais vulnerável e com dificuldade de acesso aos serviços da PCPR, aproximando a instituição da comunidade.
Para a enfermeira Valdirene Sanchez, a emissão de documento durante o evento é um facilitador para a população. “Vim trazer o meu filho para fazer a primeira via do RG. É um evento maravilhoso, porque a população às vezes não tem esse acesso, às vezes há algumas burocracias, e estando aqui é possível participar desse evento. A população está bem assistida nesse quesito”, disse.
O prefeito de Toledo, Beto Lunitti, mencionou que o PCPR na Comunidade leva informação à população e serviços de forma humanizada. “É importante para a comunidade ter à disposição as informações que a PCPR traz para o público. Isso contribui para que a gente possa aproximar a população dos serviços da Polícia Civil”, afirma.
Em Colombo e Toledo, a PCPR levou exposição de perícia papiloscópica, exposição de materiais táticos e atividades lúdicas para as crianças.
A diretora do Colégio Estadual Cívico-Militar Dom João Bosco, em Colombo, Viviane Brunoro, conta que solicitaram o programa para confeccionar as carteiras de identidade de todos os alunos e, ao descobrirem as atividades realizadas, ficaram impressionados com a ação.
“É muito importante que a polícia consiga mostrar um pouco do trabalho, qual a sua função diante da comunidade, o quão grande e amplo é o trabalho junto à comunidade. Essa aproximação é de grande valia”, ressalta a diretora.
O coordenador do projeto, João Mario Goes ressalta que essa é uma forma moderna de levar os serviços da polícia civil para a população. “Levamos nossos serviços à população dos municípios com um atendimento humanizado e muito bem direcionado. Além dos serviços, foram feitas atividades lúdicas, o que possibilitou uma interação muito legal com as crianças, que são um público-chave para que nós possamos construir uma segurança pública duradoura e com um futuro promissor”, afirma.
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Governador propõe maior integração interestadual para fortalecer a segurança pública
PCPR NA COMUNIDADE – É um projeto que ocorre regularmente em todo o Paraná. O objetivo é levar serviços de polícia judiciária à população, promover atendimento humanizado, auxiliar na identificação de possíveis vítimas e na conclusão de investigações, além de fortalecer a eficiência na prestação do serviço público e representar a instituição em atividades em prol da sociedade.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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