Polícial
PCPR ganha novo sistema de promoções e código disciplinar mais moderno
O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta semana a Lei nº 21.894/2024, que dispõe sobre a modernização do Código Disciplinar da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e estabelece alterações na Lei Complementar nº 259/2023, principalmente relacionadas com a reestruturação das carreiras de Agente de Polícia Judiciária e Papiloscopista Policial.
A nova lei institui alterações na promoção por titulação dos policiais civis para os níveis 6 e 10 das carreiras a partir de 2026. Com as mudanças, todos os policiais civis terão a oportunidade de alcançar o nível 11, último nível da carreira, com 21 anos de exercício na PCPR.
“As mudanças resultam na melhoria da qualificação dos policiais e prestação de serviços de segurança pública à população paranaense, além de reestabelecer a igualdade no sistema de promoções dos servidores em atividade com aqueles que ainda irão ingressar na instituição”, afirma o delegado-geral da Polícia Civil, Silvio Jacob Rockembach.
Na prática, a lei prevê que o policial civil que contar com 11 e 19 anos de exercício na PCPR a partir de 2026 e ainda não se encontrar, respectivamente, nos níveis 6 e 10, será promovido desde que contemple os requisitos, independente de tempo de interstício e nível em que se encontre.
O interstício é o prazo mínimo de dois anos de efetivo exercício no nível para poder concorrer à nova promoção. Mesmo que o servidor tenha sido promovido ao nível 4 em 2025 e conte com 11 anos de exercício em 2026, por exemplo, com as novas alterações na lei não será necessário aguardar dois anos para promoção ao nível 6 da carreira.
A vigência do interstício é retomada após a troca dos níveis estabelecidos nas normativas, ou seja, ao progredir para a classe 6 em 2026, o policial chegará na classe 11 no ano de 2036.
“Essa mudança é um grande avanço para a Polícia Civil. Ao contrário do sistema de promoção anterior, em que poucos policiais conseguiam se aposentar no último nível, com as regras atuais conseguirão alcançar com 21 anos. Ao longo dos próximos anos, aproximadamente três mil policiais civis das carreiras de base serão beneficiados”, complementa Rockembach.
ALTERAÇÕES – Os policiais civis que até 31 de dezembro de 2026 completarem 19 anos ininterruptos de atividade policial e não estiverem no nível 10, serão promovidos no mês de outubro do mesmo ano. A promoção é efetivada após a participação no Curso de Aperfeiçoamento Policial, fornecido pela Escola Superior de Polícia Civil ou pela Fundação de Apoio à Segurança Pública, com aproveitamento não inferior à nota 7.
s servidores também não podem estar respondendo procedimentos administrativos, inquérito policial ou ação penal, não possuir condenação criminal com trânsito em julgado, não registrar seis ou mais faltas não abonadas nos últimos doze meses e obtenção de conceito global satisfatório no processo de avaliação de desempenho.
Já os policiais das carreiras de Agente de Polícia Judiciária e Papiloscopista Policial que completarem 11 anos ininterruptos de efetivo exercício até 31 de dezembro de 2026 e não estiverem no sexto nível, serão promovidos no mês de outubro do mesmo ano. Para que a mudança ocorra, os servidores devem participar do Curso de Técnicas de Investigação Policial e Procedimentos Cartorários, fornecido pela Escola Superior de Polícia Civil ou pela Fundação de Apoio à Segurança Pública, com aproveitamento não inferior à nota 7. As outras regras são idênticas.
A partir de 2027, os policiais das carreiras de Agente de Polícia Judiciária e Papiloscopista Policial que tenham ingressado na instituição até o ano de 2020 e completarem 19 anos, serão promovidos por titulação para o nível 10. As demais regras também são as mesmas.
CÓDIGO DISCIPLINAR – O texto também atualiza o Código Disciplinar, estabelecendo princípios, critérios, deveres, vedações, descrição das transgressões disciplinares e respectivas sanções, aplicação da pena, responsabilidade, procedimentos administrativos disciplinares, recursos, revisão disciplinar, prescrição, termo de ajustamento de conduta e sobre a prisão especial no âmbito da PCPR.
De acordo com o corregedor-geral adjunto da PCPR, Alexandre Rorato, a modernização do código traz inúmeros avanços à Polícia Civil, dentre eles a melhor descrição das transgressões disciplinares, com penalidades proporcionais à gravidade da infração.
Além disso, os procedimentos disciplinares passam a ser apenas a investigação preliminar e o processo administrativo disciplinar. Houve também o aperfeiçoamento das citações, intimações e notificações dos acusados, defensores e testemunhas, as quais serão preferencialmente por meios eletrônicos. “Sem dúvidas, o novo Código Disciplinar é uma das legislações disciplinares mais modernas de todo o País e que em muito ajudará no processo de modernização da Polícia Civil do Paraná”, destaca.
Fonte: PJC PR
Polícial
PCPR prende 10 pessoas em operação contra golpe do falso advogado no Ceará
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 10 pessoas durante uma operação contra um grupo criminoso investigado pela prática do golpe do falso advogado, que causou prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões a uma vítima idosa do Paraná. A ação aconteceu nesta quinta-feira (8), nas cidades de Fortaleza, Maracanaú e Eusébio, no Ceará, com apoio da Polícia Civil do Ceará (PCCE).
Ao todo, foram expedidos 15 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão. Durante as diligências, dez investigados haviam sido presos até o momento do balanço, e as equipes continuavam nas ruas para localizar os demais alvos. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 2,09 milhões em contas bancárias e aplicações financeiras vinculadas aos investigados.
A investigação teve início após uma idosa de Curitiba registrar prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões ao realizar transferências bancárias para criminosos que se passaram por seu advogado e por representantes de instituições públicas e financeiras.
Conforme apurado, os suspeitos entravam em contato com as vítimas por aplicativos de mensagens, utilizando informações obtidas em consultas públicas a processos judiciais e dados de profissionais da advocacia. Em algumas situações, também utilizavam imagens de escritórios e documentos judiciais falsificados para dar credibilidade à abordagem.
De acordo com o delegado da PCPR Emmanoel David, os criminosos informavam às vítimas que elas teriam valores a receber em processos judiciais, mas exigiam pagamentos antecipados para a suposta liberação do dinheiro.
“Eles forjam documentos judiciais, afirmando que a sentença foi favorável e que pode ser feito um pagamento no valor da demanda específica. Só que é necessário pagar para levantar esse dinheiro e as vítimas acabam fazendo os pagamentos”, explica.
Durante as investigações, a PCPR identificou que o grupo também estaria envolvido em outros golpes contra vítimas de Curitiba e de diferentes regiões do Brasil, incluindo fraudes relacionadas a falsos leilões.
O trabalho investigativo também permitiu identificar a movimentação dos valores obtidos ilegalmente. Após receberem as transferências, os suspeitos distribuíam o dinheiro entre diferentes contas bancárias, em uma prática conhecida como pulverização financeira.
Ao todo, foram identificados 15 envolvidos na movimentação dos valores, sendo 11 beneficiários primários, que recebiam diretamente as transferências das vítimas, e quatro secundários, responsáveis por receber valores repassados pelo primeiro grupo.
Em uma das movimentações identificadas, R$ 30,6 mil transferidos pela vítima foram enviados integralmente a outro investigado no mesmo dia, deixando a conta inicial com saldo de apenas R$ 0,01. Segundo o delegado, a investigação também identificou suspeitos responsáveis por realizar os contatos com as vítimas e operar os dispositivos utilizados na aplicação dos golpes.
A operação contou com o acompanhamento da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR), que mantém interlocução com a PCPR e o Ministério Público para auxiliar no enfrentamento desse tipo de crime.
De acordo com a presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB Paraná, Bárbara Ferrassioli, a troca de informações entre as instituições tem contribuído para a identificação das estratégias utilizadas pelos criminosos.
“Temos uma comissão própria para dar tratamento a essas denúncias e mantemos uma interlocução constante, periódica, praticamente semanal, com a Delegacia de Estelionatos, com a Polícia Civil do Paraná, para que a gente possa fornecer subsídios, especialmente sobre como os golpistas têm dialogado com as vítimas”, afirma.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos, analisar os materiais apreendidos e buscar a recuperação dos valores desviados.
ORIENTAÇÕES – A PCPR orienta que a população desconfie de mensagens recebidas de números desconhecidos que informem sobre a liberação de valores judiciais e solicitem pagamentos antecipados.
O coordenador da Comissão de Inteligência e Combate ao Golpe do Falso Advogado da OAB Paraná, Leandro Pereira, destaca que é importante confirmar qualquer solicitação diretamente com o advogado responsável pelo processo, por meio de canais de contato já conhecidos.
Em caso de suspeita, a orientação é não realizar transferências e registrar um boletim de ocorrência. As denúncias também podem ser encaminhadas pelo canal disponibilizado no site da OAB Paraná.
Fonte: PJC PR
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