Paraná
Paranaense Bárbara Domingos garante vaga inédita da ginástica rítmica nos Jogos Olímpicos
A ginasta Bárbara Domingos, a Babi, terminou a fase de classificação do Mundial de Ginástica Rítmica, em Valência, na Espanha, com a 14ª posição na categoria individual geral. Com isso, a bolsista do programa Geração Olímpica e Paralímpica garantiu a primeira vaga olímpica individual do Brasil na modalidade em toda a história.
Ao som de “Bad Romance”, de Lady Gaga, Babi obteve 30,700 pontos na fita, seu principal aparelho. Nas maças ela surpreendeu com um compilado de músicas nacionais e atingiu 31,700 pontos, garantindo a 8ª posição. Ela já totalizou 94,500 pontos.
“A participação da Bárbara foi excelente. Ela entrou com muita vontade, com muita determinação e fez duas séries muito boas, tanto na fita quanto nas maças e garantiu, pela primeira vez na nossa história, uma vaga olímpica”, afirma Márcia Aversani, presidente da Federação Paranaense de Ginástica, que está acompanhando a atleta em território espanhol.
“Nossa querida Babi sempre exibiu talento e comprometimento ao longo de sua jornada como ginasta, dedicando-se incessantemente para aperfeiçoar suas capacidades e alcançar suas metas. Ela se tornou um verdadeiro ícone inspirador para os jovens atletas do Paraná e de todo o Brasil”, afirma o secretário de Estado do Esporte do Paraná, Helio Wirbiski.
APOIO DO ESTADO – Bárbara é bolsista do Geração Olímpica e Paralímpica, da Secretaria de Esporte do Paraná, desde 2015. Criado pelo Governo do Estado em 2011, é o maior programa em nível estadual de incentivo ao esporte na modalidade bolsa-atleta e conta com o patrocínio exclusivo da Companhia Paranaense de Energia, a Copel.
Desde o início de sua trajetória, Babi conquistou diversos títulos importantes, como o Campeonato Sul-Americano, em 2018, e o Campeonato Brasileiro, em 2019. A atleta também representou o Brasil em competições internacionais, como o Mundial em 2019. Babi fez história no Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, em Kitakytushu (2021), no Japão, ao se tornar a primeira atleta brasileira a chegar à final individual.
A ginasta também conquistou seis medalhas (4 ouros, 1 prata e 1 bronze) no Campeonato Sul-Americano de Ginástica Rítmica, em Paipa, na Colômbia (2022), e foi a primeira ginasta do Brasil a trazer medalha em uma Copa do Mundo, em Sofia, na Bulgária.
Fonte: Governo PR
Paraná
IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica
O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).
As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.
“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.
Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.
“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.
“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.
CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.
Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.
“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.
A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.
A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.
Fonte: Governo PR
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