Paraná
Paraná vai exportar tecnologia de chamada por reconhecimento facial para Portugal
O Governo do Paraná, por meio da Celepar e Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), fechou nesta sexta-feira (19), em Portugal, uma parceria com United Internacional Lisbon School (Escola Internacional de Lisboa) para exportar a tecnologia desenvolvida de reconhecimento facial já utilizada nas escolas estaduais paranaenses.
A solução foi desenvolvida pela Celepar e atende 1.667 colégios da rede estadual de ensino. A inovação possibilita que os professores façam a chamada usando o celular, que reconhece os estudantes por biometria facial, substituindo o processo manual e otimizando o tempo das aulas.
Nesta primeira etapa, será implementado um piloto do programa utilizado no Paraná, para que no futuro a tecnologia seja ampliada também para a rede pública de ensino português.
O secretário de Inovação, Modernização e Transformação Digital, Marcelo Rangel, destaca a importância do Paraná estar na vanguarda tecnológica do Brasil, exportando ideias e gerando credibilidade para o Estado no setor de modernização. “Esse é um exemplo do que podemos fechar de parcerias entre o Governo do Paraná com outros países. Exportar tecnologia gera reconhecimento internacional”, afirma.
O presidente da Celepar, Gustavo Garbosa, explica que a ideia também é ampliar a exportação de inovações para ganhar espaço no mercado europeu. “Vamos usar Portugal como uma porta de entrada na Europa para que na sequência isso possa ser vendido para outros mercados. A grande diferença dessa missão em Portugal é que geralmente nós vamos para aprender. Desta vez, nós viemos exportar a tecnologia”, completa.
A Escola Internacional de Lisboa é conhecida por sua ênfase em projetos de inovação, que visam desenvolver habilidades criativas e colaborativas. A diretora-geral da instituição, Teresa Monteiro, destacou a parceria com o Paraná. “Para nós é importante termos parcerias com várias entidades para desenvolvermos a educação do futuro. Esta parceria com a Celepar é um passo neste sentido”, afirma.
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MISSÃO PORTUGAL – O Governo do Paraná encerra a viagem por Portugal com parcerias concretizadas e um rico intercâmbio no setor de inovação. “Agora estamos muito mais próximos de Portugal para importar e exportar tecnologias. As portas de abrem ainda mais para o Paraná, que é o Estado mais inovador do Brasil”, afirma Marcelo Rangel.
No balanço da missão, foram assinados acordo com o fundo de investimento Portugal Ventures para prospecção de startups paranaenses e com o Tagus Park, maior parque de ciência e tecnologia de Portugal, para replicar “a cidade do conhecimento” em Curitiba. A comitiva também conheceu os modelos para replicar no Estado do Hub Creativo do Beato, que é um centro de convivência para startups e grandes empresas, e da Agência Nacional de Inovação (ANI), entidade que articula as universidades e empresas para desenvolvimento de novas tecnologias.
RECONHECIMENTO FACIAL – A tecnologia de reconhecimento facial começou a ser implantada no início desse ano letivo, com o cadastro de fotos dos alunos pelo aplicativo Escola Paraná. Após essa etapa, a chamada em sala é feita por meio do aplicativo Escola Paraná Professores ou pelo Registro de Classe Online (RCO), que é acessado em um navegador de internet, ambos desenvolvidos pela Celepar. A tecnologia segue padrões e leis de privacidade, através de sistemas de segurança por criptografia.
Os professores podem tirar até quatro fotos da turma, e a presença é concedida de forma cumulativa para cada registro fotográfico, apresentando o número de estudantes reconhecidos em cada foto. A lista de presença completa então aparece na tela e o professor pode fazer ajustes manuais caso algum estudante não tenha sido reconhecido.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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