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Paraná terá dois estandes na maior feira de alimentos da América do Norte em maio

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Os produtos paranaenses terão mais visibilidade na próxima edição da Sial, maior feira de alimentos da América do Norte, que será de 15 a 17 de maio em Montreal, no Canadá. Pela primeira vez, o Paraná terá dois estandes exclusivos no pavilhão brasileiro da feira internacional – um deles dedicado somente para produtos de erva-mate. A Sial vai reunir mais de mil expositores de 44 países, com expectativa de mais de 1.500 reuniões de negócios.

A estrutura é resultado da parceria entre a Invest Paraná – agência de promoção e atração de investimentos do Governo – e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), órgão federal responsável pela divulgação do país neste tipo de evento. Esta será a terceira comitiva seguida da Invest Paraná à feira canadense de alimentos.

“Nesse ano estamos indo com mais empresas, as quais são mais preparadas efetivamente para exportar. Por isso esses dois estandes vão gerar mais assertividade para podermos encaminhar melhor as demandas que forem surgindo na feira”, explica o diretor de Desenvolvimento Econômico da Invest Paraná, Rogério Chaves. “A Invest Paraná será a ‘embaixadora’ desses produtos paranaenses na Sial: assim que aparecer alguém interessado neles, vamos agendar reunião entre o fornecedor e o potencial comprador para fechar negócio”.

No total, a missão liderada pela Invest Paraná vai levar 12 produtos paranaenses ao Canadá – dez companhias foram selecionadas via chamamento público e duas pela parceria da agência paranaense com a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC). Seis desses produtos serão do programa Vocações Regionais Sustentáveis (VRS), ação da Invest Paraná que incentiva a bioeconomia de cada região do Estado, inserindo valor comercial à produção de pequenos empreendedores, sem deixar de lado processos tradicionais e até históricos de produção.

O Vocações Regionais Sustentáveis atua em quatro regiões. Na Mata Atlântica, no Litoral, com produtos de banana, palmito pupunha, açaí juçara, frutas sazonais e turismo. Na Região Centro Sul, com erva-mate e pinhão. No entorno da futura Represa do Miringuava, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, com a produção agrícola local. E no Vale do Ribeira, área que é grande produtora de tangerina e com potencial turístico.

Para essa edição, a Invest Paraná fez um chamamento público para os produtores do VRS interessados em expor seus produtos na Sial Food. As empresas selecionadas foram: Capeleti Mate Tea, de União da Vitória (chá rápido e energético), Erva Mate Paraná, de Curitiba (mate instantâneo), Bitumirim Indústria e Comércio de Erva Mate, de Ivaí (extrato líquido e seco de erva-mate), Erva-Mate Maisha, de Bituruna (chá em sachê), Cooperativa Copavale, de Cerro Azul (melado de cana, açúcar mascavo e poncã) e Beeland Produtos da Floresta Atlântica, de Morretes (mel orgânico de abelhas nativas sem ferrão, extrato de própolis e polpa de juçara).

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OUTROS PRODUTOS – A Invest Paraná levará para Montreal nesse ano outros produtos além dos do VRS. Também participarão da Sial Food a Ahnima Doces Inteligentes, de Curitiba (chocolates especiais), a Apis Nobre, de Arapoti (mel, extrato de própolis, pólen e mel de abelha sem ferrão), Chocolates Utópicos e Tropicais, de Curitiba (chocolate com pinhão e erva-mate) e Arte Cacau Chocolates, de Ampére (drágeas de chocolate recheadas e geleias, inclusive de pitaya).

Haverá ainda uma terceira frente paranaense, com duas empresas que vão enviar representantes à feira de alimentos na América do Norte através da parceria entre a Invest Paraná e a Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC). Neste caso, irão para Montreal a Tamarindo Melo, empresa de Londrina que comercializa carnes premium, e a Casa Rigani, de Ponta Grossa, que atua com massas sem glúten.

Em fevereiro, a Tamarindo Melo obteve certificação que a autoriza a exportar carne ao Canadá. Por isso, aponta a diretora da empresa, Ana Matos, o convite da Invest Paraná para participar da Sial veio em boa hora.

“O convite da Invest Paraná, com suporte da CBBC, veio no momento exato, porque íamos começar a prospectar clientes no Canadá. Participando dessa feira de alimentos tão grande, com apoio institucional, daremos celeridade a esse processo. Sozinhos, levaríamos de um a dois anos nessa prospecção. Tempo que vai ser acelerado com nossa participação na feira a convite da Invest Paraná”, aponta Ana Matos.

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A diretora da Tamarindo Melo explica que o Canadá tem alta demanda por carne moída. Porém, a empresa tem capacidade de atender também outras demandas do mercado de lá. A Tamarindo Melo planeja começar a operação de exportação ao Canadá com 300 animais por mês.

ESTANDE ERVA-MATE – Um dos dois estandes da Invest Paraná na Sial será dedicado exclusivamente a produtos de erva-mate. A cadeia é a maior do VRS, atuando na região Centro-Sul do Estado.

Maior produtor do Brasil, o Paraná exportou 7,2 mil toneladas de erva-mate em 2023, movimentando US$ 3,3 milhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O programa VRS da Invest Paraná atua em 14 municípios responsáveis por 85% de toda produção paranaense, o que impacta diretamente em cerca de 800 produtores de erva-mate.

Uma das empresas participantes do VRS Mate que vai expor seus produtos no Canadá é a Maisha, de Bituruna, no Sul do Estado. A empresa surgiu da avaliação da Associação Biturunense de Erva-Mate (Abem) de que havia mercado para produção de erva-mate com valor agregado, não apenas em folha, principalmente para a demanda de grandes cidades.

Para Naldo Vaz, consultor da Maisha, a parceria com a Invest Paraná é uma oportunidade de expor seu produto em um mercado que hoje é pequeno, mas que tem potencial. Em 2023, o Canadá exportou do Brasil apenas 37,8 toneladas de erva-mate, sendo quase metade, 17 toneladas, oriunda do Paraná. O país pode se tornar um potencial consumidor da erva paranaense porque o mercado canadense valoriza ações que a Maisha e as empresas em geral do setor vem agregando a seus produtos, como rastreabilidade, produção sustentável e a própria história da produção.

“Hoje o Canadá compra muito pouco erva-mate. Mas, por ter potencial, essa semente precisa ser plantada no mercado deles. Por isso a importância do trabalho da Invest Paraná na Sial, para que nos próximos anos a gente consiga exportar volumes consistentes de erva-mate ao Canadá”, aponta o consultor da Maisha.

Fonte: Governo PR

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Integração e desenvolvimento: autoridades destacam impacto histórico da Ponte de Guaratuba

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A inauguração da Ponte de Guaratuba, realizada nesta sexta-feira (1º), foi marcada não apenas pela celebração popular, mas também pelo reconhecimento, por parte de autoridades de diferentes áreas, da importância estratégica e do impacto da obra para o Paraná. Considerada uma das maiores intervenções de infraestrutura da história do Estado, a ponte passa a simbolizar um novo momento de desenvolvimento para o Litoral.

O prefeito de Matinhos, Eduardo Dalmora, afirmou que a data marca o fim de um ciclo histórico e o início de uma nova fase para o Litoral. “Esta obra de mais de R$ 400 milhões é a comprovação de um sonho acalentado há décadas, que hoje se materializa para abrir um novo tempo de prosperidade. Estamos testemunhando o fim do isolamento e o nascimento de uma nova era”, disse.

O prefeito de Guaratuba, Mauricio Lense, enfatizou o significado histórico da obra para a cidade e para a integração do Litoral. “Ouvimos falar desta ponte por gerações. Muitas vezes ela foi motivo de descrença, uma ‘ponte invisível’. Hoje, ela representa o fim do isolamento. É o comércio que vai girar o ano todo, o turista que chega com conforto e a ambulância que chega mais rápido. Consolidamos um corredor estratégico e turístico, integrando de vez o nosso litoral ao Porto de Paranaguá e à capital”, avaliou.

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado estadual Alexandre Curi, ressaltou a união institucional como fator decisivo para a concretização da obra. “Tenho que agradecer a todo o time da infraestrutura do Paraná e, também, a toda a sociedade que acreditou neste sonho, que hoje é uma realidade. A Assembleia teve um papel importante, mas o grande mérito foi a pacificação dos poderes. Foi a união do Tribunal de Justiça, da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado”, salientou.

Segundo ele, a aprovação dos deputados estaduais do nome Ponte da Vitória representa um forte simbolismo. “É a vitória do trabalho contra aqueles que não queriam o desenvolvimento do Litoral do Paraná. É a vitória da eficiência contra a burocracia e, principalmente, da união”, arrematou.

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A desembargadora Lídia Maejima, presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, lembrou que há décadas a obra era prometida. “Nossa ponte não nasceu fácil. Ela estava prevista na Constituição do Estado do Paraná, de 1989, mas não saía do papel. Foi prometida, foi adiada, foi questionada, suspensa, mas finalmente saiu”, ressaltou.

O diretor de contrato da obra, Luciano Pizzatto, destacou o esforço coletivo envolvido na execução da ponte e o sentimento de legado deixado pelo projeto. “A dedicação e o engajamento das nossas equipes foram extraordinários. Enfrentamos desafios enormes, mas mostramos que é possível fazer uma obra dentro de um prazo desafiador, com muita força e vontade. Chegamos a ter mais de mil colaboradores no pico, gente de todas as regiões do país”, revelou.

O presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski, ressaltou o impacto estrutural da obra para o desenvolvimento da região. “Esta é a terceira maior ponte sobre o oceano do Brasil, mas é, sem dúvida, um marco extraordinário na nossa história. A partir dela, teremos um novo litoral, mais pujante, gerando emprego, renda e qualificando a população”.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destacou os reflexos diretos da nova ligação para o atendimento à população, especialmente em situações de emergência. “Principalmente no que nós chamamos tempo-resposta nas questões de emergência, nós vamos ter um acesso muito mais rápido, muito mais fluido, especialmente em situações de urgência e emergência, com ambulâncias que estejam transportando pacientes”, avaliou.

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Para o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, a entrega representa uma mudança estrutural para toda a região. “Um dia histórico, que vai transformar todo o Litoral, a vida das pessoas, a mobilidade, e vai trazer mais valorização para o Litoral. É uma obra emblemática, que estava prevista desde a Constituição do Estado e hoje é uma realidade”, lembrou.

Para o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, a nova estrutura representa a integração total do Litoral do Paraná. “É uma obra estratégica, que atende aos anseios do setor produtivo paranaense, porque integra Matinhos a Guaratuba, facilita o comércio de mercadorias, os serviços e faz a ligação até Santa Catarina. Foram mais de 40 anos de espera para que finalmente pudéssemos celebrar este momento”, disse.

PONTE – Com investimento superior a R$ 400 milhões, a ponte é considerada uma das maiores obras de infraestrutura já realizadas no Paraná. São quatro faixas de tráfego, ciclovia e áreas para pedestres, além de acessos que totalizam mais de três quilômetros de extensão.

Projetada para substituir o ferry boat, a travessia entre os municípios passa a ser feita em cerca de dois minutos. A travessia pelo mar, no entanto, será descontinuada de maneira gradual.

Mas os planos para o local já têm projeto certo: a construção de um complexo náutico com espaços de convivência, lazer, serviços além de vagas para embarcações atracadas na baía e também alocadas internamente. 

O projeto começou a sair do papel em 2019, com a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). As obras tiveram início em outubro de 2023 e chamaram atenção pela rapidez, com frentes de trabalho operando 24 horas por dia.

Decisões estratégicas também marcaram o projeto, como a definição de que não haverá cobrança de pedágio e a restrição ao tráfego de veículos pesados.

Fonte: Governo PR

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