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Paraná sedia workshop da Expedição Silvicultura para debater inovação e produtividade em florestas plantadas

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Workshop destaca papel do Paraná no setor florestal

O setor florestal paranaense será o foco nacional nesta segunda-feira (27 de outubro) com a realização do workshop regional da Expedição Silvicultura, promovido pela Embrapa Florestas. O encontro reunirá especialistas, empresários, produtores e representantes de associações e órgãos públicos para debater inovação, sustentabilidade e produtividade nas florestas plantadas.

O evento integra a série de workshops da Expedição Silvicultura, considerado o maior levantamento de produtividade de florestas plantadas do país, e reforça a integração entre tecnologia, pesquisa e mercado.

Paraná como referência em manejo sustentável

Para Fabio Brun, presidente da Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), o workshop representa uma oportunidade de fortalecer o papel do Paraná como referência nacional em inovação e manejo sustentável. “É uma chance de compartilhar conhecimento técnico, discutir políticas públicas e consolidar parcerias entre pesquisa e produção”, afirma.

O encontro também destaca o compromisso do setor com o desenvolvimento sustentável, apoiando iniciativas que unem produtividade, tecnologia e responsabilidade ambiental.

Programação aborda cenários, tecnologia e oportunidades de negócios

A programação do workshop inclui painéis e palestras sobre o setor florestal paranaense e oportunidades de expansão sustentável. Entre os destaques, o painel conduzido por Ailson Loper, diretor executivo da APRE, e pela assessora técnica Maria Lucia Siqueira, abordará o crescimento da base plantada no Paraná e a importância do estado no contexto nacional.

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Pesquisadores da Canopy Remote Sensing Solutions apresentarão o mapeamento e caracterização dos plantios florestais do Paraná, utilizando dados de satélite e inventários de campo.

O evento também contará com demonstração de soluções tecnológicas, softwares e equipamentos voltados à silvicultura de alta produtividade, além de rodadas de negócios em parceria com o Sebrae, promovendo networking entre empresas, gestores e produtores.

O que é a Expedição Silvicultura

A Expedição Silvicultura é uma iniciativa da Canopy Remote Sensing Solutions, em parceria com a Embrapa Florestas e apoio de entidades como a APRE Florestas. O projeto realiza coleta e análise de dados sobre florestas plantadas em 14 estados, que concentram cerca de 98% da base florestal brasileira.

A expedição percorre mais de 40 mil quilômetros e coleta informações em mais de mil pontos amostrais, medindo diâmetro, altura, sanidade das árvores e dados sobre custos, manejo e produtividade. As análises combinam sensoriamento remoto, inteligência de dados e medições de campo, oferecendo um panorama detalhado das florestas de eucalipto, pinus, teca e acácia-negra.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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