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Paraná sedia Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura

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O Paraná será sede do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. O encontro acontece de terça a quinta-feira (02 a 04), em Curitiba, e terá a participação de 21 estados, sob coordenação da Secretaria da Cultura do Paraná. O governador Carlos Massa Ratinho Júnior deve receber o grupo. O evento contará com representantes do Ministério da Cultura (MinC), Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

“Estamos contentes em receber o Fórum na nossa Capital, em um momento tão importante para a Cultura do País”, disse a secretária estadual da Cultura, Luciana Casagrande Pereira. “Tenho certeza que os colegas aqui presentes unirão forças para que, juntos, possamos contribuir com o governo federal apresentando propostas concretas para uma política cultural cada vez mais ampla e inclusiva”.

O Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura foi criado como forma de fortalecer a discussão e a união em torno das políticas públicas para o setor. O grupo se manteve unido e ativo durante a pandemia, tornando-se fundamental para a articulação que aprovou a Lei Aldir Blanc, que liberou inéditos R$ 3 bilhões a estados e municípios para ações emergenciais na área da Cultura. Após a promulgação, o grupo trabalhou na padronização da operacionalização da lei para unificar um cadastro nacional.

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PROGRAMAÇÃO – O evento na capital paranaense será no Palácio Iguaçu e prevê um dia inteiro de discussões e deliberações sobre políticas públicas de cultura, tendo como pauta comum a Lei Paulo Gustavo, que está prestes a ser normatizada pelo governo federal e beneficiará estados e municípios.

Também está prevista a Assembleia-Geral do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura e a eleição da nova diretoria da entidade.

Os representantes dos estados participarão de visitas guiadas nos museus Paranaense e Oscar Niemeyer, ambos de gestão estadual, e terão encontro com o prefeito de Curitiba, Rafael Greca.

Ao final do Fórum, o grupo emitirá a Carta do Paraná, assinada pelos estados membros, que avançará nas propostas da normatização das Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2, além de outras ações do Ministério da Cultura.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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