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Paraná registra queda nos roubos em 2022, aponta Anuário Brasileiro de Segurança Pública

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O Paraná registrou queda em vários índices do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), referente a dados de 2022. Segundo o levantamento, divulgado na semana passada, o número total de ocorrências de roubo caiu 4,9% na comparação entre os dois anos no Estado. Foram 26.615 casos em 2021 e 25.499 ocorrências em 2022.

Outros crimes patrimoniais tiveram queda expressiva no período. As ocorrências de roubos de veículos, por exemplo, caíram 15,7% entre um ano e outro, segundo o relatório. Foram 4.039 roubos registrados em 2021, enquanto em 2022 aconteceram 3.503 roubos a veículos no Estado ao longo do ano. É o melhor indicador da região Sul no período: Santa Catarina registrou queda de 11,4% e o Rio Grande do Sul, de 11,6%. A variação nacional, no período, aumentou 0,4%.

O anuário também aponta que houve uma queda de 13,8% no total de assaltos a estabelecimentos comerciais, número muito similar ao registro nacional, de -15,6%. O número caiu de 4.362 roubos em 2021 para 3.788 ocorrências em 2022. Os registros de roubos a residências tiveram uma queda parecida: 13,1% de redução. Foram 2.987 casos de roubos a casas em 2021 e 2.616 registros em 2022.

Outro índice em que o Paraná melhorou seus resultados se refere aos casos de assaltos a pessoas que andavam nas ruas. As ocorrências caíram de 17.458 em 2021 para 16.570 em 2022, uma queda de 5,8%, melhor do que a média nacional, com queda de 4,4%. O número de assaltos a instituições financeiras caiu 9,1% entre um ano e outro, e o total de roubos de carga também apresentaram queda, de 14,4%.

Para o secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, os números refletem uma atuação policial cada vez mais coordenada. “Estamos trabalhando de maneira ostensiva para prevenir roubos, com policiais nas ruas em locais e horários estratégicos, principalmente nas grandes concentrações urbanas. A Polícia Militar tem feito operações estratégicas, guiadas por números e um trabalho de inteligência, desarticulando grupos criminosos e inibindo, cada vez mais, a criminalidade contra residências, comércios e na área rural”, complementou.

Ele também destacou o aumento no número de efetivo das forças de segurança, que deve colaborar ainda mais com a queda nos números. “Em 2022 entraram em atuação 400 policiais civis, entre delegados e investigadores, levando um trabalho muito qualificado para o Interior do Estado, e também iniciamos a formação de mais de 2 mil policiais militares, que em breve estarão operando para reforçar os batalhões dos nossos municípios”, complementou.

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HOMOFOBIA – O Anuário Brasileiro de Segurança Pública também apontou queda nos crimes contra população LGBTQIA+ no Paraná. Os casos de homicídio doloso caíram pela metade em 2022, mesma redução registrada nos estupros contra pessoas LGBTQIA+.

Também foi registrada uma redução de 8,1 % no número de ocorrências de lesão corporal dolosa contra a população LGBTQIA+ entre 2021 e 2022. Segundo o documento, a queda em crimes de racismo por homofobia ou transfobia, como eles são tipificados, foi de 7,8%. 

DESAPARECIDOS – O Paraná também tem o menor índice de pessoas desaparecidas do Brasil, com 13,5 registros de desaparecimentos a cada 100 mil habitantes, e o segundo menor índice de mortes a esclarecer pela polícia, com 0,2 mortes sem solução a cada 100 mil habitantes, uma queda de mais de 20% entre os dois anos – atrás apenas do Distrito Federal, com 0,1. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, esse índice chega a 43,9/100 mil. O indicador nacional é de 5,6/100 mil.

Para que esse número seja baixo, o Paraná tem dois trabalhos específicos. Em relação à resolução, além do aumento do número de delegados na ativa em 2022, contemplando todas as comarcas, conta com uma Delegacia de Homicídios de Maior Complexidade (DHMC). Nos oito anos em que ela existe foram solucionados centenas de casos. Apenas em 2022 foram esclarecidos 114 crimes. A DHMC trabalha com todos os crimes que não foram elucidados pelas delegacias comuns em até dois anos.

Os crimes envolvem dificuldades relacionadas ao entendimento da dinâmica dos fatos, depoimentos controversos, e outras particularidades das investigações. Para atuar nessa área, os policias passam por treinamento, se aprofundam em conhecimentos de mobilidade social e urbana, além de pesquisarem a fundo a dinâmica de atuação dos grupos criminosos. O Paraná é o único estado brasileiro que tem uma delegacia constituída e voltada à elucidação de crimes antigos.

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Em relação aos desaparecidos, o Paraná tem um trabalho pioneiro com as crianças. Criada em 1995 pelo Governo do Estado como a primeira e única estrutura do Brasil dedicada exclusivamente ao desaparecimento de crianças e adolescentes, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) da Polícia Civil tem se destacado nos últimos anos pelos índices de 100% de resolução de casos. 

Desde 1996, quando começou a computar os números de desaparecimentos, o Sicride sempre manteve um alto índice de resolução de casos, acima de 98%. A partir de 2018, o órgão passou a trazer estatísticas mais detalhadas. Nos últimos cinco anos completos, o serviço recebeu notificações sobre 971 crianças desaparecidas, sendo 515 meninos e 456 meninas, chegando a um desfecho definitivo em todos os casos (100%).

MAIS INVESTIMENTOS – A queda nos índices vem acompanhada de um aumento nos investimentos do Estado com segurança pública, evidenciando que o assunto é uma prioridade na gestão estadual. Segundo o Anuário, os recursos do Paraná para a segurança pública aumentaram 17,8%, saltando de R$ 4,33 bilhões para R$ 5,10 bilhões. Este valor representa 8,8% do total de despesas realizadas pela gestão estadual. Como comparação, os gastos da gestão federal com segurança representam 0,4% das despesas da União.

Os investimentos do Estado com policiamento, de acordo com o levantamento, aumentaram 5,4%, enquanto os de informação e inteligência tiveram 19,9% de aumento. Esses recursos levam em consideração grandes operações, novas viaturas, construção de batalhões, treinamento especializado e armamento. Recentemente as polícias Civil, Militar, Científica, Penal e o Corpo de Bombeiros passaram por reestruturações de carreira e ganharam novas tabelas salariais. 

Fonte: Governo PR

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Na Espanha, Fundação Araucária lança programa de cooperação em CT&I Paraná-Catalunha

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Uma delegação paranaense liderada pela Fundação Araucária cumpre nesta semana uma agenda em Barcelona, na Espanha, com o objetivo de ampliar a cooperação internacional em Ciências da Vida e da Saúde. A missão, que começou segunda-feira (13) e segue até esta quinta (16), reúne representantes de universidades, hospitais, centros de pesquisa, setor público e empresas, em uma estratégia voltada à consolidação do ecossistema de inovação no Paraná.

Entre os destaques das atividades está o lançamento do programa Interconexões em CT&I Paraná-Catalunha, que tem como objetivo fortalecer a cooperação internacional em ciência, tecnologia e inovação, conectando pesquisadores paranaenses a profissionais e instituições de excelência vinculados à Catalunha. O lançamento aconteceu em encontro com dirigentes, pesquisadores e cientistas da Universidade Barcelona.

Também foi apresentado o programa Ganhando o Mundo da Ciência, que proporciona a alunos de graduação, que estão ou estiveram em estágio de Iniciação Científica no Paraná, a oportunidade de realizar mobilidade internacional por um período de até três meses, a depender das áreas prioritárias para a consolidação da cooperação internacional.

O programa Interconexões busca estimular a formação de redes colaborativas, promover o intercâmbio de conhecimento e ampliar a inserção do Paraná em ambientes globais de pesquisa. “Com investimento inicial de cerca de R$ 3 milhões, o Interconexões Paraná-Catalunha prevê o apoio a projetos conjuntos entre universidades, centros de pesquisa e empresas, incentivando a mobilidade acadêmica e o desenvolvimento de soluções inovadoras em áreas estratégicas”, destacou a top manager da Fundação Araucária e coordenadora do programa, Maria Zaira Turchi.

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O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, ressaltou que a missão busca estruturar, no Paraná, um modelo semelhante ao adotado na Catalunha, referência internacional no setor. “A delegação paranaense reúne importantes representantes da comunidade científica e tecnológica na área da saúde. Esperamos, nos próximos anos, consolidar o Cluster Paraná de Ciências da Vida e da Saúde, inspirado no modelo da Catalunha, que hoje responde por mais de 7% da produção de saúde da Europa. Esse resultado não aconteceu por acaso, mas por meio de uma estratégia estruturada”, afirmou.

Segundo ele, a iniciativa envolve a articulação entre universidades, hospitais universitários, poder público e empresas. “Estamos aqui para estreitar laços e construir, ao longo dos próximos meses e anos, um cluster dinâmico e consistente, com a participação de instituições e empresas como a Prati Donaduzzi e o Biopark”, completou.

A missão também anunciou a chamada pública voltada a pesquisas clínicas. Segundo a assessora de Relações Internacionais da Fundação Araucária, Eliane Segati, serão investidos R$ 20 milhões voltados a pesquisas clínicas, fortalecendo de forma concreta a cooperação internacional em saúde e inovação. “Com esta delegação, que representa o ecossistema de ciências da vida e da saúde do Paraná, reafirmamos o nosso compromisso com parcerias estratégicas e com o avanço da ciência de impacto global”, ressaltou Eliane. 

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A programação da missão conta, ainda, com reuniões institucionais, visitas técnicas e assinatura de acordos com instituições de referência, como a Universidade de Barcelona e o Hospital Vall d’Hebron. Inclui também visitas a centros de pesquisa biomédica, parques de inovação e empresas de biotecnologia, como a SpliceBio, além de encontros com lideranças científicas e gestores de saúde. 

A delegação também conta com representantes de instituições como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fiocruz Paraná, hospitais universitários e a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, reforçando a integração entre pesquisa, assistência e inovação. 

INTERCONEXÕES – O Programa Interconexões em Ciência, Tecnologia e Inovação: Paraná–Catalunha busca impulsionar a formação de redes colaborativas, promovendo a troca de conhecimento e o desenvolvimento conjunto de projetos estratégicos. 

O edital, de R$ 3 milhões, prevê apoio a propostas que envolvam universidades, centros de pesquisa e empresas, estimulando a mobilidade acadêmica e a integração entre ciência e inovação. As manifestações de interesse dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) vão até 13 de maio e dos pesquisadores brasileiros vinculados a instituições da Catalunha ocorrem a partir de 10 de junho. O prazo de submissão de propostas de colaboração Paraná-Catalunha vai até 30 de junho. 

Fonte: Governo PR

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