Paraná
Paraná registra aumento de 81% nas novas empresas ligadas ao turismo
O Estado do Paraná registrou neste ano um crescimento de 81% na abertura de novos estabelecimentos ligados ao turismo em relação ao ano de 2022. São cerca de 1,6 mil novos empreendimentos até o mês de outubro, quase o dobro do registrado durante todo o ano de 2022, quando foram abertas 900 empresas.
Os dados são da Junta Comercial do Paraná e estão na plataforma SiTU – Sistema de Inteligência Turística, desenvolvido e lançado neste ano pela Secretaria de Turismo do Paraná (Setu).
O site mostra, ainda, que as principais regiões que receberam esses novos estabelecimentos ligados ao turismo foram as Rotas do Pinhão – localizadas em Curitiba e RMC, seguidas de Norte do Paraná e Campos Gerais. Algo em comum entre as regiões é que todas abrigam municípios que receberam grandes feiras e exposições, fato que influenciou no surgimento de novos estabelecimentos.
“O Paraná tem um potencial turístico expressivo para ser trabalhado, isso começa pelos municípios, que observam os grandes eventos que suas regiões vêm recebendo, e procuram cada vez mais investir no segmento. Não adianta apenas receber, mas sim receber bem o visitante”, afirma o secretário estadual do Turismo, Marcio Nunes.
Os empreendimentos novos ao longo de 2023 foram, principalmente, de setores ligados a serviços de alimentação, transporte rodoviário e agenciamento e operações turísticas, seguidos do ramo de atividades culturais.
EMPREGOS – Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), também compilados no SiTU, mostram que o setor teve um bom índice de novas vagas geradas ao longo do ano, com 7,4 mil novos trabalhadores empregados até o mês de outubro.
ESTATÍSTICA – Lançado em outubro deste ano, o SiTU – Sistema de Inteligência Turística reúne dados abertos de diversas bases, sobretudo públicas, que são tratados e compilados pela Secretaria de Turismo. A plataforma, que conta com livre acesso, concentra dados importantes relacionados ao setor do turismo estadual, o que influencia nas políticas públicas.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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