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Paraná Bate Recorde e Consolida Liderança Nacional na Produção de Peixes em 2025

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Paraná Atinge Novo Marco na Piscicultura Nacional

O Paraná confirmou, em 2025, sua posição de principal produtor de peixes de cultivo do Brasil, com 273 mil toneladas de pescado — um crescimento de 9,1% em relação ao ano anterior. O desempenho recorde consolidou o Estado como líder nacional da piscicultura, responsável por 27% da produção total brasileira.

Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, divulgado nesta semana, que mostra o avanço consistente do setor e o protagonismo do Paraná no cenário nacional.

Tilápia Impulsiona o Crescimento da Atividade

A tilápia segue sendo o grande motor da produção aquícola paranaense e brasileira. Somente o Paraná foi responsável por 273,1 mil toneladas da espécie, consolidando o Estado como o principal polo produtor do país.

Completam o ranking da tilapicultura nacional os estados de São Paulo (88,5 mil t), Minas Gerais (73,5 mil t), Santa Catarina (52,7 mil t) e Mato Grosso do Sul (38,7 mil t). No total, o Brasil produziu 707,4 mil toneladas da espécie em 2025 — o maior volume registrado na última década.

No território paranaense, os municípios de Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon se destacam como os maiores produtores em volume. Já as cidades com maior número de tanques de cultivo são Itambaracá (1.564), Alvorada do Sul (994), Nova Prata do Iguaçu (757), Três Barras do Paraná (654) e Boa Esperança do Iguaçu (408).

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Produção Brasileira de Peixes Supera 1 Milhão de Toneladas

O Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de 1 milhão de toneladas de pescados cultivados em 2025, alcançando 1,011 milhão de toneladas, um crescimento de 4,41% em relação a 2024.

Nos últimos dez anos, a piscicultura nacional apresentou expansão de 58,6%, reforçando sua importância econômica e o potencial do país como referência em produção de proteína aquática.

Após o Paraná, o ranking nacional de produção é completado por São Paulo (93,7 mil t), Minas Gerais (77,5 mil t), Santa Catarina (63,4 mil t) e Maranhão (59,6 mil t), que subiu uma posição em relação ao levantamento anterior.

Cooperativas e Investimentos Impulsionam o Setor no Paraná

O Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026 destaca que o Paraná vem atraindo investimentos cada vez mais robustos e participação crescente de grandes cooperativas, o que tem modernizado e ampliado a escala de produção.

O modelo de integração entre produtores e frigoríficos tem ganhado espaço sobre o sistema independente, tradicional entre pequenos produtores. Essa estrutura integrada vem favorecendo o aumento da produtividade, o acesso a novos mercados e a profissionalização da cadeia produtiva.

O estudo reforça ainda que o fortalecimento do setor dependerá de investimentos contínuos em inovação, certificação e abertura de mercados internacionais, fatores considerados essenciais para sustentar o crescimento de forma competitiva.

Exportações de Tilápia e Pescados Mantêm Desempenho Positivo

As exportações da piscicultura brasileira totalizaram US$ 60 milhões em 2025, um aumento de 2% em valor, mesmo com uma leve queda de 1% em volume — passando de 13.792 toneladas em 2024 para 13.684 toneladas.

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A tilápia representou 94% do total exportado, seguida por espécies nativas como tambaqui e curimatá.

O Paraná manteve-se como maior exportador nacional de tilápia, respondendo por 50% das vendas externas brasileiras, o equivalente a US$ 28 milhões. São Paulo ficou em segundo lugar, com US$ 16 milhões (29%), seguido por Mato Grosso do Sul, com US$ 10,7 milhões (19%).

Estados Unidos Seguem como Principal Destino das Exportações

Mesmo diante do aumento das tarifas de importação, os Estados Unidos permaneceram como o principal destino das exportações da piscicultura brasileira, representando 87% do total, o equivalente a US$ 52 milhões em 2025.

Outros mercados importantes foram Canadá (4%), Peru (4%), China (2%) e Vietnã (1%). O relatório também destaca a abertura de 21 novos destinos, incluindo o México, que se tornou um mercado estratégico por ser o segundo maior importador de tilápia das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.

Perspectivas: Crescimento Sustentável e Expansão Internacional

Com base nas projeções do Anuário, a tendência para os próximos anos é de crescimento sustentado da piscicultura brasileira, com destaque para o fortalecimento da tilápia como principal produto de exportação e o avanço dos investimentos em tecnologia e sustentabilidade.

O Paraná deve continuar na liderança nacional, apoiado por um ambiente produtivo estruturado, alta competitividade e o protagonismo das cooperativas na cadeia aquícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

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O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

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Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

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A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

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