Paraná
Paraná amplia rede de proteção e reforça prevenção à violência contra a mulher
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) inicia o mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, com avanços no enfrentamento e prevenção à violência. Um destaque são as ações de conscientização, com as palestras do Programa Mulher Segura, que já impactaram cerca de 224 mil pessoas. Em 2025, o Paraná reduziu em 20% os casos de feminicídio em comparação com o ano anterior. Além disso, 337 dos 399 municípios paranaenses não tiveram registros desse tipo de crime no período.
Os resultados refletem um conjunto de iniciativas voltadas à prevenção e ao combate à violência no âmbito do programa Mulher Segura. A iniciativa do Governo do Estado amplia o debate sobre igualdade e respeito entre homens e mulheres, com palestras e atividades de conscientização que abordam a cultura do machismo e suas consequências, como agressões físicas, violência psicológica e, em casos extremos, o feminicídio.
De acordo com o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, a prevenção é uma das estratégias mais eficazes para reduzir crimes contra mulheres. “O programa promove palestras com a participação de agentes de todas as forças de segurança. A proposta é discutir as causas da violência e mostrar às mulheres que existe uma rede de proteção disponível no Estado”, afirma.
Criado em 2023, o programa Mulher Segura alcança todos os municípios paranaenses e já qualificou mais de 1,4 mil policiais e bombeiros para atuar na disseminação de informações e no fortalecimento da cultura do diálogo. Intensificada em 2025, a iniciativa já promoveu 2.924 palestras.
As atividades são realizadas em três formatos: “Mulher Segura”, voltado à conscientização do público feminino; “De Homem para Homem”, direcionado à reflexão sobre comportamentos masculinos e prevenção da violência; e “Mulher Segura: Adolescentes”, desenvolvido para estudantes do ensino médio.
Escolas, empresas, associações de bairro, clubes e órgãos públicos estão entre os locais que já solicitaram as palestras. “Esse trabalho preventivo tem mostrado às mulheres quais são seus direitos e quais caminhos podem ser seguidos para buscar proteção”, explica o secretário.
CONSTRUÇÃO DE RELACIONAMENTOS – Segundo o coordenador do programa Mulher Segura, o tenente-coronel da Polícia Militar do Paraná (PMPR), Cleverson Rodrigues Machado, o debate impacta a forma como as mulheres e os homens constroem os relacionamentos. “A conscientização busca prevenir e identificar situações de risco antes que a violência aconteça. As ações repressivas são importantes, mas o objetivo é agir antes do crime”, afirma.
Ele destaca que uma das palestras é direcionada especificamente ao público masculino. “É um momento de reflexão sobre comportamentos e atitudes que precisam mudar para reduzir os casos de violência”, acrescenta. O programa também orienta sobre os canais de denúncia e os serviços disponíveis para que as mulheres possam romper o ciclo da violência e acessar a rede de proteção do Estado.
PATRULHA MARIA DA PENHA – A Polícia Militar do Paraná também mantém a Patrulha Maria da Penha, unidade especializada no enfrentamento à violência contra mulheres. As equipes realizam visitas preventivas após o registro de ocorrências nas polícias Militar ou Civil. Durante as ações, os policiais acompanham o cumprimento das medidas protetivas de urgência determinadas pelo Poder Judiciário e mantêm contato direto com vítimas e agressores para orientar e prevenir novos episódios de violência.
Em 2025, o número de visitas realizadas pela Patrulha Maria da Penha aumentou 54% em relação a 2024. “Tão grave quanto o dia da agressão é o dia seguinte, quando muitas vítimas ainda não sabem como agir. A Patrulha Maria da Penha atua justamente para orientar e oferecer apoio nesse momento”, afirma o secretário da Sesp.
De acordo com o tenente-coronel Cleverson Rodrigues Machado, o trabalho direto com as vítimas tem surtido efeitos positivos. “Já ultrapassamos 83 mil visitas comunitárias da patrulha. Esse retorno aos locais das ocorrências fortalece o acompanhamento e demonstra a presença do Estado”, afirma.
Entre os dias 25 e 27 de março, policiais da Patrulha Maria da Penha participarão de um nivelamento de qualificação para padronizar procedimentos e alinhar as equipes às demandas específicas do enfrentamento à violência contra a mulher. A capacitação integra a programação da Secretaria da Segurança Pública para o mês dedicado ao Dia Internacional da Mulher.
MONITORAMENTO SIMULTÂNEO – Entre as ferramentas tecnológicas adotadas pela Sesp está o Monitoramento Eletrônico Simultâneo (MES), sistema que conecta centrais da Polícia Militar do Paraná aos celulares de mulheres que possuem medidas protetivas concedidas pela Justiça contra agressores. O aplicativo alerta a vítima sobre a aproximação do agressor monitorado por tornozeleira eletrônica e, ao mesmo tempo, envia um aviso à central policial, permitindo uma resposta rápida das equipes de segurança.
Os agressores também recebem alertas. Caso ultrapassem o raio de exclusão definido pela Justiça, são detidos por descumprimento da medida protetiva. Atualmente o sistema funciona em Curitiba e será ampliado para a região metropolitana da capital e Foz do Iguaçu no dia 17 de março, dentro também da programação da Sesp para o mês março. A meta é expandir gradualmente a tecnologia para todo o Paraná.
ALGORITMO – Outra iniciativa é um um algoritmo de inteligência artificial desenvolvido pela Secretaria da Segurança Pública, para mapear a probabilidade de mulheres vítimas de violência doméstica voltarem a sofrer agressões. A ferramenta cruza dados de boletins de ocorrência registrados entre 2010 e 2023 e integra a rede de proteção da Sesp às mulheres no Paraná, apoiando ações preventivas das polícias.
“A tecnologia trará muitos benefícios. Iremos ampliar a capacidade que temos de prever uma possível reincidência do agressor, qualificar o atendimento policial e, o principal, que é ampliar a nossa rede de proteção às mulheres em situações de violência”, afirma o secretário Hudson Leôncio Teixeira.
DELEGACIAS CIDADÃS – Outra iniciativa de fortalecimento da rede de proteção é a implantação das Delegacias Cidadãs da Polícia Civil do Paraná (PCPR). As unidades foram projetadas para oferecer atendimento mais humanizado, com espaços separados para vítimas e suspeitos, além de ambientes reservados para mulheres, crianças, adolescentes e idosos. “O conceito reúne diferentes serviços em um mesmo espaço público, garantindo mais acolhimento e segurança para quem busca atendimento”, explica Hudson Teixeira.
OPERAÇÃO VIDA – O Programa Mulher Segura integra a Operação Vida, ao lado do programa Cidade Segura, e atua diretamente nas comunidades com ações educativas, visitas técnicas e articulação interinstitucional.
O foco é prevenir, proteger e combater os diferentes tipos de violência de gênero, com destaque para os casos de feminicídio, estupro e violência doméstica. Com a mensagem “Ninguém Segura uma Mulher Segura”, o programa segue reforçando a importância do engajamento coletivo e da atuação integrada. As palestras podem ser agendadas pelo site da Secretaria da Segurança Pública do Paraná por meio deste link.
SERVIÇO – Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados à Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível registrar denúncias pelo Disque Denúncia 181, disponível 24 horas por dia em todo o Estado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia guarda municipal de Curitiba que utilizava patinete elétrico para abordar adolescentes e oferecer dinheiro em troca de atos libidinosos
O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais Contra Crianças e Adolescentes de Curitiba, denunciou um guarda municipal da capital, de 34 anos, por diversos crimes sexuais e graves ameaças praticados contra adolescentes. Investigado por abordar as vítimas em vias públicas nos bairros Alto da Glória, Ahú e Centro, ele foi denunciado pelos crimes de perseguição (stalking), importunação sexual, ameaça e tentativa de estupro de vulnerável.
A denúncia, oferecida nesta quarta-feira, 23 de setembro, elenca seis fatos criminosos praticados entre julho e agosto deste ano contra cinco vítimas do sexo masculino com idades entre 13 e 17 anos nas imediações da Rua Mauá, do Estádio Couto Pereira e do Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes, em Curitiba. Ele está preso preventivamente.
De acordo com as investigações, o denunciado utilizaria um patinete elétrico motorizado para abordar as vítimas, perguntando idade e local de residência, e oferecer dinheiro em troca de atos libidinosos. Nas abordagens, ele ameaçava os adolescentes, dizendo que podia encontrá-los, uma vez que conhecia o percurso que faziam diariamente, chegando a exibir uma faca e uma arma de fogo em alguns episódios.
Outras vítimas – A Promotoria de Justiça não descarta a possibilidade da existência de outras práticas criminosas do acusado e orienta que eventuais outras vítimas busquem o Ministério Público do Paraná para orientação e possível representação dos fatos. O contato com a 1ª Promotoria de Justiça de Infrações Penais contra Crianças e Adolescentes de Curitiba pode ser feito por meio dos telefones (41) 3251-6745 e (41) 98861-3230, do e-mail [email protected] ou pessoalmente, na Avenida Anita Garibaldi, 750, Cabral.
Além da condenação às penas previstas em lei, o Ministério Público requer a fixação de pagamento de no mínimo R$ 50 mil para cada uma das vítimas a título de reparação pelos danos morais causados.
Processo 0011342-73.2026.8.16.0196 (sob sigilo)
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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