Paraná
Paraná alcança melhor trimestre da história na produção de carne bovina e suína
A pecuária paranaense alcançou patamares inéditos no 2º trimestre de 2025, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado registrou recordes no abate de bovinos e suínos – superando a marca obtida no 1º trimestre – e consolidou a liderança nacional no setor de frangos. A produção de leite, ovos e couro também continua em nível elevado, entre as mais altas do Brasil.
No abate de suínos, o Paraná registrou um aumento de 60,09 mil cabeças em relação ao 1º trimestre, atingindo um novo recorde de 3,25 milhões de unidades, o maior volume para três meses da série histórica. Com esse desempenho, o Estado manteve-se na vice-liderança nacional, sendo responsável por 21,7% da produção brasileira, atrás apenas de Santa Catarina, que responde por 28%.
Entre abril e junho deste ano, o Estado também registrou o melhor trimestre produtivo de carne bovina da série histórica do IBGE, iniciada em 1997, com 394 mil cabeças abatidas. O resultado representa um acréscimo de 27,5 mil unidades em relação ao trimestre anterior e de 30 mil na comparação com o mesmo período de 2024.
Já consolidado como maior produtor nacional de frangos, o Paraná respondeu por 558,6 milhões de unidades abatidas no 2º trimestre deste ano. O volume equivale a 34,1% de toda a produção do País no período. Os estados vizinhos de Santa Catarina (13,7%) e Rio Grande do Sul (11,4%) completam o pódio, o que reforça o peso da região Sul neste segmento.
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DERIVADOS – Além da carne, o Estado também registrou desempenho expressivo em produtos derivados da criação animal. A produção de leite alcançou 1,017 bilhão de litros no 2º trimestre, um crescimento de 120,04 milhões em relação ao trimestre anterior – a segunda maior elevação entre os estados brasileiros, atrás apenas do Rio Grande do Sul (122,06 milhões). Com esse resultado, o Paraná segue na vice-liderança nacional, com 15,7% de participação, atrás apenas de Minas Gerais (23,8%).
Do volume total produzido, 99,8% foi destinado à industrialização. Com o resultado, o Estado completa quatro trimestres consecutivos acima da marca de 1 bilhão de litros de leite adquiridos e industrializados.
Na produção de ovos de galinha, o Paraná registrou 115,6 milhões de dúzias no 2º trimestre, resultado que coloca o Estado como terceiro maior produtor nacional, com 9,3% da produção, atrás de São Paulo (25,6%) e Minas Gerais (9,9%). Houve ainda crescimento no número de estabelecimentos informantes da pesquisa (granjas) e na quantidade total de galinhas poedeiras, que atingiu 22,48 milhões de unidades – o maior já registrado na série histórica.
Na indústria do couro bovino, a quantidade adquirida para curtimento subiu de 788,9 mil para 807,2 mil unidades entre o 1º e o 2º trimestre. Do total, 594,2 mil passaram efetivamente pelo processo de curtimento nos curtumes paranaenses até junho.
PESQUISA – O IBGE realiza trimestralmente as estatísticas oficiais da conjuntura agropecuária, que incluem a Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, a Pesquisa Trimestral do Leite, a Pesquisa Trimestral do Couro e a Pesquisa de Produção de Ovos de Galinha. As informações completas e atualizadas podem ser consultadas no Sidra, o banco de dados oficial do instituto, em nível nacional, regional e estadual.
Confira a série histórica:
Fonte: Governo PR
Paraná
IAT prorroga por mais 40 dias proibição para pesca e uso da água na Represa do Capivari
O Instituto Água e Terra (IAT) prorrogou por mais 40 dias os efeitos da que proibiu temporariamente a pesca, o consumo de pescado e o uso da água da Represa do Capivari para atividades recreativas, como banho e natação. A medida é em decorrência de um acidente ambiental ocorrido em 26 de abril na BR-116, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
A restrição vale até o dia 12 de julho, podendo ser prorrogada se houver necessidade, para todas as modalidades de pesca, incluindo profissional, amadora e de subsistência. O texto também veda o uso da água para dessedentação (saciar a sede) de animais e outras finalidades que possam representar risco à saúde, em um raio de dois quilômetros do local do acidente.
A decisão foi tomada de modo preventivo após o derramamento de tintas, vernizes e solventes classificados pela Organização das Nações Unidas como substâncias com potencial de contaminação do corpo hídrico e da biota aquática.
Segundo a portaria, há risco de presença de hidrocarbonetos, compostos orgânicos voláteis (VOCs), BTEX e metais pesados na água e nos organismos aquáticos. A dispersão desses compostos no ambiente pode representar ameaça à saúde pública por meio do consumo de pescado contaminado.
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ACIDENTE – O acidente ocorreu após um caminhão sair da pista e cair na Represa do Capivari, no km 42 da BR-116, durante forte chuva. O veículo transportava carga de tintas e solventes. Parte do material atingiu o barranco e as águas da represa. Duas pessoas morreram.
Equipes do Corpo de Bombeiros do Paraná (CBMPR), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e órgãos ambientais atuaram no atendimento da ocorrência e nas ações de contenção ambiental logo após o acidente.
De acordo com o IAT, a medida segue os princípios da prevenção e da precaução previstos na Política Nacional do Meio Ambiente, além de resguardar a integridade dos ecossistemas aquáticos até a conclusão das análises laboratoriais da qualidade da água.
O descumprimento da portaria poderá resultar em sanções previstas na legislação ambiental vigente, incluindo penalidades administrativas e criminais.
Fonte: Governo PR
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