Paraná
Paraná Acessível amplia oportunidades para empresários comprometidos com a inclusão
O Governo do Paraná amplia as ações voltadas à inclusão social e à promoção da acessibilidade por meio da plataforma Paraná Acessível. A iniciativa do Governo do Estado, lançada em 2025, é inédita no Brasil e se apresenta como uma oportunidade estratégica para empresários paranaenses divulgarem seus negócios e ampliarem o alcance junto ao público com deficiência (PcD).
Gratuita e aberta ao setor privado, a plataforma, implementada pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), permite o cadastramento de estabelecimentos comerciais de diversos segmentos que oferecem condições adequadas de acessibilidade.
Nesta quarta-feira (21), o secretário Rogério Carboni apresentou a plataforma para membros da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), durante encontro que contou com a participação do prefeito Silvio Barros. “Ao integrar o sistema, o empresário passa a dar visibilidade ao seu compromisso com a inclusão, além de se aproximar de um público que historicamente enfrenta barreiras para acessar produtos e serviços”, explicou o secretário.
O Paraná Acessível reúne informações sobre espaços públicos e privados acessíveis e conta atualmente com mais de 526 mil pessoas com deficiência já cadastradas, número superior ao registrado no Cadastro Único (CadÚnico), que soma cerca de 429 mil PcDs no Estado. Essa base de dados fortalece o planejamento de políticas públicas e amplia as conexões entre consumidores e estabelecimentos preparados para atendê-los.
Para o setor produtivo, a adesão à plataforma representa uma vantagem competitiva. “Além do destaque institucional no portal oficial do Governo do Paraná, referência no tema, o empresário passa a integrar um ambiente que fomenta o consumo consciente, o turismo acessível e o desenvolvimento econômico aliado à responsabilidade social”, completou o secretário do Desenvolvimento Social e Família.
CONSULTAR E AVALIAR LOCAIS – Já pessoas com deficiência podem consultar os locais cadastrados e avaliar a acessibilidade dos estabelecimentos. As avaliações são encaminhadas diretamente aos empreendedores, permitindo ajustes e melhorias contínuas no atendimento.
Outro diferencial é o feedback direto do público PcD, que contribui para o aprimoramento dos serviços e fortalece a relação entre empresa e cliente. “Ao oferecer um espaço de escuta qualificada, o Paraná Acessível transforma a inclusão em uma ferramenta concreta de crescimento e inovação nos negócios”, enfatiza Carboni.
“A plataforma Paraná Acessível é uma ferramenta simplesmente fantástica, porque além de explorarmos toda a questão de tecnologia, ela também oportuniza o mapeamento das pessoas com deficiência, se tornando muito importante para que possamos lutar pelas políticas públicas mais assertivas”, afirmou Marcos Aurélio da Silva, secretário da Pessoa com Deficiência (Seped) de Maringá.
CADASTRAMENTO – Os empresários interessados podem realizar o cadastro de forma simples e gratuita pelo site www.pracessivel.pr.gov.br. Após o login, basta acessar a opção “Cadastro de estabelecimento” e preencher o formulário com as informações relacionadas à acessibilidade do local.
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado
O terminal da ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo PAR 25, é o primeiro a se conectar ao complexo Moegão, no Porto de Paranaguá. A operação foi realizada na manhã deste domingo (11) e exigiu o bloqueio da Avenida Portuária, além do envolvimento de dezenas de profissionais.
O Moegão é a maior obra pública do setor portuário em execução no Brasil e a maior do Paraná, com investimento de cerca de R$ 700 milhões. O projeto reúne características inéditas na engenharia ferroviária e portuária ao centralizar, em um único local, o recebimento de granéis vegetais transportados por trens para posterior embarque em navios.
“Estamos revolucionando o modo de receber as cargas que serão exportadas para o mundo todo”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná. “O Moegão, aliado ao novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, que permitirá a operação de navios ainda maiores, ampliará consideravelmente a competitividade do nosso porto”, destaca.
Para erguer a estrutura metálica de 55 metros de comprimento e cerca de 35 toneladas, foi necessário utilizar um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas a uma altura máxima de 48 metros. Dezenas de profissionais participaram da operação, que durou cerca de 2 horas.
A estrutura agora está conectada à galeria central do Moegão, que se estende por 1,7 quilômetro e abriga mais de 4 mil metros de correias transportadoras. As esteiras serão responsáveis por transportar os produtos descarregados dos vagões até os terminais.
Até outubro de 2027, os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá deverão integrar suas estruturas ao sistema.
ELEVAR O POTENCIAL – Quando entrar em funcionamento, o Moegão elevará o potencial de recebimento de grãos e farelos por ferrovia no Porto de Paranaguá, que poderá movimentar até 24 milhões de toneladas por ano. Atualmente, a capacidade de recebimento pelo modal ferroviário é de pouco mais de 5 milhões de toneladas. O ganho de eficiência operacional será de 63%.
A obra foi projetada para atender à ampliação da Ferroeste, que terá um de seus ramais partindo do Mato Grosso do Sul, e à reestruturação da Malha Sul.
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TRÊS LINHAS FÉRREAS – O complexo conta com três linhas férreas independentes e poderá receber até 180 vagões de uma só vez, com o esvaziamento simultâneo de três vagões em cada linha. A capacidade será de 900 vagões descarregados a cada 24 horas. Atualmente, são cerca de 550 por dia.
Atualmente, a recepção de grãos e farelos por ferrovia não é centralizada. Os vagões são direcionados aos terminais, o que exige manobras das composições. Essa operação, por vezes, interrompe o trânsito nas ruas da região portuária por mais de 40 minutos.
Com a centralização das operações e sem a necessidade de divisão das composições, o número de passagens de nível — pontos em que os trilhos cruzam as ruas — será reduzido de 16 para cinco. Com isso, a interrupção do trânsito ficará restrita ao tempo necessário para a passagem do trem, estimado, em média, entre 10 e 15
Fonte: Governo PR
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