Connect with us


Paraná

Óculos de visão noturna e miras modernas: polícias recebem equipamentos de última geração

Publicado em

Óculos, monóculos, miras e binóculos com visão termal e noturna, designador a laser e sistemas de captação de imagens através de paredes, que funcionam como uma espécie de raio-X. Estes são alguns dos equipamentos de última geração que as polícias Civil, Militar e Penal do Paraná passam a contar a partir de agora. Eles fazem parte de um grande pacote anunciado nesta terça-feira (16) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, que totaliza mais de R$ 116 milhões para modernizar a segurança pública do Estado.

Somente o investimento nos equipamentos ópticos e táticos somam R$ 13 milhões. Eles serão utilizados pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e pelo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), tropas especiais da PMPR e PCPR, respectivamente, além da Polícia Penal do Paraná, que pode usar os equipamentos na contenção de rebeliões, por exemplo. 

Segundo o governador, o Paraná vive um momento histórico na segurança pública com investimentos em tecnologia e equipamentos modernos. “A força de segurança se faz com presença física dos nossos policiais, mas também com muito equipamento. Hoje estamos entregando recursos que vão permitir às nossas equipes atuar com mais tecnologia e eficiência”, afirmou.

Ratinho Junior destacou que esses investimentos reforçam a atuação das forças estaduais. “São equipamentos que tornam as operações mais seguras e eficazes, trazendo tecnologia de ponta para o dia a dia das polícias e garantindo mais proteção para os nossos profissionais e para a população”, completou Ratinho Junior.

TECNOLOGIA – Foram entregues, ao todo, uma caixa de ajuste de foco para óculos de visão noturna, 10 monóculos de visão noturna, 72 óculos de visão noturna, 45 identificadores de tropas, cinco sistemas de captação de imagens através de paredes, 129 designadores laser, 601 magnificadores, 10 miras de visão noturna, 10 miras de visão termal e 24 miras optrônicas.

De acordo com o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira, os novos equipamentos entregues pelo Estado ampliam significativamente a capacidade operacional das polícias paranaenses. “São equipamentos de última geração, como óculos de visão noturna, sistemas de captação de imagens e identificadores de tropa, que colocam o Paraná em um novo patamar em tecnologia policial, garantindo preparo para enfrentar o crime organizado em qualquer cenário”, disse. 

Leia mais:  Noite dos Morcegos: UEM promove trilha no Parque do Ingá que une ciência e aventura

“Estamos fortalecendo não apenas as unidades especiais, mas toda a estrutura de policiamento, com foco na inteligência, na coordenação entre os órgãos e na atuação preventiva, garantindo que as operações sejam mais seguras e eficazes em todo o Estado”, completou o secretário.

O BOPE foi contemplado com miras optrônicas red dot e holográficas, magnificadores rebatíveis e ópticos, monóculos e óculos de visão noturna, miras noturnas e termais clip-on, designadores laser e sistemas de captação de imagens através de paredes. 

A Polícia Civil do Paraná recebeu três sistemas de captação de imagens através de paredes, 45 óculos de visão noturna, uma caixa de ajuste de foco, 45 identificadores de tropas, 79 magnificadores e 79 designadores laser. Já a Polícia Penal recebeu sete óculos de visão noturna de alta tecnologia.

Segundo o delegado Thiago Teixeira, que chefia o Tigre, os equipamentos vão colaborar muito com a principal missão do grupo, que é o resgate de reféns em crimes de sequestro. “Esse sistema de captação de imagens permite identificar a quantidade de pessoas vivas em um ambiente e localizar onde estão reféns e sequestradores. Isso garante que os operadores atuem com mais segurança mesmo em locais de baixa luminosidade, minimizando riscos no cumprimento de mandados de alta periculosidade”, afirmou.

Para o comandante do BOPE, tenente-coronel Cezar Hoinatski, os novos equipamentos representam um avanço significativo para o batalhão, que agora terá à disposição tecnologias que nunca foram utilizadas no Brasil. “Isso coloca o BOPE do Paraná em situação de igualdade com unidades internacionais, permitindo que operações de alto risco sejam realizadas com muito mais precisão pelos agentes envolvidos, garanti mais segurança para eles e a sociedade”, disse.

DIA A DIA – Os sistemas de captação de imagens através de paredes possibilitam a localização rápida de pessoas atrás de barreiras, permitindo que equipes táticas obtenham informações críticas para a missão, como a quantidade de pessoas no ambiente e o local que estão posicionadas. O equipamento é crucial em operações de resgate de reféns, entradas táticas e varreduras em edificações, diminuindo a exposição das equipes policiais.

Leia mais:  Governo envia à Assembleia projeto de lei para tornar IPVA do Paraná o mais barato do Brasil

Os óculos de visão noturna garantem uma atuação policial precisa em ambientes de pouca ou baixa luminosidade, como imóveis fechados ou áreas de mata durante a noite. Da mesma forma funcionam os binóculos e monóculos de visão noturna. Os primeiros podem ser utilizado para vigilância e reconhecimento em áreas rurais ou urbanas durante incursões noturnas, sem comprometer a posição da equipe, enquanto os monóculos são leves e portáteis, para observação individual noturna. Já as miras são acopladas às armas, permitindo a visão de alvos em ambientes de baixa luminosidade.

A mira termal detecta calor emitido por corpos e objetos, mesmo com obstáculos visuais como fumaça, vegetação ou escuridão total. Ela pode ser usada para localização de indivíduos escondidos, vigilância de áreas amplas e identificação de ameaças através de barreiras visuais, sendo extremamente eficaz em resgates e buscas.

Outro equipamento que fará a diferença nas operações são as miras holográficas, equipamento óptico de alta precisão com retículo iluminado, projetada para identificar rapidamente os alvos. Elas serão empregadas para as batalhas corpo a corpo (CQB – Close Quarters Battle), pois oferece visão ampla e rápida, preservando a consciência da situação, ou acopladas a pistolas, para ser utilizada em ambientes de confronto próximo, onde a agilidade e precisão com armas curtas são determinantes, como no resgate de reféns e ambientes confinados.

O identificador de tropas emite sinal de luz visível ou infravermelho, com o objetivo de identificar e localizar as equipes policiais em campo. O magnificador é um acessório acoplado no armamento para aumentar a precisão em atividades de tiro, já que amplia a visão da mira. E o designador laser é um dispositivo avançado, que utiliza um feixe de laser altamente concentrado para identificar um alvo.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook

Paraná

Gaeco cumpre 19 mandados de busca e apreensão em oito municípios paranaenses na terceira fase da Operação Rota 466, que apura crimes envolvendo policiais

Published

on

O Núcleo Regional de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, deflagrou na manhã desta quinta-feira, 8 de outubro, a terceira fase da Operação Rota 466. A ação dá continuidade às investigações sobre a suposta prática dos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica e lavagem de ativos envolvendo policiais, em sua maioria vinculados à Polícia Rodoviária Estadual.

Acesse imagens do cumprimento dos mandados

Nesta fase, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em oito municípios paranaenses: Guarapuava, Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Pitanga, Bituruna, Castro, Palmeira e Wenceslau Braz. Os mandados, expedidos pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, tiveram como alvo endereços ligados a 15 policiais militares e quatro civis investigados.

Policiais afastados – A Justiça também determinou o afastamento cautelar dos 15 policiais militares investigados nesta fase das atividades operacionais e ostensivas. Com a medida, eles passam a exercer exclusivamente funções administrativas. Foi determinado, ainda, o recolhimento de armamentos funcionais e particulares.

Durante o cumprimento dos mandados, uma pessoa foi presa por posse irregular de arma de fogo, e o armamento foi apreendido. Também foram recolhidos aparelhos eletrônicos com indícios de descaminho, celulares para análise e documentos.

Leia mais:  Governo envia à Assembleia projeto de lei para tornar IPVA do Paraná o mais barato do Brasil

Condutas reiteradas – A nova etapa da operação decorre da análise de materiais eletrônicos e documentos apreendidos nas fases anteriores, que permitiu identificar indícios de reiteração das condutas investigadas e novos possíveis envolvidos. As apurações apontam para a existência de um esquema de corrupção em postos da Polícia Rodoviária Estadual, incluindo o de Telêmaco Borba, no qual a atividade de fiscalização de trânsito teria sido utilizada para a obtenção de vantagens indevidas.

Entre as irregularidades investigadas estão acordos financeiros fixos e o fornecimento contínuo de combustíveis por empresas transportadoras em troca da suposta isenção de fiscalizações de seus caminhões, fraudes na classificação de avarias veiculares em Boletins de Acidente de Trânsito Eletrônico Unificado (Bateu) e direcionamento de serviços de guincho mediante pagamento.

Lavagem de ativos – As investigações também identificaram possíveis mecanismos de dissimulação e lavagem dos recursos ilícitos. Segundo as apurações, os valores supostamente arrecadados nas rodovias eram movimentados por meio de transferências eletrônicas que envolviam contas bancárias de terceiros, entre eles familiares de agentes públicos, além de empresas dos setores de transporte e guincho, que teriam atuado como intermediárias nas movimentações financeiras.

Leia mais:  MPPR participa de mobilização nacional pelo enfrentamento da violência contra as mulheres

Operações – Consideradas as três fases da Operação Rota 466, as investigações já alcançaram 30 policiais militares, em sua maioria vinculados à Polícia Rodoviária Estadual.

A apuração tem três investigados em comum com a Operação Via Pix, conduzida pelo Gaeco de Ponta Grossa, embora as duas operações sejam desenvolvidas de forma independente. Consideradas conjuntamente, as operações já investigaram 50 policiais militares, dos quais 42 foram afastados das funções operacionais.

Entrevista coletiva – Representantes do Gaeco e da Polícia Militar concederão entrevista coletiva à imprensa nesta quinta-feira, 8 de outubro, às 10h30, na sede do MPPR em Ponta Grossa (Rua Ermelino de Leão, 2533 – Olaria)

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262