Paraná
Obra de R$ 514 milhões, duplicação de rodovia entre Pitanga e Turvo avança na região Central
As obras de duplicação em concreto da PRC-466 entre Pitanga e Turvo, na região Central, que começaram no segundo semestre do ano passado, chegaram a 22% de execução num trecho de 45,5 quilômetros. O investimento é de R$ 514,2 milhões.
A obra, coordenada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), começa no perímetro urbano de Pitanga e segue até o perímetro urbano de Turvo, passando por acessos aos municípios de Santa Maria do Oeste e Boa Ventura de São Roque.
A implantação da nova pista em pavimento rígido de concreto continua avançando em ritmo acelerado, enquanto são realizadas melhorias no pavimento asfáltico da pista existente, que será aproveitada como base para uma camada de pavimento de concreto. Esta técnica de restauração é conhecida como whitetopping, e tem sido empregada com sucesso pelo DER/PR em rodovias de todo o Paraná.
Continua como serviço mais avançado a construção das obras de arte especiais (OAE) do trecho, que incluem um viaduto na interseção da PRC-466 com a PR-239 e a PR-460 em Pitanga, outro viaduto no entroncamento da PRC-466 com a PR-456 (acesso para Santa Maria do Oeste), nas novas pontes sobre o Rio Carazinho e sobre o Rio Bonito, além da nova passarela para pedestres em Pitanga. Ainda será construído um terceiro viaduto, também em Pitanga, no entroncamento com a Avenida Universitária.
Os demais serviços estão concentrados principalmente na terraplenagem da plataforma da nova pista, e na implantação do sistema de drenagem de águas e obras de arte corrente, como bueiros.
O trecho vai contar também com nova sinalização horizontal e vertical, dispositivos de segurança viária, calçadas, abrigos para parada de ônibus, iluminação nos viadutos e retornos, entre outras melhorias. A previsão é de concluir os serviços até abril de 2027.
Fonte: Governo PR
Paraná
Tribunal do Júri de Jacarezinho acolhe teses do MPPR e condena a 23 anos e 3 meses de prisão mandante do atentado com soda cáustica contra a ex-namorada
O Tribunal do Júri de Jacarezinho, no Norte Pioneiro do estado, condenou a 23 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado um homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por tentativa de feminicídio qualificado contra sua ex-namorada. Segundo a denúncia oferecida pela 3ª Promotoria de Justiça da comarca, o condenado atuou como mandante do crime executado por sua companheira na época, que arremessou contra a vítima uma substância corrosiva composta por hidróxido de sódio (soda cáustica). O julgamento teve início na manhã de segunda-feira, 8 de junho, e foi concluído apenas na noite de terça-feira, 9 de junho, com a leitura da sentença.
Áudio da Promotora de Justiça Bárbara Garla Stegmann
Também estava sendo julgada a corré denunciada por executar o ataque, mas a sessão foi interrompida em razão do abandono do plenário por sua defesa no segundo dia de julgamento, após o início dos debates, com as exposições dos fatos pelo Ministério Público. A acusada permanece presa e será submetida a novo julgamento em data a ser definida pelo Poder Judiciário.
Mandante – No julgamento do mandante do atentado, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo MPPR, reconhecendo as quatro qualificadoras atribuídas ao crime: uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, emprego de meio cruel, feminicídio (crime praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino) e motivo torpe.
Na sentença, o Juízo também acolheu as circunstâncias judiciais negativas apontadas pelo Ministério Público para a fixação da pena. Além da condenação criminal, foi deferido pedido do MPPR para a fixação de indenização mínima à vítima no valor de R$ 50 mil pelos danos decorrentes do crime. Também foi determinada a execução provisória da pena, conforme requerido pelo MPPR. O condenado, que já se encontrava preso, permaneceu encarcerado.
Corré – Diante das circunstâncias em que ocorreu o abandono da defesa da corré, o Ministério Público requereu a adoção das medidas legais cabíveis, incluindo a apuração dos prejuízos causados pela interrupção da sessão, a responsabilização de quem deu causa ao abandono, a designação de nova data para julgamento e a adoção de providências para assegurar a regular realização do futuro júri.
Ao final da sessão, a Promotoria de Justiça também requereu urgência na designação do novo julgamento e a nomeação de defensor para atuar no caso de eventual novo abandono da defesa constituída.
Crime – O crime ocorreu em maio de 2024 em Jacarezinho. A vítima foi atacada quando saía de uma academia e teve soda cáustica arremessada contra seu rosto, sofrendo graves lesões, especialmente no rosto. As investigações apontaram que a tentativa de feminicídio foi praticada pela corré a mando do então ex-namorado da vítima.
Gajuri – Na sessão de julgamento, atuaram a Promotora de Justiça Nayane Cristina Ribeiro, representando a 3ª Promotoria de Justiça de Jacarezinho, autora da denúncia criminal, e a Promotora de Justiça Bárbara Garla Stegmann, do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (Gajuri), unidade especializado do MPPR com atuação na área de crimes dolosos contra a vida.
O resultado do julgamento foi destacado pelo coordenador-geral do Gajuri, Promotor de Justiça Marcelo Balzer Correia, que ressaltou o trabalho conjunto desenvolvido pela Promotoria de origem e pelo grupo especializado do MPPR. “Este resultado reflete o elevado nível técnico, o comprometimento institucional e a dedicação dos integrantes que atuam no Júri, e particularmente no Gajuri, no que se refere à defesa da vida, à proteção das vítimas e à busca da Justiça. A atuação conjunta das unidades neste julgamento evidencia a importância do trabalho cooperativo e especializado do Ministério Público no Tribunal do Júri. É um motivo de orgulho para todo o grupo e um reconhecimento do empenho diário de seus integrantes em uma das áreas mais sensíveis da atuação ministerial”, afirmou.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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