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Obra da nova Cadeia Pública de Arapongas está a 83% e será concluída em maio

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O Governo do Paraná tem mais um avanço na área da segurança. Desta vez, será com a conclusão da Cadeia Pública de Arapongas, cuja obra está 83% pronta e tem previsão de entrega para o final do mês de maio. A construção foi viabilizada com o investimento de R$ 8,86 milhões da Secretaria de Segurança (SESP) e a análise técnica e fiscalização do Departamento de Edificações da Secretaria das Cidades (Secid).

“Essa obra faz parte da ação permanente da administração Ratinho Junior de levar mais segurança à população. A comunidade em geral ganha quando os profissionais das delegacias focam na sua atividade principal, na investigação. Ao mesmo tempo, aqueles que estão à espera de julgamento são abrigados em um local preparado para recebê-los”, afirmou o secretário das Cidades, Eduardo Pimentel.

O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, lembra que o Estado tem feito diversas obras para melhoria nesta área. “Tudo isso é fruto do intenso trabalho do Governo do Estado e das equipes de segurança. Essa unidade vai garantir um tratamento mais adequado para as pessoas privadas de liberdade, com foco na ressocialização, além de nos permitir fornecer uma boa estrutura de trabalho aos nossos policiais penais”, disse o secretário.

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A OBRA – Construída em terreno de 4.106,53 metros quadrados, o prédio tem 1.464,332 m² de área construída e capacidade para abrigar 136 pessoas, distribuídos em 11 celas para até 12 detentos cada; três células individuais e uma para portadores de deficiência física. “É uma construção que oferece a infraestrutura necessária às exigências atuais do segmento, inclusive com salas para trabalho, aprendizado e enfermaria”, explicou o chefe do escritório regional de Londrina da Secid, Fábio Bahl Oliveira.

O projeto é composto por um pátio solário, pátio para visitas, sala de aula, oficina de trabalho, enfermaria e duas salas para visitas; quatro guaritas e duas muralhas de cinco metros (muro de isolamento e muro limite). O local escolhido para a construção, no limite do espaço urbano do município, integra a relação de itens para garantir mais segurança à comunidade.

Fonte: Governo PR

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MPPR denuncia por feminicídio e abandono de incapaz advogado que matou a ex-companheira e abandonou o filho de oito meses em um apartamento em Maringá

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 23ª Promotoria de Justiça de Maringá, ofereceu neste domingo, 27 de setembro, denúncia contra um advogado pelo crime de feminicídio majorado por motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima – a ex-companheira, que era médica. O homem também foi denunciado por abandono de incapaz, no caso o filho do casal – um bebê de apenas oito meses de vida.

Acesse vídeo do Promotor de Justiça Júlio Cesar da Silva

Acesse áudio do Promotor de Justiça Júlio Cesar da Silva

Segundo a denúncia, no dia 5 de setembro de 2026, no período compreendido entre 14h33min e 20h19min, mas provavelmente por volta das 20 horas, no interior do apartamento da vítima, no Bairro Zona 02 de Maringá, o denunciado, “prevalecendo-se das relações domésticas e afetivas e por razões da condição do sexo feminino, com nítido propósito homicida, matou a sua ex-companheira, mediante motivo torpe, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima”. Depois, fugiu, deixando o bebê sozinho.

Denúncia – A denúncia aponta que, durante as investigações, apurou-se que o crime foi praticado por motivo torpe, “uma vez que o denunciado agiu impelido por um sentimento egoístico de posse e inconformismo com a autonomia da vítima, não aceitando o fim do relacionamento afetivo e ceifando-lhe a vida por considerar que ela lhe pertencia de forma exclusiva, motivação esta que se revela abjeta e causa profunda repulsa social”.

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Também foi evidenciado que o crime foi praticado mediante meio cruel, “impondo à vítima sofrimento atroz, prolongado e desnecessário, consubstanciado na multiplicidade de golpes de arma branca do tipo faca (14 feridas pérfuro-cortantes mapeadas no corpo da vítima) de forma associada à asfixia mecânica por esganadura”.

Por fim, a denúncia coloca que o delito foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, tendo em vista que ela foi atacada dentro de sua residência e que o autor usou uma faca, “o que reduziu a possibilidade de reação, esquiva ou fuga, seja por conta da extrema violência empregada em ambiente fechado, bem assim da força física masculina em detrimento da vítima”.

O MPPR acrescenta que o feminicídio foi praticado contra mulher que era mãe e responsável por criança, bem como na presença física do descendente da vítima e do autor, ou bebê de oito meses de idade, o qual se encontrava no mesmo recinto durante o crime. É citado, por fim, que o crime foi praticado em contexto de violência doméstica e familiar, uma vez que o denunciado manteve relacionamento afetivo com a vítima, prevalecendo-se das relações domésticas, da intimidade de convívio e da vulnerabilidade da vítima no ambiente residencial comum para perpetrar o ataque.

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Abandono de incapaz – Quanto ao crime de abandono de incapaz, a denúncia cita que, após a prática do feminicídio, o denunciado abandonou o filho lactente, “pessoa sob sua autoridade, guarda e cuidado, a qual se encontrava em situação de absoluta incapacidade de prover a própria subsistência ou de defender-se dos riscos resultantes do abandono”.

A Promotoria narra ainda que, segundo apurado, logo após matar a mãe da criança, o denunciado tomou banho, trocou de roupa, apanhou a chave do carro de propriedade da vítima e evadiu-se do local. Antes de fugir, porém, o denunciado “trancou a porta de entrada do apartamento com chave, trancafiando e abandonando o bebê de 8 meses totalmente sozinho, indefeso e desamparado no recinto”. A criança permaneceu por horas sozinha, exposta a perigo concreto para sua vida e saúde, chorando no interior do imóvel, até ser resgatada por um tio materno, que precisou arrombar a porta de entrada do apartamento ao ouvir o choro ininterrupto do sobrinho.

O crime de abandono é agravado pelo fato de ter sido praticado por ascendente (pai da vítima).

Preso – O denunciado, que foi preso no mesmo dia do crime, permanece recolhido na Cadeia Pública de Maringá.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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