Connect with us


Agro

Novo seguro da MAPFRE reforça proteção climática e impulsiona crédito rural com CPR

Publicado em

O mercado de crédito rural brasileiro ganha um reforço importante na proteção contra riscos climáticos. A MAPFRE Seguros, em parceria com a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), lançou um novo modelo de seguro voltado a operações lastreadas em Cédula de Produto Rural (CPR) — um dos principais instrumentos de financiamento do agronegócio.

O produto tem como objetivo garantir maior segurança financeira para produtores, credores e demais agentes do setor, fortalecendo a confiança nas operações e reduzindo os impactos de perdas decorrentes de eventos climáticos extremos.

CPR ganha novo impulso com proteção ao credor

O novo seguro foi desenvolvido para proteger diretamente o credor da CPR, que passa a ser o beneficiário da indenização em caso de sinistro. Essa inovação reduz o risco de inadimplência e traz mais previsibilidade para as operações de financiamento, especialmente em um cenário de instabilidade climática e crescimento do crédito privado no campo.

A medida também visa estimular o uso da CPR como ferramenta de financiamento segura, ampliando o acesso ao crédito e incentivando uma gestão financeira mais robusta no agronegócio.

Leia mais:  Do solo degradado a ativo bilionário: Brasil tem chance de liderar a agricultura regenerativa
Produto pode contar com apoio federal e estadual

De acordo com as informações divulgadas, o seguro poderá contar com subvenção federal do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), o que reduzirá o custo do prêmio para os participantes.

No Estado de São Paulo, o produto também poderá ter apoio adicional do governo estadual, ampliando o alcance e a adesão dos produtores e instituições financeiras.

Disponibilidade e perspectivas para o setor

O novo seguro será disponibilizado a partir de fevereiro de 2026, com foco na produção e no financiamento da safra 2026/27. A expectativa é que o instrumento fortaleça a estrutura de gestão de risco no campo, tornando o crédito rural mais seguro e atraente para investidores e financiadores.

A parceria entre MAPFRE e Bolsa Brasileira de Mercadorias teve início em 2024, com projetos voltados ao segmento de seguro florestal. Agora, a ampliação dessa colaboração reforça a estratégia conjunta de expandir soluções de proteção e digitalização de registros eletrônicos no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

Published

on

O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

Leia mais:  Palmito pupunha do Vale do Ribeira conquista selo de indicação geográfica

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

Leia mais:  Banco Mundial e BNDEs destinam R$ 9,3 milhões para 16 projetos no Cerrado

Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262