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Paraná

Novo posto do Ipem-PR auxilia na vistoria de caminhões-taque de outros estados

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Inaugurado em junho para desafogar o atendimento no Paraná, o novo Posto de Verificação de Veículos-Tanque do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-PR) em Araucária vem contribuindo com a inspeção de veículos de outros estados. Com quase três meses de operação, a unidade na Região Metropolitana de Curitiba está inspecionando caminhões-tanque do Rio Grande do Sul, já que o posto gaúcho de inspeção na cidade de Canoas foi danificado pela passagem de um ciclone extratropical em julho. 

Regulamentada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a vistoria vale para todo território nacional.

Por transportar combustíveis ou outros produtos nocivos, os caminhões-tanque devem obrigatoriamente passar por inspeção para evitar riscos ao meio ambiente, à saúde humana e mesmo ao trânsito nas vias públicas. Por isso, devem seguir as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), bem como as certificações metrológicas do Inmetro. 

O Posto de Verificação de Araucária inspecionou cerca de 60 caminhões-tanque vindos não só do Rio Grande do Sul, mas também de Santa Catarina, colaborado ainda para baixar a alta demanda de fiscalização no estado vizinho.

“Recentemente tivemos a ocorrência do ciclone extratropical que acabou danificando alguns postos de atendimento, principalmente no Rio Grande do Sul. Em decorrência desses danos, o Ipem do Paraná teve uma demanda maior do posto em Araucária. Mas graças ao novo equipamento instalado tem conseguido suprir esse excesso de demanda gerada pela incapacidade temporária do posto no Rio Grande do Sul”, explica o presidente do Ipem-PR, César Mello.

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A nova unidade de verificação da Região Metropolitana tem capacidade para fiscalizar 4,5 mil caminhões-tanque por ano – quantidade 30% maior do que os  postos de Cascavel, Maringá e a antiga unidade em Curitiba juntos. A meta é que a fila de fiscalização do antigo posto do Atuba, que girava em torno de seis a oito meses, seja zerada até outubro. Isso sem considerar possíveis fiscalizações de veículos de outros estados – além de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, há previsão de que o posto também atenda caminhões de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

“A ideia original do novo posto é zerar a fila da vistoria no Paraná e depois disponibilizar o excedente de capacidade para atendimento de outros estados. Considerando esse acidente climático, para que parte do país não ficasse sem o atendimento, o Ipem do Paraná tem disponibilizado esse excedente, o que não seria possível sem a inauguração do novo posto em Araucária”, complementa Mello. 

CAPACIDADE – O novo Posto de Verificação de Veículos-Tanque do Ipem-PR opera com capacidade quatro vezes maior do que a antiga unidade, no bairro Atuba, em Curitiba. A estrutura em Araucária permite que sejam inspecionados quatro caminhões simultaneamente, enquanto no antigo posto era apenas um por vez. 

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“A implementação das melhorias na estrutura resultou na redução substancial da fila de espera para verificação dos veículos. Anteriormente, a fila podia ter um tempo significativo de espera, causando inconveniente aos motoristas e comprometendo a eficiência do transporte e da fiscalização. Com o novo posto, esse tempo de espera foi reduzido de forma expressiva, proporcionando um atendimento mais rápido e eficiente”, destaca o diretor de Metrologia e Qualidade do Ipem-PR, Gabriel Perazza.

LOGÍSTICA – A logística também permite um atendimento mais rápido em Araucária. Com espaço para manobra de caminhões, inclusive de grande porte, como bitrens, o posto é em uma área de grande circulação de veículos-tanque pela proximidade com a refinaria da Petrobras. 

O novo endereço também resolveu outro problema do antigo posto, que era na Linha Verde, onde a circulação de caminhões é restrita. Veículos acima de 10 toneladas só são autorizados pela prefeitura a trafegar pela via das 7h às 9h e das 17h às 19h, o que limitava o atendimento do Ipem-PR. 

A instalação do posto em Araucária foi acordada na repactuação anual com o Inmetro, órgão federal que repassa anualmente valores administrativos aos Ipems de todos os estados.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná e órgãos de fiscalização visitam propriedades rurais e estabelecimentos agrícolas em operação de combate a crimes ambientais no estado

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O Ministério Público do Paraná, em conjunto com diversos órgãos ambientais e das forças de segurança, realizou nesta semana, de 14 a 17 de abril, a Operação Estoque Limpo II, voltada a combater crimes ambientais no estado. A força-tarefa fiscalizou a destinação de embalagens vazias e as condições de armazenamento e utilização de produtos irregulares ou ilícitos, inclusive de origem contrabandeada, em desacordo com a legislação ambiental, visando prevenir a contaminação do solo e da água e eventuais riscos à saúde pública. Os alvos foram propriedades rurais e estabelecimentos agrícolas em Boa Esperança, Campina da Lagoa, Goioerê, Moreira Sales, Quarto Centenário, Rancho Alegre D’Oeste, Ubiratã e Juranda, municípios no Centro Ocidental do estado.

Acesse álbum com fotos da Operação

A operação mobilizou equipes do Núcleo de Campo Mourão do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema), do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente (unidade do MPPR), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), do Instituto Água e Terra (IAT) e da Polícia Militar.

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Resultados – Nos quatro dias de diligências, as equipes fiscalizaram 45 propriedades e três estabelecimentos comerciais do ramo agropecuário, sendo identificadas irregularidades relacionadas ao acondicionamento de embalagem vazias em 21 propriedades. Foram lavrados 47 termos de fiscalização e cinco autos de infração, sendo também expedido um auto de prisão em flagrante pelo crime de produção, armazenamento e transporte de agrotóxicos ou produtos de controle ambiental não registrados ou não autorizados. Além disso, 1.162,7 litros de agrotóxicos impróprios para uso foram retirados de circulação. Em três propriedades, foram localizados animais domésticos em situação de vulnerabilidade, sendo também registrado um boletim de ocorrência por maus-tratos a animais.

Um dos casos de maior gravidade ocorreu no município de Quarto Centenário, onde foi constatado o descarte inadequado de embalagens vazias de agrotóxicos, muitas delas depositadas a céu aberto diretamente sobre solo permeável, além de outras armazenadas em “big bags”, também expostas ao tempo e em contato direto com o solo, com risco de contaminação ambiental.

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Verificou-se ainda a reutilização indevida dessas embalagens para alimentação de animais, prática proibida pelas normas sanitárias e ambientais devido ao risco de intoxicação. Outra irregularidade apurada foi a queima de embalagens de agrotóxicos, incluindo um recipiente do produto estrangeiro B-Boxing, caracterizando não apenas descarte irregular, mas também uso de produto não registrado ou não autorizado. Em relação aos animais, foram encontrados seis cães e cinco gatos (sendo dois filhotes) em condições inadequadas que configuravam situação de maus-tratos, o que motivou o recolhimento por parte de organização não-governamental de Goioerê com atuação na área de proteção animal. Foram ainda localizadas cinco calopsitas mantidas em ambiente insalubre, sem acesso a alimentação e água.

As investigações prosseguirão, e os responsáveis pelas propriedades flagradas com irregularidades poderão responder criminalmente por crimes ambientais, como o armazenamento de substâncias tóxicas ilegais e maus-tratos contra animais.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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