Educação
Nota do Enem pode garantir vaga em instituições públicas
O Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) é a principal porta de entrada para a educação superior, tanto em universidades públicas quanto em institutos federais. Para facilitar e democratizar o processo seletivo de ingresso na etapa de ensino, o Ministério da Educação (MEC) oferece o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que garante a participação de estudantes que realizaram pelo menos uma das últimas três edições do Enem e obtiveram nota maior que zero na redação possam concorrer a vagas em todo o país sem precisar viajar para participar de outras provas. Interessados em participar do Enem deste ano têm até 12 de junho para se inscrever na Página do Participante.
A estudante de medicina, Isadora Martins, foi aprovada no Sisu em 2026 para ingressar na Universidade Federal de Catalão (UFCat), localizada fora de sua cidade natal. Ela comentou sobre como o Sisu foi importante para essa conquista. “Eu fiz uma transição de carreira do jornalismo para a medicina e comecei a me preparar para prestar o Enem ainda em 2023. Eu sabia que era um curso concorrido e que havia a possibilidade de eu precisar me mudar um dia, caso necessário, mas o Enem permite que possamos fazer a prova perto de casa, sem os altos custos de viagens para outros estados, e só depois escolher dentre várias opções de universidades. Assim, muitas portas são abertas para nós”, finalizou.
“[…] mas o Enem permite que possamos fazer a prova perto de casa, sem os altos custos de viagens para outros estados, e só depois escolher dentre várias opções de universidades. Assim, muitas portas são abertas para nós”. Isadora Martins, estudante de medicina na UFCat.
Para participar do Sisu, basta realizar a inscrição gratuita no site sisualuno.mec.gov.br, após a divulgação dos resultados do Enem. Ao fazer o login, o sistema recupera automaticamente as notas das três últimas edições do exame, selecionando a edição que mais favorece o candidato de acordo com a escolha de curso. Para confirmar a participação, o candidato deverá preencher informações pessoais, sociais e econômicas, que são utilizadas pelo MEC e pelas instituições, a fim de verificar a elegibilidade às vagas reservadas pela Lei de Cotas e para possibilitar o contato da instituição em caso de aprovação.
Após a abertura do sistema, os candidatos poderão selecionar até duas opções de curso dentre aquelas ofertadas pelas instituições participantes do Sisu. Durante todo o período de inscrições, o candidato pode alterar suas escolhas quantas vezes desejar, mas apenas a última opção registrada ao final do prazo será considerada. Ao longo desse período, o sistema divulga diariamente resultados parciais, permitindo que o candidato acompanhe as notas de corte, avalie suas chances e decida se mantém suas escolhas ou se deseja ajustá-las.
Formado em jornalismo, Leonardo Augusto também se utilizou das possibilidades do Enem para expandir seus horizontes. “Eu morava em Fortaleza, mas fiz faculdade na Universidade de Brasília depois de me preparar três anos para participar da prova, dois deles como treineiro. Eu acredito que o Sisu democratiza o acesso à educação superior no Brasil, porque abre muitas possibilidades, inclusive para fazer um curso que ainda nem era pensado ou para encontrar uma situação de vida melhor em outro lugar. No meu caso, eu não queria fazer faculdade onde eu estudava, e foi muito importante poder realizar o processo seletivo para uma cidade que eu queria, sem ter que arcar com os custos da viagem”, disse ele.
“O Sisu democratiza o acesso à educação superior no Brasil, porque abre muitas possibilidades, inclusive para fazer um curso que ainda nem era pensado ou para encontrar uma situação de vida melhor em outro lugar”. Leonardo Augusto, jornalista egresso do Sisu.
O Sisu é composto por uma chamada regular. Nela, os candidatos são selecionados de acordo com a Lei de Cotas e com as políticas de ações afirmativas adotadas pelas próprias instituições, assim como pela Lista de Espera, voltada àqueles que não foram convocados inicialmente. Para o último caso, é necessário manifestar o interesse em concorrer, dentro do período definido no programa. Esse processo é feito na mesma página de inscrição usada durante a chamada regular, logo após a divulgação do resultado final.
Dados – Na última edição do Sisu, foram disponibilizadas aproximadamente 274 mil vagas para 7,3 mil cursos em 136 instituições públicas de educação superior de todas as regiões do Brasil. Desse total, cerca de 271 mil estudantes foram aprovados.
Sisu+ – Para concorrer a vagas ainda em 2026, de maneira inédita, os candidatos terão acesso ao Sisu+. É uma etapa complementar, para ingresso no segundo semestre deste ano, e busca oferecer eventuais oportunidades disponíveis nas 34 instituições que aderiram ao programa. Desde segunda-feira, 8 de junho, os interessados podem acessar o Portal Único de Acesso ao Ensino Superior para consultar a oferta de vagas disponíveis no programa, filtrando cursos, instituições, modalidades, estados e municípios.
Enem 2026 – Após a prorrogação do prazo, os candidatos têm até sexta-feira (12) para se inscreverem na edição deste ano, cujo as provas serão realizadas nos dias 8 e 15 de novembro. O novo prazo também contempla os pedidos de atendimento especializado e de tratamento por nome social. Confira o cronograma:
- Inscrições: de 25 de maio a 12 de junho;
- Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho;
- Solicitação de atendimento especializado e nome social: de 25 de maio a 12 de junho;
- Resultado do atendimento especializado: 26 de junho;
- Recurso do atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;
- Resultado do recurso: 10 de julho;
- Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.
As notas obtidas no exame também poderão ser utilizadas por instituições de ensino superior privadas, por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e por instituições portuguesas que possuem convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para aceitar as notas do exame.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte
De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.
Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.
Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.
“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.
O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.
Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda.
O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas.
Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

- Fonte: Inep/Ideb, 2025
Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.
Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
-
Esportes7 dias agoFluminense empata com o Bahia e chega ao quinto jogo sem vencer no Brasileirão
-
Política Nacional2 dias agoConselho aprova recomendações para regulação de plataformas de streaming
-
Esportes2 dias agoPalmeiras inicia preparação para jogo de volta contra o Fortaleza; Gómez treina no gramado e Paulinho vira preocupação
-
Política Nacional2 dias agoMP reforça crédito e habitação e altera Desenrola e Minha Casa, Minha Vida
-
Política Nacional2 dias agoBrasil avançou no aleitamento materno, mas enfrenta desafios, dizem especialistas
-
Entretenimento3 dias agoLauana Prado exibe momento mágico em que Dom veio ao mundo: ‘Um sonho lindo’
-
Entretenimento2 dias agoTàmires Assîs se apresenta como Cunhã-Poranga do Boi Garanhão em festival
-
Agro3 dias agoReceita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões
