Agro
Norte Show: Inpasa apresenta soluções que unem etanol de grãos, energia limpa e nutrição animal de alta performance
Empresa reforça liderança na produção de etanol de milho e sorgo e aposta em nutrição de precisão e sustentabilidade como pilares do crescimento no agronegócio brasileiro.
Inpasa reforça protagonismo na Norte Show em Mato Grosso
A Inpasa, maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina e segunda maior do mundo, marca presença na Norte Show, realizada entre os dias 21 e 24 de abril, em Sinop (MT), consolidando sua atuação estratégica no agronegócio nacional.
Participando pelo sexto ano consecutivo, a companhia apresenta ao público soluções integradas que transformam milho e sorgo em biocombustíveis, óleo vegetal e nutrição animal de alta performance, evidenciando o avanço do modelo produtivo baseado em eficiência e sustentabilidade.
Expansão bilionária impulsiona produção de etanol e coprodutos
A Inpasa mantém um robusto plano de crescimento, com meta de alcançar 10 biorrefinarias até 2027. Entre os principais investimentos está a nova unidade em Rondonópolis (MT), que recebe aporte de aproximadamente R$ 2,77 bilhões.
A planta terá capacidade para produzir cerca de 1 bilhão de litros de etanol por ano, além de agregar valor à cadeia com a produção anual de 490 mil toneladas de DDGS e 47 mil toneladas de óleo vegetal.
O projeto também terá impacto relevante na economia local, com geração estimada de 2,5 mil empregos durante a construção e 400 vagas diretas na fase operacional.
Já em Nova Mutum (MT), a expansão da unidade recebeu investimento de R$ 704 milhões, ampliando a capacidade de processamento para 3 milhões de toneladas de grãos por ano. A produção total deverá atingir 1,4 bilhão de litros de etanol e 730 mil toneladas de DDGS, com conclusão prevista para o final de 2026.
Unidade de Sinop consolida liderança global
A trajetória da Inpasa em Mato Grosso acompanha o crescimento econômico do estado. A unidade de Sinop, inaugurada em 2019, é considerada a maior biorrefinaria de etanol do planeta, com produção anual de aproximadamente 2 bilhões de litros.
A estrutura também abriga o maior armazém estático de grãos do mundo, com capacidade para armazenar 675 mil toneladas em uma única instalação, reforçando a eficiência logística da operação.
Expansão para o Nordeste amplia presença nacional
Além do Centro-Oeste, a empresa avança estrategicamente para o Nordeste. A Inpasa já opera uma unidade em Balsas (MA) e inaugurou recentemente uma planta em Luís Eduardo Magalhães (BA), com investimento de R$ 1,3 bilhão.
A expansão tem como objetivo fortalecer a autossuficiência regional na produção de etanol e reduzir a dependência de importações, ampliando a competitividade do setor.
FortiPro: nutrição animal com padrão internacional
Entre os destaques da participação na Norte Show está a apresentação da marca FortiPro Inpasa, lançada em março com foco em nutrição animal de alta performance.
O produto é baseado em DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis), reconhecido globalmente como uma importante fonte de proteína. A solução oferece concentração mínima de 32% de proteína bruta, alta digestibilidade e estabilidade nutricional ao longo do ano.
Além disso, o FortiPro atende a rigorosos padrões sanitários, sendo livre de antibióticos e contaminantes, com monitoramento micotoxicológico contínuo.
Modelo Food + Fuel integra energia e produção de alimentos
A estratégia da Inpasa está alinhada ao conceito Food + Fuel, que integra a produção de energia renovável e alimentos na mesma área agrícola, promovendo maior eficiência no uso da terra.
Essa abordagem permite que os coprodutos da produção de etanol sejam utilizados na nutrição animal, atendendo diferentes cadeias, como bovinocultura, avicultura, suinocultura e aquicultura.
O modelo também reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade e a descarbonização, temas cada vez mais centrais no agronegócio global.
Inovação e integração impulsionam o agro brasileiro
A participação da Inpasa na Norte Show reforça o avanço de um novo modelo produtivo no agronegócio, baseado na integração entre energia, alimentos e tecnologia.
Com investimentos robustos, expansão territorial e foco em soluções sustentáveis, a companhia se posiciona como protagonista na transformação da cadeia do milho e do sorgo, contribuindo para o aumento da eficiência, competitividade e valor agregado do agro brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã
Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.
O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.
Mercado reage à expectativa de normalização logística
De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.
As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.
Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.
“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.
Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito
O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.
A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.
Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.
Acordo ainda depende de novas etapas
Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.
Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.
Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.
Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico
A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.
Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.
Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.
Cenário favorece importadores brasileiros
A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.
Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.
Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.
Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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