Paraná
No Parque Tecnológico da Saúde, Margareth Dalcolmo reitera importância da vacinação
A médica Margareth Dalcolmo, uma das principais especialistas na área da saúde e referência no combate à Covid-19 no País, reforçou, nesta sexta-feira (4), durante palestra sobre os aprendizados que a pandemia deixou ao Brasil, a importância da vacinação.
Ela participou de um evento realizado no Parque Tecnológico da Saúde, que reúne o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto Carlos Chagas – Fiocruz Paraná e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). A palestra foi em celebração aos 14 anos do Instituto Carlos Chagas – Fiocruz Paraná, que é comemorado em 4 de agosto.
Doutora em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dalcolmo é pesquisadora sênior da Fiocruz e presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Ela ocupa a cadeira de número 12 da Academia Nacional de Medicina (ANM). Em 2021, lançou o livro “Um tempo para não esquecer – A visão da ciência no enfrentamento da pandemia do coronavírus e o futuro da saúde”.
A médica apresentou uma linha do tempo, citando as principais coronaviroses endêmicas e epidêmicas que aconteceram ao longo do tempo, até o surgimento do vírus SARS-CoV-2 no final de 2019, na China. “Não adianta a gente querer planejar o futuro sem olhar o passado. O passado nos ensina e a história das epidemias sempre foi algo que eu escrevo muito, há muito tempo. Precisamos aprender com o que passamos”, disse.
A médica falou ainda sobre a evolução dos tratamentos para a Covid-19, desde os antivirais até os imunomoduladores, suas vantagens e desvantagens. “A Covid-19 não é uma doença do aparelho respiratório, embora a porta de entrada seja um aparelho respiratório, sim uma doença da microcirculação”, afirmou.
Margareth também reforçou a importância da vacinação, tanto em relação à Covid-19, como dos demais os imunizantes disponíveis pelo Plano Nacional de Imunização.
“A epidemia arrefeceu de certa maneira, sem a transmissão ainda é razoável, nós ainda temos cerca de 100 óbitos por Covid-19 por semana no Brasil, o que não é pouca coisa. E temos uma adesão à vacina bivalente muito baixa. Estamos com menos de 20% de cobertura na população adulta e adolescente da vacina bivalente, o que é uma pena porque os estudos já mostraram que a vacina bivalente é capaz de proteger quantas novas cepas variantes e subvariantes circulantes hoje no mundo”, afirmou.
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PARQUE DA SAÚDE – Tecpar, Fiocruz Paraná e IBMP são parceiras em diversos projetos, como o Centro de Saúde Pública de Precisão, que fará estudos genéticos que possam trazer respostas mais precisas no diagnóstico e tratamento de doenças, focando na necessidade de cada indivíduo.
Durante a apresentação, Margareth ressaltou a importância de fortalecer o complexo industrial da saúde no Brasil, lembrando as diversas ocasiões em que a falta de insumos e a dependência externa atrasaram a produção das vacinas. “Vocês lembram que no começou da produção de vacina, ninguém envasava as vacinas? Não tinha frasco, não tinha vidro. Isso não pode mais acontecer, de ficar dependendo de uma coisa simples de produzir. O complexo industrial da saúde no Brasil aprendeu o que tem que produzir aqui, não pode ficar nesse grau de dependência”, afirmou.
O Tecpar, como laboratório público oficial, está conectado com as necessidades do Brasil na área da saúde. Uma das metas do Plano do Governo para o instituto está a implementação de uma planta multivacinas para atender o Programa Nacional de Imunizações (PNI), com a produção da vacina pentavalente, que protege pessoas contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e pneumonia/meningite.
FIOCRUZ PARANÁ – O Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz) é a unidade técnico-científica regional da Fundação Oswaldo Cruz no Paraná. Vinculada ao Ministério da Saúde, a Fiocruz Paraná se destaca como um produtivo e bem instalado centro de pesquisa, atuando nas áreas de bioquímica, biologia molecular e biologia celular de agentes infecciosos e seus hospedeiros, no estudo da regulação da expressão gênica de microorganismos e parasitas, na caracterização molecular de células tronco, em virologia molecular e em biotecnologia.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR recebe os primeiros Promotores de Justiça a partir do novo processo de permuta nacional de membros do MP
O Ministério Público do Paraná recebeu nesta terça-feira, 6 de outubro, dois novos integrantes: os Promotores de Justiça Henrique Bottacin Saes e Rodrigo Moura Nunes. Vindos do Ministério Público de Minas Gerais, eles são os primeiros a ingressarem no MPPR por meio do processo de permuta interinstitucional de membros do Ministério Público, sistema estabelecido em fevereiro deste ano pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Em contrapartida, o MPMG passa a contar com os Promotores de Justiça Esdras Soares Vilas Boas Ribeiro, de Ponta Grossa, e Laís Goulart Muller, de Prudentópolis, que também tomaram posse nesta terça-feira (6).
A cerimônia foi conduzida pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, no gabinete da PGJ, em Curitiba, e reuniu integrantes do Ministério Público, amigos e familiares dos novos membros, que participaram presencialmente e ainda de forma remota, por meio de transmissão ao vivo, pelo canal do MPPR no YouTube.
Veja aqui as fotos da solenidade
Nas boas-vindas aos novos membros, Zanicotti destacou a importância histórica da posse a partir de permuta, uma conquista institucional fundamental pelo sentido da unidade ministerial efetiva, além de ressaltar aos empossados algumas “peculiaridades” do MP do Paraná: a atuação vocacionada e a defesa dos mais vulneráveis. “O Ministério Público das Araucárias é todo vocacionado e trabalha sempre em primeiro lugar pelos que mais precisam, pelas crianças, pelos idosos, pelos mais frágeis. Que bom que vocês têm história em Minas e agora esperamos uma nova história aqui. Contamos com vocês para fazer a diferença pelo Paraná”.
O Procurador-Geral de Justiça de Minas Gerais, Paulo de Tarso Morais Filho, enviou um vídeo, exibido na solenidade, para agradecer aos Promotores que deixam o MPMG e ainda dar as boas-vindas aos que passam a integrar a instituição. “É um momento de alegria e aproximação nacional, que reforça o caráter uno do Ministério Público brasileiro. Agradeço e desejo sucesso a todos”, afirmou.
Os Promotores de Justiça empossados agradeceram a oportunidade, enalteceram a experiência que tiveram no MP mineiro e reforçaram a alegria de iniciarem uma nova etapa em suas carreiras, agora mais perto das suas origens: Henrique é paranaense e Rodrigo do Rio Grande do Sul. “Renovo aqui meu compromisso em servir a população com integridade, mantendo sempre a humildade. Estou enfim em casa”, disse Henrique. Rodrigo destacou os anos de aprendizado e a nova jornada que inicia, agora pelo MPPR: “Chego aqui com minha bagagem, mas sabendo que tenho muito que aprender e disposto a fazer o melhor pela sociedade paranaense”.
Luta associativa
A solenidade teve ainda a presença da Ouvidora-Geral do MPPR, Procuradora de Justiça Lúcia Inez Giacomitti Andrich, e de falas de representantes da Associação Paranaense do Ministério Público (APMP) e da Corregedoria-Geral do Ministério Público do Paraná. O Presidente da APMP, Fernando da Silva Mattos, saudou os novos membros e falou da vitória histórica associativa que é representada pelo ingresso deles via permuta. “Foram muitos anos de luta. Vocês representam o ponto inicial, a materialização dessa grande conquista”, afirmou.
Unidade
O Corregedor-Geral do MPPR, Procurador de Justiça Ney Roberto Zanlorenzi, também falou da importância do novo sistema regulamentado pelo CNMP. “A unidade é um dos primeiros princípios institucionais do Ministério Público, Com essa emenda do CNMP esse princípio ganha tradução completa”, disse, desejando ainda aos novos membros que encontrem no Paraná um lugar para viver com alegria e a servir com presteza.
Resolução
O CNMP publicou em 25 de fevereiro a Resolução nº 323/2026, que estabeleceu as normas para a realização de permuta entre membros dos MPs dos Estados. O ajuste ocorre mediante análise de conveniência e oportunidade de cada unidade e pode ser realizado entre membros de diferentes estados, ambos de mesma entrância ou categoria. A íntegra da resolução pode ser acessada aqui.
Fonte: Ministério Público PR
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