Paraná
No Oeste do Paraná, Gaeco deflagra operações Clear Sky e Vera Cruz contra esquema de corrupção e peculato envolvendo nove policiais militares e um civil
Os Núcleos de Cascavel e Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagraram na manhã desta quinta-feira, 28 de maio, as Operações Clear Sky e Vera Cruz. As ações têm como objetivo desarticular um esquema criminoso que atuava no Oeste do estado voltado à prática de crimes como corrupção passiva, peculato, falsidade ideológica, comércio ilegal de armas de fogo, entre outros. Entre os investigados estão nove policiais militares e um policial civil.
Acesse álbum com fotos das operações
Durante a ação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Céu Azul e Vera Cruz do Oeste. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar do Estado do Paraná e pelo Juízo das Garantias da Comarca de Matelândia, sendo cumpridas em ação conjunta com equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar do Paraná. A operação contou com apoio das Corregedorias das Polícias Militar e Civil do Paraná.
Os objetos, aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos e documentos apreendidos serão submetidos à análise técnica pelas equipes do Gaeco e deverão auxiliar no aprofundamento das investigações, especialmente no mapeamento da movimentação financeira do grupo, na identificação de todos os envolvidos e na recuperação de eventual proveito econômico obtido com os crimes investigados
Passe livre – Conforme apurado até o momento, os policiais investigados se valiam dos cargos públicos e da estrutura estatal, com utilização de viaturas e do serviço de radiopatrulha, para realizar abordagens irregulares a compristas provenientes do Paraguai. Mediante o pagamento de propinas previamente ajustadas, os agentes garantiriam “passe livre” para o transporte de mercadorias estrangeiras e, de forma reiterada, desviariam parte dos produtos apreendidos — especialmente eletrônicos de alto valor — para proveito próprio, deixando de encaminhá-los aos órgãos competentes.
Drones e câmeras – Segundo as investigações, a associação criminosa utilizava sofisticada estrutura tecnológica e logística para monitoramento das atividades de fiscalização na região de fronteira. O grupo empregaria drones de alta performance e câmeras clandestinas instaladas em rotas rurais, postos de combustíveis e até nas proximidades da Aduana Brasileira, permitindo o acompanhamento, em tempo real, da circulação de compristas e da movimentação policial e aduaneira.
Segurança armada – As investigações também apontam o uso da estrutura policial para a prestação irregular de serviços de segurança privada armada em propriedade rural localizada no estado da Bahia, além da intermediação e comercialização ilegal de revólveres, pistolas e munições por meio de aplicativos de mensagens.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR ajuíza ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra vereadora de Matinhos e seu esposo, investigados pela prática de “rachadinha”
No Litoral do estado, o Ministério Público do Paraná ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra uma vereadora de Matinhos e seu esposo, investigados pela possível prática de “rachadinha”. Eles teriam exigido de assessores ocupantes de cargos em comissão lotados no gabinete da parlamentar valores referentes a diárias pagas pela Câmara Municipal a pretexto de participação em cursos e atividades na capital.
Os fatos apurados teriam ocorrido entre 2025 e 2026. Pelos mesmos delitos, a vereadora e seu esposo já foram denunciados pelo crime de concussão (quando um agente público exige vantagem indevida em razão do cargo que exerce), e a ação penal já foi recebida pelo Judiciário. (Processo 0002180-03.2026.8.16.0116).
Coação – As investigações tiveram início a partir de representação feita por uma assessora da vereadora, que seria uma das vítimas da prática criminosa. De acordo com o apurado, os assessores eram coagidos a solicitar à Câmara Municipal o pagamento de diárias para a realização de cursos em Curitiba, devendo entregar à parlamentar, em dinheiro ou por Pix, o saldo remanescente (os valores restantes das diárias que não foram utilizadas para o custeio de despesas pessoais e que deveriam ser devolvidos aos cofres da Câmara).
A maior parte das cobranças era feita em reuniões na residência da vereadora e de seu marido, para as quais os assessores eram convocados e orientados a deixarem seus celulares do lado de fora do ambiente.
Além da condenação dos dois por ato de improbidade administrativa, a Promotoria de Justiça requer o imediato afastamento do cargo da vereadora e a decretação da indisponibilidade de bens de ambos no montante de R$ 45.299,64, valor equivalente ao enriquecimento ilícito supostamente obtido pelos investigados.
Matéria anterior:
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
-
Esportes6 dias agoGrêmio perde para o Bolívar na altitude de La Paz e terá de reverter desvantagem na Arena
-
Educação6 dias agoProrrogado prazo para submissão em edital de projetos de extensão
-
Brasil5 dias agoFérias escolares no Nordeste: praias, cultura e história para aproveitar em família
-
Esportes6 dias agoAtlético-GO vence o Cuiabá fora de casa e termina turno próximo do G-6
-
Esportes6 dias agoCorinthians volta da paralisação da Copa com goleada sobre o Remo e se aproxima do G5 do Brasileirão
-
Esportes6 dias agoBotafogo empata sem gols com o Vitória no Nilton Santos
-
Esportes7 dias agoPalmeiras vence o Coritiba e segue isolado na liderança do Brasileirão
-
Política Nacional5 dias agoLei reconhece dia dos rotaractianos, jovens com atuação humanitária
