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MPPR expede recomendação para que municípios da Região Metropolitana da capital promovam melhorias no atendimento a idosos e pessoas com deficiência

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O Ministério Público do Paraná encaminhou recomendação administrativa aos prefeitos de Almirante Tamandaré, Campo Magro, Itaperuçu, Rio Branco do Sul, Cerro Azul, Bocaiuva do Sul, Adrianópolis, Tunas do Paraná e Doutor Ulysses – todos municípios da Região Metropolitana de Curitiba – para que sejam promovidas ações para a qualificação do atendimento às pessoas idosas e às pessoas com deficiência. O documento, encaminhado nesta terça-feira, 5 de setembro, pelas Promotorias de Justiça das comarcas, decorre da identificação de diversas falhas e omissões dos serviços municipais no atendimento a esses segmentos da população.

Um dos problemas constatados foi a dificuldade dos profissionais da rede socioassistencial na identificação de situações de vulnerabilidade vividas por pessoas idosas, especialmente aquelas que não contam com estrutura familiar para os cuidados necessários. Outro aspecto que chamou a atenção das Promotorias de Justiça foi o intenso deslocamento e trânsito de pacientes entre os municípios, especialmente para o encaminhamento a Instituições de Longa Permanência de Idosos, o que demonstra dificuldades de compatibilização de fluxogramas e estruturas de trabalho entre os profissionais das redes de proteção envolvidos. Também foi apontada na recomendação a necessidade de que os idosos e as pessoas com deficiência atendidos pelos Municípios recebam acompanhamento contínuo da rede socioassistencial até que cessem as situações de vulnerabilidade observadas, o que não estaria acontecendo na prática.

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A recomendação é assinada pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, pela 2ª Promotoria de Justiça de Rio Branco do Sul, pela Promotoria de Justiça de Cerro Azul e pela Promotoria de Justiça de Bocaiúva do Sul e foi elaborada com a colaboração do Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex), unidade especializada do MPPR. No documento, foram elencadas diversas providências a serem adotadas pelos Municípios e pelos Conselhos Municipais da Pessoa Idosa e da Assistência Social para a melhoria dos serviços, sendo concedido prazo de dez dias para que as unidades do MPPR sejam informadas sobre o acatamento das medidas recomendadas.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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Família de paciente que recebeu polilaminina destaca estrutura e agilidade do Estado

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Os pais da jovem Ana Beatriz Cruz, que recebeu a aplicação da polilaminina no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, entre a noite de terça-feira (16) e a madrugada desta quarta-feira (17), destacaram o apoio recebido do Governo do Estado durante o atendimento da filha na unidade hospitalar que é gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e referência no atendimento de traumas.

Ana Beatriz está internada no Hospital do Trabalhador desde o último sábado (13), quando foi atingida por um galho de árvore enquanto passeava com a família em Curitiba. Ela deu entrada na unidade em estado gravíssimo, com risco iminente de morte.

A mãe, Vanessa Stubinski, contou que após o incidente, ficou em choque sem saber o que fazer. No primeiro momento, ligou para o ex-marido, que mora em São Paulo, em busca de apoio e também para ver se o plano de saúde de Ana cobriria o atendimento necessário. Mas não foi necessário, pois a jovem foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador, com o atendimento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De imediato, Ana Beatriz passou por uma cirurgia.

“No sábado foi aquela sensação de achar que ela não ia conseguir sobreviver. Com fé, sabia que as coisas iriam acontecer. Eu fiquei desesperada e liguei para o pai dela, porque eu achava que não daria conta sozinha e também para ver a questão do plano de saúde. O plano de saúde dela nem atenderia aqui em Curitiba e não teríamos como levar para São Paulo e arcar com o custo que seria altíssimo”, explicou Vanessa. “Quando chegamos aqui, ela já foi encaminhada, atendida e em menos de 12 horas fez a cirurgia. Foi quando comecei a respirar aliviada, mas até que veio a constatação de que ela havia perdido o movimento das pernas”, completou.

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Após isso, os médicos do HT comentaram com a família sobre o tratamento com a polilaminina, a unidade, inclusive, realizou a primeira aplicação da proteína em Curitiba no mês de março. Os médicos deram o apoio para que a família fizesse contato com a equipe de pesquisadores e realizasse o trâmite junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que Ana Beatriz pudesse receber o tratamento experimental. A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. Ela é desenvolvida a partir da laminina, proteína que já existe no corpo humano e é encontrada em grande quantidade na placenta. 

“O médico nos falou da proteína, que já havia sido aplicada aqui e que aqui era o melhor hospital para ela estar naquele momento na situação em que ela se encontrava. Tivemos o apoio do hospital e também o avião do Estado que foi buscar a equipe e a proteína. Achei incrível a prontidão em atender ela, fazer toda essa movimentação, a rapidez e eficiência no tempo hábil para aplicação da proteína. Só tenho a agradecer. Nossa expectativa está alta e a gente é muito grata ao hospital e ao Estado por ter prestado todo esse apoio para gente. Não ficamos desamparados em nenhum momento”, destacou Vanessa.

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A mesma opinião tem o pai de Ana Beatriz, Tiago Cruz, que falou de todo atendimento recebido pelo Estado e assistência de todos os profissionais do Hospital do Trabalhador. “Os médicos explicaram certinho todo o procedimento, tivemos toda a assistência do hospital. Fiquei surpreso de forma positiva. Só temos a agradecer todo o apoio e ao próprio governador Ratinho Junior que liberou a aeronave. Fico bem grato por essa agilidade e atendimento”, disse.

POLILAMININA – A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. O procedimento integra o Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo), autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto seguem os estudos clínicos para avaliação da segurança e da eficácia da substância. No Brasil, 87 pacientes já receberam a proteína, sendo 17 no Paraná.

Fonte: Governo PR

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