Paraná
MPPR discute políticas públicas e direitos educacionais de pessoas com Síndrome de Down e desafios na aprendizagem
As políticas públicas e os direitos educacionais que devem ser assegurados a todas as pessoas com Síndrome de Down serão apresentados em live promovida pelo Ministério Público do Paraná nesta quinta-feira, dia 21 de março, a partir das 9h30. O evento, aberto à população, marcará na instituição o Dia Internacional da Síndrome de Down e o Dia Estadual da Conscientização sobre a referida síndrome, conforme previsto na Lei Estadual 20.599/2021.
Na oportunidade, serão detalhados aspectos sobre questões como o direito a frequência na rede regular de ensino, ao professor/profissional de apoio, ao Plano Educacional Individualizado e a todo o suporte educacional necessário para garantir uma efetiva educação na perspectiva inclusiva. Tais direitos não são exclusivos às pessoas com Síndrome de Down, mas também a quem tem qualquer tipo de deficiência, Transtorno do Espectro Autista, altas habilidades/superdotação e transtornos globais de desenvolvimento.
A exposição sobre o assunto será feita pela pesquisadora Meire Cavalcante, especialista em educação inclusiva e em criação de produtos editoriais em educação. Ela também buscará promover a conscientização da população sobre a síndrome e outros fatores que geram dificuldades e que muitas vezes tornam os sujeitos alvos de preconceito.
O evento é organizado pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Criança e do Adolescente e da Educação e pela Escola Superior do Ministério Público do Paraná.
Clique aqui para acessar a transmissão.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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