Política Nacional
Motta quer gestão moderna e inovadora e anuncia medidas para aumentar a eficiência na Câmara
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou diversas ações e melhorias para aumentar a eficiência da gestão administrativa da Casa. Ele afirmou que quer deixar um legado de modernização e inovação na instituição.
Motta participou de evento nesta quinta-feira (11) para apresentar aos funcionários os novos dirigentes da Casa. O presidente também anunciou medidas nas áreas de tecnologia, infraestrutura e gestão organizacional.
“Queremos um trabalho de cooperação para termos mudança do ponto de vista estrutural da Casa. Essa construção vem sendo gestada pelo corpo técnico para melhorar cada vez mais nosso ambiente de trabalho e estimular nosso corpo de funcionários, porque, se não tivermos essa visão, o servidor não vai buscar cada vez mais o seu melhor”, disse Motta.
O presidente destacou ainda que a Casa vai passar por uma reorganização administrativa, para trazer mais eficiência e diminuir instâncias burocráticas. Ele quer foco na meritocracia e na produtividade, por meio da ampliação do programa de resultados, que motiva o servidor a produzir mais e a se engajar mais no trabalho da Casa.
“Vamos partir para uma nova fase do programa de resultados, instituir a meritocracia e a produtividade, para que, através da mudança organizacional, tenhamos servidores com motivação, engajamento e transparência de resultados. O objetivo é reconhecer os servidores que produzem mais, que se esforçam mais, para terem mais benefícios“, afirmou o presidente.

Desempenho do mandato
O novo diretor-geral da Câmara, Guilherme Brandão, afirmou que o objetivo da nova gestão é criar condições para que os deputados possam desempenhar o mandato da melhor maneira possível.
“A visão do presidente Hugo Motta me inspirou a aceitar o cargo, e vi a oportunidade de uma gestão marcante, de deixar um legado para a instituição“, afirmou.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Câmara dos Deputados
Política Nacional
Deputados de oposição comemoram e governistas criticam rejeição do Senado a Messias no STF
A rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi comemorada por deputados da oposição, em discursos no Plenário da Câmara. Parlamentares da base do governo, porém, avaliaram que o Senado “virou as costas” para o povo com a decisão. O nome de Messias foi rejeitado nesta quarta-feira (29) por 42 a 34 votos dos senadores.
A oposição classificou a rejeição de Messias como “vitória da democracia” contra o que chamam de tentativa de aparelhamento do Judiciário. Para o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), a votação marca “a maior vitória” dentro do Congresso em defesa do Estado Democrático de Direito. “Esta vitória não é nossa, não é da oposição, não é do Senado nem da Câmara. Esta vitória é do povo brasileiro”, declarou.
A base do governo, por sua vez, acusou o Senado de virar as costas para o povo brasileiro e para a democracia. “Os inimigos do povo não respeitaram o voto soberano e popular na indicação do ministro do Supremo, de uma pessoa ilibada, decente, coerente, evangélico”, disse o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC). Segundo ele, a democracia e o povo brasileiro vão derrotar os que estão contra o governo nas próximas eleições.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o Executivo viu, com a votação, “as costas” do Senado Federal. “Parabéns aos senadores pelo recado duro que hoje deram ao governo”, disse.
Já o deputado Helder Salomão (PT-ES) reforçou que a ação do Senado foi contra o povo brasileiro. “Hoje rejeitam a indicação de um homem íntegro, preparado, com todas as qualificações para ser um ministro”, lamentou.
Indicação
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro de 2025.
Com a rejeição, a mensagem indicando Messias foi arquivada, e o presidente Lula terá de encaminhar um novo nome para preencher a vaga deixada por Barroso no STF.
Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. O STF foi criado em 1890, após a Proclamação da República.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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