Connect with us


Política Nacional

Motta quer gestão moderna e inovadora e anuncia medidas para aumentar a eficiência na Câmara

Publicado em

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou diversas ações e melhorias para aumentar a eficiência da gestão administrativa da Casa. Ele afirmou que quer deixar um legado de modernização e inovação na instituição.

Motta participou de evento nesta quinta-feira (11) para apresentar aos funcionários os novos dirigentes da Casa. O presidente também anunciou medidas nas áreas de tecnologia, infraestrutura e gestão organizacional.

“Queremos um trabalho de cooperação para termos mudança do ponto de vista estrutural da Casa. Essa construção vem sendo gestada pelo corpo técnico para melhorar cada vez mais nosso ambiente de trabalho e estimular nosso corpo de funcionários, porque, se não tivermos essa visão, o servidor não vai buscar cada vez mais o seu melhor”, disse Motta.

O presidente destacou ainda que a Casa vai passar por uma reorganização administrativa, para trazer mais eficiência e diminuir instâncias burocráticas. Ele quer foco na meritocracia e na produtividade, por meio da ampliação do programa de resultados, que motiva o servidor a produzir mais e a se engajar mais no trabalho da Casa.

Leia mais:  Congresso analisa crédito de R$ 33,6 milhões para projetos de irrigação

“Vamos partir para uma nova fase do programa de resultados, instituir a meritocracia e a produtividade, para que, através da mudança organizacional, tenhamos servidores com motivação, engajamento e transparência de resultados. O objetivo é reconhecer os servidores que produzem mais, que se esforçam mais, para terem mais benefícios“, afirmou o presidente.

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Apresentação da nova gestão da Câmara e da agenda do biênio 2025-2026.
Motta entre os novos dirigentes da Câmara

Desempenho do mandato
O novo diretor-geral da Câmara, Guilherme Brandão, afirmou que o objetivo da nova gestão é criar condições para que os deputados possam desempenhar o mandato da melhor maneira possível.

“A visão do presidente Hugo Motta me inspirou a aceitar o cargo, e vi a oportunidade de uma gestão marcante, de deixar um legado para a instituição“, afirmou.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook

Política Nacional

Comissão aprova proibição de leilão e penhora de espaços culturais tombados

Published

on

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 66/2026, do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que proíbe a penhora, o leilão e outras formas de expropriação de imóveis indispensáveis à preservação de bens tombados ou de patrimônios culturais imateriais reconhecidos pelo poder público.

A vedação vale sempre que o ato puder:

  • comprometer a continuidade, a integridade ou a autenticidade do bem cultural;
  • alterar o uso do espaço de forma incompatível com sua função cultural; e
  • descaracterizar social, simbólica, econômica ou funcionalmente a prática protegida.

A regra vale para execuções fiscais, trabalhistas, cíveis ou administrativas, contra entes públicos ou privados. O projeto busca proteger o chamado “espaço cultural essencial”, o imóvel público ou privado com função indispensável para a manutenção desses bens tombados.

Se já houver processo judicial ou administrativo de penhora ou leilão sobre um desses bens, o juiz ou a autoridade competente é obrigado a suspender a ação de forma imediata.

A medida pode ser determinada de ofício ou a pedido do Ministério Público, do órgão de proteção ao patrimônio cultural ou de entidade representativa da comunidade envolvida.

A suspensão não impede a apuração da dívida. O projeto determina que sejam priorizadas soluções alternativas, como negociação, parcelamento ou compensação. Qualquer decisão que afaste a suspensão deverá ser expressamente fundamentada, sob pena de nulidade.

Leia mais:  Maia recebe governadores nesta terça para negociar inclusão dos estados na PEC da Previdência

Exceções
O projeto admite exceções à proibição, porém somente se forem cumpridos cumulativamente os seguintes requisitos:

  • parecer técnico favorável do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou de órgão cultural competente;
  • estudo de impacto cultural, social e econômico, com participação da comunidade;
  • autorização expressa do Poder Legislativo correspondente — Congresso Nacional, Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa ou Câmara Municipal —, conforme o nível de reconhecimento do bem.

O estudo de impacto cultural deverá avaliar a historicidade da prática, os vínculos sociais e identitários com o espaço, a possibilidade real de continuidade em outro local e os impactos sobre trabalho e renda. A ausência de qualquer requisito torna o ato nulo.

Alternativas à expropriação
O poder público deverá priorizar saídas que preservem o espaço cultural, como a renegociação de dívidas, a transferência da gestão do imóvel para associações ou cooperativas da comunidade e a celebração de convênios ou parcerias voltadas à sustentabilidade do bem protegido.

Lindbergh Farias citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro — sede do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, reconhecido por lei federal como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil —, como exemplo do problema que o projeto busca resolver.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Situação da BR-393 no trecho entre Jamapará (Sapucaia/RJ) e Volta Redonda/RJ. Dep. Lindbergh Farias (PT-RJ)
Lindbergh citou a ameaça de leilão do imóvel da Feira de São Cristóvão, no Rio

Leia mais:  Senado aprova acordo de cooperação técnica entre Brasil e Fiji

Para a relatora, deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) o projeto assegura, na prática, a continuidade das manifestações culturais. “A eventual alienação ou descaracterização desses espaços não representa apenas uma mudança de titularidade patrimonial, mas pode implicar a ruptura de vínculos históricos, sociais e simbólicos que sustentam determinadas práticas culturais”, disse.

Sâmia Bomfim afirmou que as alternativas propostas pelo projeto, como a renegociação de dívidas, a gestão compartilhada e a celebração de parcerias, oferecem uma perspectiva equilibrada entre a proteção do patrimônio cultural e a viabilidade econômica dos espaços envolvidos, buscando o diálogo e o consenso.

Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262