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Política Nacional

Moro questiona troca de delegado da PF em investigação sobre fraudes no INSS

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (19), o senador Sergio Moro (PL-PR) criticou a substituição do delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo o parlamentar, o delegado que foi substituído atuava com independência nas apurações e conduzia diligências que abrangiam suspeitas relacionadas ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao elogiar a atuação do delegado (Guilherme Figueiredo Silva), Moro afirmou que a troca ocorreu sem justificativa pública e sem comunicação prévia ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso.

— Causa perplexidade que, num caso dessa envergadura, os policiais e o policial-chefe responsável tenham sido substituídos sem que exista uma causa, sem que exista um motivo que possa ser exposto publicamente. Faço um paralelo com a Operação Lava Jato. Se houvesse a substituição, naquela época, de algum delegado responsável pela condução das investigações ou do próprio superintendente da Polícia Federal, em Curitiba, haveria uma revolta popular — disse.

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Moro informou ainda que a oposição apresentou um requerimento para convocar o diretor-geral da Polícia Federal ao Congresso Nacional, a fim de que ele  preste esclarecimentos sobre essa substituição.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Centros de educação tecnológica de MG e do RJ viram universidades

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Os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) de Minas Gerais e do Rio de Janeiro foram transformados em universidades federais. É o que determina lei sancionada sem vetos na quinta-feira (24) e publicada no Diário Oficial da União desta sexta (25). As instituições passam a se chamar Universidade Federal de Ciência e Inovação de Minas Gerais e Universidade Federal de Ciência e Inovação do Rio de Janeiro.

A Lei 15.521, de 2026, já em vigor, tem origem no Projeto de Lei (PL) 4.952/2026, aprovado no Plenário no início de setembro, com relatoria do senador Camilo Santana (PT-CE). Segundo o relatório, a transformação dará às instituições autonomia universitária e permitirá ampliar atividades de pesquisa e unidades de ensino. O texto também prevê a manutenção da oferta de educação profissional técnica de nível médio.

“Ao longo das últimas décadas, ambos ampliaram significativamente sua atuação na educação superior, na pós-graduação e na pesquisa aplicada. A conversão representa medida compatível com sua evolução institucional”, afirma o relatório. O Cefet-RJ tem oito campi e o Cefet-MG, 11, segundo o texto.

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A implantação das novas universidades fica condicionada à previsão de recursos no Orçamento federal. De acordo com o relatório, a transformação não implicará aumento imediato de despesas com pessoal.

Pleito antigo

A transformação era reivindicada pelas instituições havia décadas. Os dois centros foram transformados em Cefets em 1978 e permaneceram como os únicos da categoria após a criação dos institutos federais, em 2008. As instituições oferecem educação profissional técnica e cursos de nível superior, além de atividades de pesquisa e extensão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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