Agro
Moratória da soja: tecnologias garantem transparência e mantêm confiança do mercado internacional
Importância da moratória para a imagem internacional
A moratória não é apenas uma cláusula contratual: tornou-se um selo de reputação do Brasil no comércio internacional. Países como União Europeia, Reino Unido e Estados Unidos têm reforçado legislações contra produtos vinculados ao desmatamento, tornando essencial para o Brasil, maior exportador mundial de soja, manter sua imagem de fornecedor confiável.
Segundo Vivian Marques Braga, especialista em compliance e governança corporativa:
“Qualquer fragilidade no controle da moratória pode rapidamente se transformar em barreira comercial.”
Sustentabilidade integrada à produtividade
A adoção de práticas de manejo sustentável, uso racional da água e eficiência produtiva deixou de ser apenas um diferencial competitivo, passando a integrar o pacote de credibilidade do agro brasileiro perante o mercado internacional.
Empresas como a Hydroplan-EB têm investido em pesquisa e inovação para oferecer tecnologias avançadas ao setor. Um exemplo é a linha HB10, composta por três soluções — Plus, Pivot e Drip — desenvolvidas para irrigação de precisão.
Esses sistemas permitem reduzir o consumo de água e energia, aumentar produtividade e rentabilidade, sem a necessidade de expandir áreas cultivadas, contribuindo para a preservação de biomas sensíveis.
Irrigação eficiente como indicador de sustentabilidade
Para Loremberg Moraes, diretor da Hydroplan-EB:
“Quando falamos de soja ou qualquer outra commodity, a irrigação eficiente é um indicador de sustentabilidade. Mostrar que é possível produzir mais com menos reforça a confiança do mercado internacional.”
Plataformas digitais e rastreabilidade
A integração de sistemas de irrigação a plataformas digitais permite gerar relatórios auditáveis sobre consumo hídrico e manejo. Essa tecnologia oferece maior previsibilidade diante de períodos de estiagem ou excesso de chuva e fortalece a rastreabilidade exigida por compradores internacionais, consolidando a posição do Brasil como líder confiável no comércio global de soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Cadeia da soja e biodiesel cresce 11,7% em 2025 e amplia participação no PIB do agronegócio brasileiro
A cadeia produtiva da soja e do biodiesel consolidou ainda mais sua relevância para a economia brasileira em 2025. Levantamento do Cepea, da Esalq/USP, em parceria com a Abiove, aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) do setor cresceu 11,72% no ano, impulsionado pela safra recorde de soja 2024/25, maior processamento industrial e fortalecimento da produção de biodiesel.
Com o avanço, a cadeia passou a representar 21,6% do PIB do agronegócio brasileiro e 5,4% do PIB nacional, reforçando a importância estratégica da soja para geração de renda, empregos, exportações e abastecimento das cadeias de proteína animal e energia renovável.
Safra recorde de soja impulsiona toda a cadeia produtiva
O principal motor do crescimento foi a safra histórica de soja 2024/25, estimada em 171,5 milhões de toneladas.
A ampla oferta do grão estimulou toda a cadeia econômica ligada ao setor, desde fabricantes de fertilizantes e máquinas até indústrias de esmagamento, transporte, logística e exportação.
Segundo o levantamento, o segmento de insumos avançou 2,71% em 2025, impulsionado pela expansão da área cultivada e pela intensificação tecnológica nas propriedades rurais.
O movimento fortaleceu a demanda por defensivos agrícolas, sementes, fertilizantes e equipamentos, ampliando a atividade econômica antes mesmo da produção chegar ao campo.
Processamento recorde fortalece indústria da soja
Na agroindústria, o crescimento acumulado chegou a 5,21% no ano, com destaque para o esmagamento da soja, que avançou 5,15%.
O aumento da disponibilidade de matéria-prima e a demanda firme por derivados sustentaram o ritmo da indústria processadora tanto no mercado interno quanto nas exportações.
O farelo de soja permaneceu entre os principais destaques do setor. O consumo interno bateu recorde em 2025, impulsionado pela forte demanda das cadeias de aves, suínos e bovinos confinados.
Além do mercado doméstico aquecido, as exportações de farelo também cresceram ao longo do ano.
Para a pecuária, o cenário reforça a disponibilidade de um dos principais componentes das rações utilizadas em sistemas intensivos e semiconfinados, fator relevante para os custos de produção animal.
Biodiesel cresce com aumento da mistura obrigatória
Outro destaque do levantamento foi o desempenho do biodiesel. O PIB do segmento avançou 8,51% em 2025, impulsionado pela ampliação da mistura obrigatória no diesel comum, que passou de 14% para 15% a partir de agosto.
A mudança elevou a demanda por óleo de soja no mercado interno e fortaleceu a produção do biocombustível em diversas regiões do país.
O aumento da industrialização contribuiu para novo recorde de produção de biodiesel e ampliou os investimentos na cadeia energética ligada ao agronegócio brasileiro.
Na indústria de rações, o crescimento foi de 2,80%, puxado principalmente pela avicultura e pela demanda doméstica por proteína animal.
Agrosserviços avançam e setor amplia geração de empregos
Os agrosserviços registraram uma das maiores altas entre os segmentos avaliados, com crescimento de 9,4% em 2025.
O avanço refletiu o maior ritmo da atividade no campo e da agroindústria, fortalecendo áreas como armazenagem, transporte, comercialização e logística agrícola.
A cadeia da soja e do biodiesel encerrou o ano com 2,39 milhões de trabalhadores ocupados, crescimento de 5,52% frente ao ano anterior.
Os maiores avanços ocorreram nos segmentos de insumos, biodiesel e serviços ligados ao agro.
Segundo os pesquisadores, a produção de soja segue altamente mecanizada, o que explica a redução proporcional de vagas diretamente ligadas ao cultivo agrícola e parte das indústrias de esmagamento.
Exportações crescem em volume e consolidam liderança brasileira
As exportações da cadeia da soja e biodiesel somaram 133,72 milhões de toneladas em 2025, avanço de 7,75% sobre o ano anterior.
Mesmo com o aumento no volume embarcado, a receita total recuou 1,46%, encerrando o período em US$ 53,46 bilhões. O movimento foi influenciado pela queda dos preços internacionais da soja e derivados diante da ampla oferta global.
Ainda assim, produtos como óleo de soja, biodiesel e glicerol apresentaram crescimento relevante nas exportações em valor.
A China permaneceu como principal destino da soja brasileira em 2025, enquanto União Europeia, Índia e países do Sudeste Asiático ampliaram as compras de produtos da cadeia nacional.
Industrialização amplia geração de riqueza no agro
O levantamento do Cepea e da Abiove mostra ainda que a industrialização da soja continua sendo decisiva para ampliar a geração de riqueza no Brasil.
Segundo o estudo, cada tonelada de soja produzida e processada gerou R$ 7.608 em PIB em 2025 — valor mais de quatro vezes superior ao gerado pela exportação direta do grão sem processamento.
O desempenho reforça a importância da agregação de valor dentro do país e consolida a cadeia da soja e biodiesel como um dos principais pilares do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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