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Monitor da ANA aponta avanço da seca fraca no Centro-Oeste do Paraná em fevereiro

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A chuva abaixo da média ocasionou o avanço da seca fraca no Centro-Oeste do Paraná em fevereiro de 2026. Este é o resultado do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), publicado nesta segunda-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Em todo o mês de fevereiro, seis estações meteorológicas do Simepar registraram um acumulado abaixo de 60 mm. O menor volume foi em Santo Antônio da Platina, onde a média histórica de chuva para fevereiro é de 137 mm, e a estação meteorológica registrou apenas 8,2 mm. Não chove na cidade um acumulado de mais de 5 mm em um dia desde 1º de janeiro.

“O verão de 2025 e 2026 foi marcado no Centro-Oeste, parte do Sudoeste e microrregião de Cascavel por chuvas regulares. É o período que mais chove no ano, porém, neste verão as chuvas não foram bem distribuídas. Não houve uma atuação dos sistemas de precipitação de forma frequente, então o trimestre terminou com chuvas abaixo da média histórica. Tivemos um verão típico em termos de temperatura, mas as chuvas não vieram como se fosse um ano normal”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Além do avanço da seca fraca no Centro-Oeste, o Monitor de Secas mantém o registro de seca moderada no Norte Pioneiro, seca grave em algumas cidades que fazem divisa com o estado de São Paulo, e seca fraca no resto do Paraná – com exceção do Noroeste, extremo Oeste e extremo Sudoeste.

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Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, afetando apenas a agricultura.

“A anomalia negativa de precipitação culminou em um avanço da seca fraca, que já era observada em janeiro no Sudoeste e no Centro do Estado. Ela avançou até o leste da região Oeste, grande parte do Sudoeste também, e ao sul da região Noroeste do Estado. Estamos falando de Cianorte, Campo Mourão e parte de Cascavel. A ausência de chuva foi provocada pela atuação de mais massas de ar seco, ao invés de uma grande concentração de umidade na atmosfera, que é esperada para esta época do ano, mas não aconteceu”, detalha Reinaldo.

A plataforma de inteligência climática do Simepar, o Simeagro, aponta que a falta de chuva tem ocasionado atrasos na germinação do milho safrinha nas regiões Norte e Oeste.

“É possível perceber um atraso do crescimento das plantas já ocasionado pela falta de chuva, que persistiu até o início de março. É esperada a chegada de chuvas com volumes um pouco maiores nos próximos dias, mas, ainda assim, tem um grande risco de um atraso de crescimento nas plantas ocasionar problemas futuros, com a entrada em novos períodos de calor”, explica Bernardo Lipski, engenheiro agrônomo do Simepar.

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O MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017, a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar, todos os meses, faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

Além dos registros no Paraná, no Brasil, o Monitor de Secas de fevereiro aponta seca extrema no norte do Nordeste; seca grave também no Nordeste e em áreas de Minas Gerais, São Paulo e Goiás; seca moderada em áreas do Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudoeste do país; e seca fraca principalmente na região Sul, no Mato Grosso, Minas Gerais e região amazônica.

Fonte: Governo PR

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BRDE destina R$ 95 milhões para apoiar projetos de inovação no Paraná

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) destinou R$ 95,1 milhões para financiar projetos de inovação de micro, pequenas e médias empresas do Paraná. Já em operação, o Programa Inova Paraná atende empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões e busca ampliar a capacidade de investimento e a competitividade dos negócios paranaenses.

Os recursos podem financiar desde o desenvolvimento de um novo produto ou processo até a modernização tecnológica de linhas de produção e atividades de prestação de serviços. O programa também inova ao prever uma modalidade de capital de giro voltada especificamente a empresas inovadoras.

“O Paraná construiu um ambiente de inovação cada vez mais diversificado, que reúne universidades, parques tecnológicos, startups e empresas de diferentes portes”, afirma o diretor-presidente do BRDE, Heraldo Neves. Segundo ele, como integrante do Sistema Paranaense de Fomento, o papel do BRDE é contribuir para que boas ideias, conhecimento e modernização produtiva se transformem em investimento e renda. “Com o Inova Paraná, ampliamos as alternativas de crédito para que as empresas possam incorporar tecnologia e inovar com condições adequadas ao ciclo desses projetos”.

O Inova Paraná está estruturado em três modalidades. A linha de Desenvolvimento da Inovação financia projetos para criação de novos produtos, processos e serviços ou o aprimoramento dos já existentes. Nessa modalidade, o crédito pode chegar a R$ 3 milhões por CNPJ, com taxa de TR + 6% ao ano e prazo de até 84 meses, incluindo até 12 meses de carência.

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Na modalidade de Transformação Digital, são apoiados investimentos de até R$ 2 milhões por CNPJ, com prazo de até 60 meses. Entre os itens financiáveis estão máquinas, equipamentos, dispositivos e softwares integrados que incorporem tecnologias como inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem, Big Data, segurança digital, manufatura aditiva e digital, integração de sistemas, digitalização de processos, sistemas de simulação e robótica avançada. A taxa é de TR + 9% ao ano.

Já a linha de Capital de Giro para Empresas Inovadoras disponibiliza até R$ 1 milhão por CNPJ, com prazo de até 48 meses e taxa de TR + 9% ao ano. Podem se enquadrar nessa modalidade empresas que tenham recebido apoio da Finep por financiamento ou subvenção econômica, tenham sido beneficiadas por programas do BNDES voltados à inovação, possuam registro de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) nos últimos 48 meses ou estejam instaladas em parques tecnológicos do Paraná.

As taxas previstas pelo programa já consideram o bônus de adimplência. Em todas as modalidades, a carência pode chegar a 12 meses. O limite total das operações é de R$ 4 milhões por grupo econômico em cada exercício anual.

RECURSOS – A dotação de R$ 95,1 milhões tem origem no Fundo Impulsiona Sul e os recursos são destinados ao Programa BRDE Promove Sul. A carteira do Inova Paraná é operada exclusivamente pela Agência do BRDE no Paraná, reforçando a disponibilidade de funding para investimentos de empresas instaladas no Estado.

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A iniciativa amplia o conjunto de instrumentos utilizados pelo BRDE para apoiar a inovação empresarial, combinando financiamento ao desenvolvimento de produtos e processos, incorporação de novas tecnologias e fortalecimento financeiro de empresas que já apresentam características inovadoras.

FINEP – Além dos recursos próprios e dos programas estruturados pelo Banco, o BRDE também atua como agente financeiro da Finep – Financiadora de Estudos e Projetos, empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Nesse contexto, o Inova Paraná funciona como uma fonte complementar de financiamento, uma vez que amplia a capacidade do Banco de atender à demanda por crédito para inovação mesmo diante da disponibilidade periódica dos recursos repassados pela financiadora federal.

“O Inova Paraná amplia nossa capacidade de atender uma demanda crescente das empresas por recursos para inovar. Ao complementar as linhas que já operamos, o programa nos dá mais condições de apoiar projetos em diferentes momentos e manter uma oferta mais contínua de crédito para inovação no Paraná”, explica o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke.

Mais informações sobre o programa, condições de financiamento e critérios de enquadramento no site www.brde.com.br.

Fonte: Governo PR

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