Agro
Mercados globais em 2026: bolsas mostram volatilidade com tecnologia em foco
Os mercados acionários internacionais seguem marcados por forte volatilidade em 2026, refletindo a pressão sobre as empresas de tecnologia e a incerteza em torno dos investimentos bilionários em inteligência artificial (IA). Enquanto isso, o Ibovespa mantém desempenho mais estável, com períodos de valorização mesmo diante do cenário externo instável.
Wall Street recua com pressão sobre empresas de tecnologia
Em Nova York, os principais índices encerraram o pregão em queda, com destaque para as perdas no setor de tecnologia. O S&P 500 recuou mais de 1%, ficando abaixo dos 6.800 pontos, enquanto o Nasdaq teve desvalorização ainda mais acentuada. As preocupações aumentaram após a Alphabet, controladora do Google, sinalizar novos aportes em IA, o que deve manter elevados os custos operacionais no curto prazo.
Os futuros de Wall Street apontam leve recuperação, apoiados por ganhos pontuais em empresas de tecnologia e serviços digitais. O movimento, porém, segue contido pela expectativa de resultados mistos e por dados econômicos que indicam um mercado de trabalho norte-americano mais fraco.
Europa apresenta desempenho misto com incerteza sobre juros
Na Europa, os índices operam de forma divergente. O FTSE 100, do Reino Unido, avança levemente impulsionado por bancos e empresas de energia, enquanto o DAX (Alemanha) e o CAC 40 (França) permanecem sob pressão. A decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter as taxas de juros inalteradas, sem sinalizar novos cortes, trouxe cautela aos investidores.
O índice STOXX 600, que reúne as principais ações europeias, caiu mais de 1%, registrando uma das maiores perdas diárias dos últimos dois anos.
Bolsas asiáticas recuam com queda nos metais e tecnologia
As bolsas asiáticas encerraram a semana em terreno negativo, acompanhando o desempenho fraco das ações de tecnologia nos EUA e na Europa. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,21%, pressionado por perdas no setor de semicondutores e pela desvalorização dos metais preciosos.
Na China, o Shanghai Composite recuou 0,25% e o CSI 300 perdeu 0,57%. A forte queda de cerca de 14% nos futuros da prata afetou empresas do setor de mineração. O fundo de futuros de prata da China teve sua quinta sessão consecutiva de queda, atingindo o limite diário de desvalorização de 10%.
O Nikkei 225, do Japão, destoou do cenário geral e subiu 0,8%, beneficiado pela recuperação de papéis industriais. Já o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,44%, e o Taiex, de Taiwan, teve leve baixa de 0,06%.
Ibovespa mostra força em meio à volatilidade global
No Brasil, o Ibovespa vem apresentando resiliência em 2026, com cotações próximas de 182 mil pontos em meio à aversão ao risco global. A bolsa brasileira tem sido sustentada pelo bom desempenho de empresas ligadas a commodities, energia e agronegócio, além da expectativa de juros mais baixos no país.
O movimento indica que investidores internacionais continuam vendo o Brasil como alternativa atrativa diante da instabilidade em mercados desenvolvidos.
Commodities e criptomoedas buscam estabilidade
As commodities metálicas e agrícolas apresentam leve recuperação, após uma semana de quedas. O ouro voltou a se estabilizar, enquanto a prata tenta se reerguer após forte desvalorização nos mercados asiáticos.
Entre os ativos digitais, o Bitcoin recupera parte das perdas recentes, acompanhando a tendência global de busca por diversificação em ativos alternativos.
Panorama geral dos índices nesta sexta-feira (06/02/2026)
- Ibovespa (Brasil): alta próxima de 0,5%, em torno de 182.300 pontos
- S&P 500 (EUA): queda de 1,2%
- Nasdaq (EUA): baixa de 1,6%
- Dow Jones (EUA): recuo de 1,2%
- FTSE 100 (Reino Unido): leve alta de 0,3%
- DAX (Alemanha): queda de 0,46%
- CAC 40 (França): baixa de 0,29%
- Nikkei 225 (Japão): alta de 0,8%
- Hang Seng (Hong Kong): queda de 1,21%
- ASX 200 (Austrália): recuo de 2,03%
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Safrinha de milho 2026: colheita começa em Goiás com produtividade abaixo do potencial após estiagem
A colheita da segunda safra de milho 2026 começou no sudoeste de Goiás e já revela os desafios enfrentados pelos produtores ao longo do ciclo. Embora as primeiras áreas apresentem produtividade satisfatória, os impactos da estiagem registrada durante o desenvolvimento das lavouras devem limitar o potencial produtivo da safra no estado.
Na área de atuação da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), cerca de 1% dos 1,1 milhão de hectares cultivados já foram colhidos. Em Rio Verde, principal polo agrícola da região, os trabalhos avançam sobre aproximadamente 3% dos 400 mil hectares plantados com milho safrinha.
Primeiras áreas apresentam bons resultados
Segundo informações do departamento técnico da cooperativa, as áreas consideradas mais favorecidas apresentaram produtividade inicial em torno de 7.200 quilos por hectare, resultado considerado positivo para o início da colheita.
Entretanto, a expectativa é que esse desempenho não represente a realidade da maior parte das lavouras que ainda serão colhidas.
A falta de chuvas em momentos decisivos do ciclo comprometeu o desenvolvimento das plantas em diversas regiões produtoras, reduzindo significativamente o potencial produtivo da safra.
“Os primeiros resultados são de áreas nobres, que receberam melhores condições de desenvolvimento. A tendência é de redução dos rendimentos médios à medida que a colheita avance”, avaliam técnicos da cooperativa.
Chuvas recentes podem atrasar os trabalhos
As precipitações registradas no último fim de semana no sudoeste goiano devem provocar uma desaceleração temporária da colheita.
A expectativa é que o excesso de umidade no campo possa interromper ou reduzir o ritmo das operações por até dez dias em algumas áreas.
Apesar disso, as chuvas chegam tarde para reverter as perdas já consolidadas nas lavouras afetadas pela seca.
Os produtores seguem concentrados na retirada dos grãos do campo e na avaliação dos impactos efetivos sobre a produtividade final da safra.
Estiagem reduz expectativa de rendimento
De acordo com as projeções do setor técnico, a produtividade média da região deve ficar próxima de 4.200 quilos por hectare, número significativamente inferior ao observado nas áreas mais produtivas colhidas neste início de safra.
O resultado reflete principalmente os efeitos da irregularidade climática registrada durante os meses de desenvolvimento das lavouras.
A redução dos rendimentos preocupa produtores e cooperativas, especialmente diante do aumento dos custos de produção observado ao longo do ciclo agrícola.
Produção de Goiás deve cair mais de 3 milhões de toneladas
Levantamento mais recente da Safras & Mercado aponta uma redução expressiva na produção de milho safrinha em Goiás na temporada 2026.
A estimativa é de uma colheita de 12,592 milhões de toneladas, volume inferior às 16,058 milhões de toneladas obtidas em 2025.
A queda representa uma retração superior a 21% na produção estadual.
O cenário chama atenção porque ocorre mesmo com o aumento da área cultivada.
Área cresce, mas produtividade recua
Segundo as projeções, a área destinada ao milho safrinha em Goiás deverá alcançar 2,421 milhões de hectares em 2026, crescimento de 1,2% em relação aos 2,392 milhões de hectares registrados no ciclo anterior.
No entanto, o avanço da área não foi suficiente para compensar as perdas causadas pelo clima adverso.
A produtividade média estadual está estimada em 5.200 quilos por hectare, abaixo dos 6.712 quilos por hectare registrados na safra passada.
Mercado acompanha impacto da quebra produtiva
A redução da produção goiana ocorre em um momento estratégico para o mercado brasileiro de milho. Goiás é um dos principais estados produtores do país e tem papel fundamental no abastecimento interno, na formação dos estoques e nas exportações.
Com a colheita ganhando ritmo nas próximas semanas, o mercado acompanhará de perto os resultados efetivos das lavouras para medir o impacto da quebra produtiva sobre a oferta nacional.
Apesar das perdas registradas em parte das áreas, a expectativa é de que o avanço da colheita traga maior clareza sobre o tamanho da safra e contribua para a definição dos movimentos de preços no segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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