Agro
Mercado interno de algodão segue estável com baixa liquidez e pouca movimentação
Mercado doméstico de algodão mantém ritmo lento de negócios
O mercado brasileiro de algodão encerrou a semana com baixa liquidez e preços estáveis, refletindo um cenário de oferta limitada e demanda contida. Segundo análise da Safras Consultoria, os compradores continuam atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para atender à produção imediata.
Preços do algodão permanecem sem variação significativa
Mesmo após a desvalorização da pluma na Bolsa de Nova York (ICE) na quinta-feira (5), os preços internos não apresentaram alterações relevantes.
Na São Paulo, a pluma destinada à indústria manteve-se cotada a R$ 3,53 por libra-peso (sem ICMS), valor idêntico ao registrado na semana anterior. Em Rondonópolis, a cotação paga ao produtor também seguiu estável, em R$ 3,32 por libra-peso, equivalente a R$ 109,94 por arroba.
De acordo com analistas, essa estabilidade indica que o mercado doméstico segue equilibrado, ainda que com movimentações reduzidas e negociações pontuais.
USDA mantém previsão para safra de algodão dos EUA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda, mantendo a projeção de produção de algodão norte-americano em 13,92 milhões de fardos para a temporada 2025/26, o mesmo valor estimado em janeiro. A safra anterior (2024/25) havia alcançado 14,41 milhões de fardos.
As exportações dos Estados Unidos foram ajustadas levemente para 12 milhões de fardos, ante 12,2 milhões previstos no relatório anterior, enquanto o consumo interno permaneceu estimado em 1,6 milhão de fardos. Com isso, os estoques finais foram revisados para 4,4 milhões de fardos, acima dos 4,2 milhões projetados em janeiro.
Produção global registra leve aumento em 2025/26
No cenário mundial, o USDA elevou a projeção de produção global de algodão para 119,86 milhões de fardos, ante 119,43 milhões estimados no mês anterior. O volume supera os 118,54 milhões registrados na safra 2024/25.
As exportações globais devem alcançar 43,71 milhões de fardos, praticamente estáveis frente aos 43,77 milhões previstos anteriormente. Já o consumo mundial foi ajustado para 118,72 milhões de fardos, ligeiramente abaixo dos 118,92 milhões estimados em janeiro.
Os estoques finais globais foram revisados para 75,11 milhões de fardos, também acima do relatório anterior (74,48 milhões).
Produção da China deve crescer, e Brasil mantém estimativa
Entre os principais produtores, o USDA projeta que a China colherá 35 milhões de fardos na temporada 2025/26, ante 34,5 milhões estimados em janeiro. O Paquistão deve manter produção de 5 milhões de fardos, e o Brasil segue com previsão de 18,75 milhões de fardos, sem alterações em relação ao mês anterior.
A Índia, por sua vez, deve colher 23,5 milhões de fardos em 2025/26, repetindo a projeção de janeiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras
A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.
De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.
Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva
No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.
Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.
Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.
Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado
Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.
A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.
A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.
América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos
Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.
Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.
Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.
Clima seguirá como principal variável para os preços
Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.
Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.
Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.
A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.
Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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