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Agro

Mercado global do açúcar enfrenta pressão de oferta, mas sinais de suporte começam a surgir

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Preços do açúcar seguem estáveis com leve queda em janeiro

O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, apresentou uma análise detalhada sobre o mercado do açúcar, destacando que os preços internacionais seguem dentro de um intervalo estreito desde novembro de 2025.

Em janeiro, as expectativas em torno do fim da safra 2025/26 no Centro-Sul do Brasil e as projeções para a próxima temporada pressionaram as cotações, reforçadas por notícias de uma safra mais robusta na Índia.

Na Bolsa de Nova York, o açúcar registrou queda de 5% no mês, encerrando janeiro a US$ 0,1427/lb. Nos últimos três meses, os preços oscilaram entre US$ 0,14 e 0,15/lb.

No mercado interno, o indicador Cepea para o açúcar cristal em Ribeirão Preto recuou 5,2%, fechando o mês a R$ 104 por saca de 50 kg.

Safra 2025/26 se encerra com leve alta na produção

No Centro-Sul brasileiro, a safra 2025/26 está praticamente concluída, com moagem de 601 milhões de toneladas de cana-de-açúcar até 16 de janeiro — cerca de 14 milhões de toneladas a menos que na temporada anterior.

O mix de produção voltado ao açúcar encerrou o ciclo em 50,8%, acima dos 48,2% registrados no período anterior, enquanto o ATR médio caiu de 141,4 para 138,4 kg/t de cana. No total, a produção de açúcar atingiu 40,2 milhões de toneladas, um aumento de aproximadamente 1%.

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Ainda restam nove usinas que não finalizaram a moagem, o que pode gerar ajustes nos números até o encerramento oficial da safra, previsto para março.

Clima deve impactar próxima safra no Centro-Sul

Com o término da safra atual, o foco do mercado se volta às condições climáticas para 2026/27. O clima favorável no final de 2025 deu lugar a uma restrição hídrica crescente, especialmente no São Paulo.

Embora a umidade do solo ainda esteja em níveis positivos, episódios de seca nas próximas semanas podem forçar revisões para baixo nas projeções de moagem, atualmente estimadas em 620 milhões de toneladas.

Índia amplia produção, mas exportações seguem lentas

Na Índia, a produção de açúcar atingiu 15,9 milhões de toneladas até 15 de janeiro, crescimento de 21,6% frente ao mesmo período do ano anterior. Apesar do avanço, rumores de perdas em regiões do sul podem reduzir a produção final em até 2 milhões de toneladas.

As exportações indianas seguem em ritmo lento, com apenas 200 mil toneladas embarcadas da cota de 1,5 milhão de toneladas aprovada pelo governo. Além disso, há expectativa de reajuste do preço mínimo de sustentação, hoje em INR 31 mil/t (US$ 344/t), podendo subir entre 10% e 20%. Essa alta pode desestimular embarques e criar um suporte indireto para os preços internacionais.

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Tailândia e América Central têm desempenhos distintos

Na Tailândia, a safra 2025/26 está abaixo das expectativas iniciais. A produção, antes projetada em 11 milhões de toneladas, pode ficar próxima de 10,4 milhões, devido ao avanço lento da moagem e problemas fitossanitários nos canaviais. Até 19 de janeiro, o país havia produzido 3,2 milhões de toneladas, queda de 16% na comparação anual.

Já no México e em países da América Central, as produtividades agrícolas têm superado as da temporada anterior. O México ainda se recupera de uma quebra registrada no ciclo passado, enquanto os países vizinhos apresentam boas safras, ampliando a oferta regional de açúcar.

Perspectivas: mercado atento a sinais de suporte

Mesmo com o cenário de oferta elevada, o Itaú BBA aponta que sinais de piso começam a surgir no mercado internacional. Caso a Índia reduza embarques e a Tailândia confirme menor produção, o equilíbrio entre oferta e demanda pode sustentar preços próximos aos níveis atuais ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Valtra lança Série M5 com até 185 cv e amplia eficiência no campo com nova geração de tratores

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A Valtra apresentou oficialmente a nova Série M5 de tratores durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). A nova geração sucede a tradicional linha BH HiTech e chega ao mercado com foco em produtividade, conforto operacional e maior eficiência para diferentes segmentos do agronegócio brasileiro.

Os novos tratores M165 e M185 entregam potência de 165 cv e 185 cv, respectivamente, reunindo tecnologias voltadas às operações em lavouras de grãos, arroz e também ao setor sucroenergético. Segundo a fabricante, a Série M5 representa um avanço estratégico na evolução da família BH, reconhecida historicamente pela robustez e desempenho no campo.

De acordo com Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator da Valtra, o lançamento marca uma nova etapa para a marca no Brasil.

Série M5 aposta em tecnologia, conforto e maior produtividade

A nova linha chega equipada com motores AGCO Power de quatro cilindros, reconhecidos pela combinação entre força e eficiência no consumo de combustível. Entre os principais diferenciais técnicos está a nova transmissão PowerShift HiTech 3 sincronizada, que permite trocas de marchas com o trator em movimento, proporcionando maior fluidez nas operações.

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Outro destaque é o novo sistema hidráulico de alta vazão, capaz de entregar até 205 litros por minuto, ampliando a capacidade de trabalho com implementos pesados e aplicações severas no campo.

A fabricante também reforçou os avanços voltados ao conforto do operador. A cabine recebeu novos revestimentos internos, assentos atualizados e uma caixa refrigeradora integrada, conhecida como “cooler box”, oferecendo mais comodidade durante longas jornadas de trabalho.

Externamente, a Série M5 passa a contar com um novo capô de quinta geração, reforçando a identidade visual moderna da linha.

Tratores mantêm tradição da Valtra no setor sucroenergético

Mesmo com foco ampliado para diferentes culturas, a nova geração mantém características voltadas ao setor de cana-de-açúcar, segmento em que a linha BH consolidou forte presença ao longo das últimas décadas.

Os modelos continuam oferecendo o tradicional kit canavieiro da marca, incluindo eixo dianteiro com bitola de três metros, sistema de freio pneumático e barra de tração pino-bola, soluções desenvolvidas para otimizar operações de transbordo nas usinas e lavouras de cana.

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Segundo a Valtra, a proposta da Série M5 é unir a robustez histórica da família BH às demandas atuais da agricultura digital e de alta performance.

Linha BH construiu legado de força e liderança no agro brasileiro

A trajetória da linha BH começou ainda com os modelos Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, consolidando a marca como referência em força e confiabilidade no agronegócio nacional.

A primeira geração da família BH foi lançada em 2000 com os modelos BH140, BH160 e BH180. Desde então, a linha evoluiu continuamente, passando pelas gerações lançadas em 2007 e 2013, até alcançar o salto tecnológico da quarta geração em 2017.

Em 2018, a chegada da linha BH HiTech introduziu a transmissão automatizada no segmento de tratores pesados da marca, fortalecendo a presença da Valtra no mercado de máquinas agrícolas de alta tecnologia.

Ao longo dessa trajetória, a fabricante acumulou reconhecimento no setor sucroenergético, incluindo dez conquistas consecutivas do prêmio MasterCana na categoria de tratores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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