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Mercado do café reflete volatilidade global e ajustes de preço com expectativa climática e de safra em 2026

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Cotações do café começam semana com oscilações

O mercado internacional de café abriu a semana com movimentação mista nas principais bolsas de futuros, refletindo cautela entre os investidores e ajustes técnicos diante de fundamentos ainda incertos. Os contratos de Arábica e Robusta operam com variações nos principais vencimentos, sinalizando sensibilidade dos mercados a fatores climáticos, oferta global e expectativas de safra.

Preço do café arábica no mercado físico do Brasil

No mercado físico doméstico, o café Arábica tem apresentado ligeira alta em algumas praças comerciais, com a saca de 60 kg sendo negociada em torno de R$1.797 na cidade de São Paulo, conforme dados mais recentes. Ao mesmo tempo, o café Robusta registra desvalorização, refletindo movimentos distintos entre as variedades no mercado interno.

Futuros globais mostram tendência volátil

Nos mercados futuros, os contratos de Arábica e Robusta exibem comportamento irregular:

  • Os valores futuros em Nova York para Arábica mostram recuperação moderada acima de US$ 2,80 por libra-peso, após recentes mínimas do mercado, apoiados por sinais de oferta ajustada em curto prazo.
  • Em Londres, os contratos de Robusta mantêm níveis próximos a US$ 3.800 por tonelada, com oscilações diárias que refletem equilíbrio entre demanda estável e oferta ainda apertada.
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Oferta global e clima temperam expectativas

A oferta global de café continua no centro das atenções. Enquanto algumas projeções apontam para um crescimento da produção brasileira em 2026, outros dados sugerem que eventuais variações climáticas — inclusive secas ou chuvas irregulares nas principais regiões produtoras — podem limitar a entrega de grãos e manter os estoques em níveis mais restritos. Esse contexto climático segue sendo um fator crucial para as expectativas de produção e formação de preços nos próximos meses.

Indicadores e volatilidade no mercado financeiro

Investidores também acompanham fatores externos, como o comportamento do dólar e o ambiente macroeconômico global. Fortalecimento da moeda americana tende a limitar a valorização das commodities, enquanto movimentos especulativos em bolsas podem ampliar as oscilações dos contratos futuros.

Perspectivas para o mercado de café em 2026

Diante de um cenário de oferta ajustada, clima incerto nas regiões produtoras e pressão nos preços futuros, o mercado de café permanece em estado de alerta. Produtores, tradings e fundos de investimento monitoram de perto as condições de safra e os fundamentos de oferta e demanda, que devem seguir orientando os preços tanto no mercado físico quanto nos mercados futuros ao longo de 2026.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa

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Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).

Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.

A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.

Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.

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Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.

Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.

No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.

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Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.

No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.

A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.

O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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