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Agro

Mercado de trigo no Brasil registra estabilidade nos preços e negociações moderadas

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Mercado brasileiro de trigo mantém preços estáveis

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com estabilidade nas cotações e baixo volume de negociações, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante da recente volatilidade dos fatores que influenciam a formação de preços.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, compradores e vendedores adotaram uma estratégia de maior prudência, aguardando sinais mais claros sobre o comportamento do câmbio e das cotações internacionais do cereal.

“O mercado permanece tecnicamente firme, porém com liquidez relativamente limitada”, avaliou o analista.

Negócios pontuais marcam o mercado doméstico

No mercado interno, as negociações ocorreram de forma pontual ao longo da semana.

No Paraná, as indicações de preços ficaram entre R$ 1.370 e R$ 1.380 por tonelada FOB no interior, enquanto as referências para entrega em São Paulo ficaram próximas de R$ 1.460 por tonelada CIF.

Já no Rio Grande do Sul, o ritmo de negócios também permaneceu restrito, com valores em torno de R$ 1.100 por tonelada FOB, para retirada programada.

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Disponibilidade limitada de produto sustenta preços

A menor oferta imediata de trigo no mercado também contribui para sustentar as cotações.

Além disso, produtores vêm reorganizando a armazenagem com o avanço da colheita do milho safrinha, o que influencia o fluxo de comercialização do cereal e mantém a liquidez mais limitada neste momento.

Mercado internacional passa por acomodação

No cenário externo, os contratos futuros de trigo nas bolsas norte-americanas, que haviam registrado altas mais expressivas anteriormente, passaram por um movimento de acomodação ao longo da semana.

O dólar comercial também apresentou comportamento semelhante, o que reduziu as paridades de importação que haviam se elevado de forma significativa em períodos anteriores.

O mercado ainda acompanhou a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O documento trouxe poucas alterações relevantes e acabou não provocando mudanças significativas no ritmo de negociações.

Tensões geopolíticas elevam custos logísticos

O ambiente internacional também foi marcado por incertezas geopolíticas e logísticas no comércio global de grãos.

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Relatos de ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e riscos de navegação na rota do Mar Vermelho, corredor estratégico para o transporte via Canal de Suez, aumentaram as preocupações do mercado.

Segundo Elcio Bento, esse cenário tem impacto direto nos custos do comércio internacional.

“Essa situação tem elevado os custos de seguro marítimo e pressionado os fretes internacionais, aumentando a percepção de risco nas operações globais de comércio de grãos”, explicou.

Expectativa é de continuidade da cautela no mercado

Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção do ambiente de firmeza técnica nas cotações, mas ainda com liquidez limitada, enquanto os agentes acompanham os desdobramentos do câmbio, do mercado internacional e do cenário logístico global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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