Connect with us


Agro

Mercado de trigo encerra 2025 com negociações lentas no Sul do Brasil

Publicado em

Negociações seguem paradas no Rio Grande do Sul

O mercado de trigo no Sul do país encerra o ano em compasso de espera, com pouca liquidez e indústrias sem pressa para retomar as compras. De acordo com levantamento da TF Agroeconômica, o ritmo mais lento é reflexo da semana encurtada pelas festas e do início do período de férias no setor.

No Rio Grande do Sul, as negociações seguem praticamente suspensas. Moinhos devem parar temporariamente para limpeza e férias coletivas, o que mantém o volume de negócios reduzido. Cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já foram comercializadas, representando entre 42% e 44% da produção estadual.

Os preços de referência do trigo para moagem variam entre R$ 1.100 e R$ 1.150 por tonelada (posto moinhos locais). No porto, os valores sobem ligeiramente, atingindo R$ 1.180 em dezembro e R$ 1.190 em janeiro. Para o trigo destinado à ração, as cotações ficam em R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço de pedra em R$ 54,00 por saca em Panambi. O cenário indica um mercado confortável para a indústria, que segue sem urgência para novas compras.

Leia mais:  IPCF encerra 2025 em alta de 1,18 e mostra resiliência do agronegócio diante da volatilidade global
Santa Catarina mantém mercado travado

Em Santa Catarina, a movimentação é ainda mais restrita. Com os moinhos em férias, o foco está apenas na recepção dos volumes previamente adquiridos. As negociações ocorrem em lotes pontuais e de pouca expressão, e a expectativa é de paralisação total até o início de janeiro.

O estado é o único da região Sul que ainda não concluiu a colheita. Vendedores seguem pedindo R$ 1.200 por tonelada (FOB), mas os compradores se mostram pouco dispostos a fechar novos contratos antes do próximo ano.

Paraná também registra baixa movimentação

No Paraná, o cenário é semelhante, com o mercado operando de forma lenta ou praticamente paralisada. A maioria dos moinhos está abastecida até janeiro, e os produtores aguardam eventuais oscilações de preços que possam surgir com os próximos leilões.

As cotações nominais giram em torno de R$ 1.250 por tonelada CIF para moinhos do norte do estado, enquanto as pedidas para janeiro chegam a R$ 1.300. Nos Campos Gerais, as ofertas variam de R$ 1.170 por tonelada para entrega em janeiro (pagamento em fevereiro) a R$ 1.200 para entrega em fevereiro.

Leia mais:  RenovaBio inicia 2026 com metas menores e preços de CBios em queda, aponta relatório do Itaú BBA

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Inadimplência no crédito rural chega a 6,5% e impulsiona solução que mede risco produtivo no agronegócio

Published

on

Inadimplência no crédito rural cresce e pressiona sistema financeiro do agronegócio

O aumento da inadimplência no crédito rural e a pressão sobre as carteiras agrícolas das instituições financeiras têm acelerado a busca por novas ferramentas de avaliação de risco no agronegócio.

De acordo com dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já soma R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural alcançou cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do registrado no ano anterior.

O cenário é influenciado por custos elevados de produção, volatilidade das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que afetam diretamente a produtividade no campo.

Modelo tradicional de crédito não considera capacidade produtiva do campo

Apesar dos avanços nas análises financeiras, a avaliação de risco no crédito rural ainda é baseada, em grande parte, no histórico financeiro e no comportamento de pagamento dos produtores.

Na prática, a capacidade produtiva das propriedades rurais não costuma ser incorporada de forma estruturada, o que cria uma lacuna importante na análise de risco do setor.

Picsel lança primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro

Para reduzir essa lacuna, a Picsel, empresa especializada em inteligência de dados aplicada ao agronegócio, lançou o primeiro Score de Risco Produtivo do mercado brasileiro.

A solução tem como objetivo medir a capacidade produtiva das lavouras e oferecer a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras no campo.

Tecnologia utiliza mais de 30 anos de dados agrícolas

O modelo desenvolvido pela empresa analisa mais de 30 anos de dados agrícolas, contemplando até 30 safras por área produtiva.

Leia mais:  Nespresso Retoma Cafés Sazonais Maple Pecan, Peppermint Pinwheel, Gingerbread e Pumpkin Spice Cake

As cinco safras mais recentes recebem maior peso na análise, permitindo que o indicador reflita com mais precisão as condições atuais das propriedades rurais.

A base de dados cobre todo o território nacional, com foco nas culturas de soja e milho, que juntas representam cerca de 88% da produção de grãos do Brasil.

Integração de satélite, clima e solo aumenta precisão do score

Para gerar o Score de Risco Produtivo, a solução integra diferentes fontes de dados, como imagens de satélite, informações climáticas históricas, características de solo e bases públicas como MapBiomas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Também são utilizados dados de satélites como Sentinel e da NASA, além de informações meteorológicas e indicadores de produtividade agrícola.

Essas informações são processadas por modelos proprietários de inteligência artificial, que resultam em um índice único de risco produtivo por área analisada.

Avaliação é feita por área produtiva e não por produtor rural

Um dos diferenciais da tecnologia é que a análise é realizada por área produtiva específica, e não diretamente pelo produtor rural.

Isso significa que um mesmo produtor pode apresentar diferentes níveis de risco de acordo com cada propriedade ou talhão agrícola.

Score varia de 0 a 1000 e estima capacidade produtiva

O resultado do modelo é uma pontuação que varia de 0 a 1000, em que valores mais altos indicam menor risco produtivo e maior estabilidade na produção agrícola.

Além da pontuação, a plataforma também estima a capacidade produtiva média da área analisada, em quilos por hectare, permitindo maior precisão na projeção de receitas no campo.

Leia mais:  IPCF encerra 2025 em alta de 1,18 e mostra resiliência do agronegócio diante da volatilidade global
Ferramenta apoia bancos, cooperativas e empresas do agro

Na prática, o indicador funciona como um termômetro de risco agrícola para bancos, fintechs, cooperativas de crédito, tradings e empresas da cadeia agroindustrial.

Com essas informações, as instituições podem ajustar políticas de crédito, calibrar taxas de juros, exigir garantias adicionais ou ampliar limites para produtores com menor risco produtivo.

A ferramenta também permite relacionar diretamente quebra de safra e inadimplência, contribuindo para a gestão de risco e para o provisionamento de perdas de crédito (PDD).

Integração entre produção e crédito amplia precisão na análise de risco

Segundo o CEO da Picsel, Vitor Ozaki, a incorporação da dimensão produtiva torna a avaliação de risco mais completa e alinhada à realidade do agronegócio.

Ele destaca que, ao considerar a capacidade de produção, o mercado financeiro passa a entender melhor o impacto de eventos como quebras de safra na capacidade de pagamento dos produtores rurais.

Inteligência de dados tende a ganhar espaço no financiamento do agro

Para a empresa, o uso combinado de inteligência de dados, histórico produtivo e modelagem algorítmica tende a se tornar cada vez mais relevante no financiamento do agronegócio.

A expectativa é que esse tipo de solução contribua para decisões mais precisas, maior segurança nas operações de crédito e melhor adequação das ofertas ao perfil de cada produtor rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262