Educação
MEC visita instalações da Universidade Federal de Jataí
O ministro da Educação, Camilo Santana, cumpriu agendas na Universidade Federal de Jataí (UFJ), em Goiás, nesta quarta-feira, 28 de janeiro. A comitiva do Ministério da Educação (MEC) visitou as obras do Complexo Esportivo, da Clínica de Psicologia Aplicada e da Casa do Estudante Universitário. Para as construções, foram destinados R$ 21,5 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal.
Santana tem visitado universidades e institutos federais em todo o país para vistoriar obras em andamento e dialogar com reitores, professores e estudantes, com o objetivo de conhecer de perto a realidade das instituições e suas principais demandas.
“Nós estamos construindo duas residências para os estudantes universitários. São R$ 15 milhões que estão sendo investidos nisso e eu espero que a gente possa entregar o mais rápido possível, porque nós sabemos que o custo de moradia em Jataí é muito alto. Essa era uma grande demanda por parte dos reitores e da comunidade, para apoiar os estudantes que vêm da região vizinha, para que possam ficar instalados aqui”, falou Santana.
A presença do Novo PAC na UFJ reforça o compromisso do MEC com o fortalecimento das universidades federais e, de forma especial, com a consolidação das universidades supernovas, como a UFJ, criada em 2018.
Para o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, integrante da comitiva, os investimentos são estratégicos. “Ao investir em infraestrutura acadêmica, estudantil e de apoio à formação, o governo federal cria as condições necessárias para que essas instituições se estruturem, ampliando sua capacidade de ensino, pesquisa, extensão e inovação, e aprofundem seu papel no desenvolvimento regional e na promoção da inclusão social”, afirmou.
Criada por desmembramento da Universidade Federal de Goiás (UFG), a UFJ possui dois campi, Jatobá e Riachuelo, ambos no município goiano. Atualmente, mais de três mil discentes integram os 26 cursos de graduação, entre eles, o de inteligência artificial, no âmbito do Programa Universidades Inovadoras e Sustentáveis, iniciativa do MEC, cujo propósito é fortalecer o papel das universidades federais como polos de inovação, tecnologia e sustentabilidade e criar cursos de graduação nas áreas de biotecnologia, engenharia, robótica e inteligência artificial. A UFJ conta com 12 programas de pós-graduação, com 15 cursos e 400 discentes. Dos profissionais que atuam na universidade, 342 são docentes efetivos, 31 substitutos e 194 técnicos administrativos.
Recomposição – Na aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA 2026), o Congresso Nacional reduziu em R$ 1,5 milhão o orçamento da UFJ. Entretanto, o MEC garantiu a recomposição do orçamento discricionário das universidades federais por meio da Portaria GM/MPO nº 12/2026, e contemplou a UFJ com o valor de R$ 1,3 milhão. Com isso, o orçamento da instituição para este ano volta à casa de R$ 25 milhões, a fim de viabilizar as atividades de custeio essenciais e contribuir para o pleno funcionamento da universidade.
Resumo | Mais educação para Goiás
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
Enem possibilita que estudantes façam exame em Classe Hospitalar
problema de saúde que necessita de um longo tratamento ou uma doença que exige o isolamento não precisa ser um impeditivo para que o estudante consiga participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para esses casos, o Ministério da Educação (MEC) possibilita que o participante faça a prova no ambiente hospitalar, sem necessidade de deslocamento e com toda a estrutura essencial para garantir a segurança e a tranquilidade dos pacientes. Para isso, é necessário que o participante tenha solicitado, no ato da inscrição, a aplicação em classe hospitalar e que o hospital tenha emitido uma declaração garantindo a aplicação em espaço escolar e com total segurança.
A estudante Ana Clara Martinez, 18 anos, de Mogi das Cruzes (SP), tem um tumor no nervo óptico que faz com que ela tenha dificuldades visuais nos dois olhos. Ela fará o Enem no hospital pela terceira vez e comentou sobre essa experiência. “Na primeira vez, no momento da inscrição, eu solicitei para fazer a prova ampliada, mas o meu déficit visual me atrapalhou muito e eu não consegui concluir a redação. No ano seguinte, em decorrência do meu problema de saúde, eu descobri que tinha direito não só à prova ampliada, mas também a um escriba, um leitor e tempo extra de prova, o que melhorou muito minha experiência com o Enem. Neste ano, eu vou seguir por esse caminho mais uma vez, com o objetivo de conseguir cursar psicologia”, completou.
Anualmente, cerca de 50 candidatos solicitam a aplicação do exame em hospitais, por motivos que vão desde o tratamento de um câncer a patologias que exigem imunossupressão ou transplantes. No momento da inscrição no Enem, o estudante deve realizar o pedido de atendimento especial, contendo laudo médico assinado, com diagnóstico e justificativa da internação. Na solicitação, precisa constar uma declaração do hospital informando a disponibilidade de instalações adequadas à realização da prova e a confirmação da internação do estudante.
Classe Hospitalar – As Classes Hospitalares surgiram para garantir a continuidade ao processo de aprendizagem de estudantes que estejam impossibilitados de frequentar a escola em razão de tratamento de saúde. A modalidade foi criada para atender à legislação educacional que reconhece que a condição clínica do estudante não pode representar obstáculo ao acesso, à permanência e à continuidade da vida escolar. Cabe às redes de ensino garantirem aos educandos o atendimento educacional em ambiente hospitalar, segundo suas singularidades e demandas, contando com professores e equipes multiprofissionais.
Próximo de completar o 3º ano do ensino médio, o estudante João Paulo da Cruz, 18 anos, de São Paulo, foi aluno da Escola Móvel do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc) durante o tratamento de tumor e participará do exame pela segunda vez. A mãe dele, Rosangela da Cruz, destacou o papel da classe hospitalar na trajetória do filho. “Em decorrência do tratamento, João precisou ficar dois anos afastado da escola comum. Nesse período, ele conseguiu seguir com estudos por meio da classe hospitalar, que se preocupa não só em cuidar dos pacientes, mas também garantir que eles não tenham atrasos educacionais, que estejam preparados para regressar ao ensino regular e até que consigam realizar o Enem”, finalizou.
Para aderir a uma Classe Hospitalar, o estudante precisa estar matriculado na escola de ensino regular, que manterá contato constante com as equipes que atuam nas unidades de saúde. Os profissionais que trabalham nos hospitais enviarão informações pedagógicas, como relatórios, notas e registros de frequência, para as escolas, com o objetivo de assegurar o alinhamento de conteúdos, facilitar o retorno dos estudantes, dar continuidade ao ensino e evitar a reprovação por faltas ou atrasos pedagógicos.
Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é utilizado como mecanismo de acesso à educação superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam os resultados do Enem como critério único ou complementar em seus processos seletivos. As notas individuais do exame podem, ainda, ser utilizadas em processos seletivos de instituições de educação superior portuguesas que possuem acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para o aproveitamento dos resultados do Enem.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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