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Educação

MEC premia projetos inovadores em economia verde

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O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta terça-feira, 7 de outubro, a lista de vencedores do concurso Educação Profissional para a Economia Verde, uma iniciativa que reconhece projetos inovadores de educação profissional e tecnológica (EPT) que impulsionam a transição econômica justa e sustentável do Brasil. A cerimônia aconteceu durante a 5ª edição da Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica (SNEPT), evento gratuito que se estende até 9 de outubro, no Arena BRB Estádio Mané Garrincha, em Brasília. 

De um total de 12 projetos inscritos, o primeiro lugar ficou com o “Gente de Casa: qualificação profissional para a Economia Verde em Icó (CE)”, projeto do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) – Departamento Regional do Ceará. O representante do Senai no evento, Maurício Barreira, explicou que a iniciativa qualificou cerca de 50 pessoas da zona rural nos cursos de instalador, eletricista, instalador residencial e instalador de sistemas fotovoltaicos. A ação foi realizada em parceria com uma empresa privada de energia renovável da região e a gestão municipal da cidade de Icó, município com cerca de 60 mil habitantes no sertão cearense.  

“Foi uma obra muito exitosa, e a gente teve a metade dos alunos sendo contratados e admitidos. Realmente, este é um projeto que mostra que a gente consegue levar qualificação e ainda propiciar às pessoas da região uma oportunidade de trabalho. O resultado foi que cerca de 25 pessoas foram contratadas e estão atuando diretamente na área, o que gerou renda na região também”, contou Barreira. 

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O segundo lugar ficou com o projeto “Doce Andirá: curso de formação inicial e continuada de produtora de doces e compotas em seis comunidades quilombolas do Rio Andirá, Barreirinha (AM)”, projeto do campus Parintins do Instituto Federal do Amazonas (IFAM). Já o terceiro lugar foi do projeto “Programa de Qualificação em Eletromobilidade: parceria Senai e BYD”, submetido pelo Senai – Unidade Camaçari (BA). 

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, falou sobre a importância do tema do concurso. “O meio ambiente não pode esperar, as pessoas também não. Então, esses projetos buscam atender a questões ambientais aliando qualificação profissional, um grande feito para a sociedade, que resulta em emprego e aumento da qualidade de vida por meio da geração de renda”, disse. 

Premiação – A instituição vencedora ganhou uma viagem internacional para cursos ou eventos técnicos na América Latina em 2026. Além disso, os demais colocados receberão viagens nacionais para capacitação também no próximo ano. Os finalistas passaram por três fases de seleção, realizadas de forma remota.  

A premiação contemplou projetos desenvolvidos em parcerias entre instituições de ensino e empresas públicas ou privadas, especialmente nas áreas de economia circular, energias renováveis e bioeconomia. O concurso foi lançado em 2023 como um espaço de valorização de boas práticas de profissionalização, preparando jovens e adultos para atuar em setores estratégicos da economia de baixo carbono. 

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A realização é conjunta entre a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC (Setec) e da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, implementada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e financiada pelo Ministério Federal da Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha. A execução técnica é conduzida pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), no âmbito do projeto “Assistec Inova” e do projeto “Profissionais do Futuro: Competências para a Economia Verde”, da GIZ. 

Semana Nacional da EPT – A 5ª edição da SNEPT está sendo realizada em conjunto com o Festival Curicaca, evento promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Em 2025, os visitantes encontrarão 400 projetos de 63 instituições que ofertam cursos técnicos e tecnológicos em todos os estados brasileiros. A SNEPT tem como objetivo a divulgação da educação profissional e tecnológica no país e este ano discute o tema “Juventudes que inovam, Brasil que avança”. A entrada é gratuita. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec    

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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