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Educação

MEC empossa reitora da Ufopa e inaugura obras

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Durante agenda oficial na Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), o ministro da Educação, Camilo Santana, reconduziu a professora Aldenize Xavier ao cargo de reitora, nesta sexta-feira, 27 de fevereiro. Na data, ele também autorizou a construção do Bloco Modular Tapajós IV (BMT IV) e inaugurou o Núcleo de Salas de Aula (NSA), além de visitar o Bloco Modular Tapajós III (BMT III). No total, a universidade tem investimentos de R$ 102,2 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal. 

Aldenize Xavier é reitora da Ufopa desde 2022, foi reeleita pela comunidade acadêmica para o novo mandato que seguirá até 2030. É licenciada em matemática e mestre e doutora em geofísica pela Universidade Federal do Pará (UFPA). É docente da Ufopa desde 2010 e foi vice-reitora da universidade no período de 2018 a 2022. Foi coordenadora de gestão do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) na Ufopa, além de ter sido coordenadora da regional norte da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) em 2023. 

Na cerimônia, o ministro destacou as parcerias do MEC com o estado do Pará, com investimentos na expansão da educação superior — como o novo campus da Universidade de Rurópolis — e na educação básica, com a autorização de creches pelo PAC em Santarém. Santana ainda ressaltou que os alunos da Ufopa recebem uma bolsa de assistência estudantil no valor de R$ 1.400 e que a universalização das bolsas é um compromisso do governo federal para garantir que alunos dos povos indígenas permaneçam na universidade. 

“É importante sempre lembrar que a universidade não é só graduação. A universidade tem um papel de extensão muito forte. As universidades públicas são responsáveis por 90% da pesquisa brasileira, na pesquisa de novas vacinas, novas soluções para a área da segurança, questões hídricas, área da saúde. São investimentos que as universidades fazem para a gente poder gerar soluções. Nenhum país do mundo se desenvolveu, cresceu, sem investir em ciência, tecnologia pesquisa e inovação, sem investir na educação”, observou.    

É importante sempre lembrar que a universidade não é só graduação. A universidade tem um papel de extensão muito forte. As universidades públicas são responsáveis por 90% da pesquisa brasileira.” Camilo Santana, ministro da Educação 

De acordo com o ministro, o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tem trabalhado para o fortalecimento das universidades desde que assumiu a presidência, em 2023, retomando o orçamento das instituições, autorizando novas contratações de professores e técnicos administrativos para as universidades, retomando obras que estavam paralisadas ou realizando novos investimentos. “Vamos dar a ordem de serviço para mais outro bloco, no valor de quase R$ 25 milhões. Então, são investimentos importantes para fortalecer a nossa universidade, que é um patrimônio do povo do Pará, da região. É m patrimônio do Brasil”, finalizou. 

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A reitora da Ufopa, Aldenize Xavier, agradeceu o apoio do MEC por todos os investimentos na universidade e falou que as obras e a expansão dos campi fazem parte de um sonho antigo. “Eu vou falar de uma equação matemática e vou traduzi-la da seguinte forma: sonho mais planejamento, mais orçamento, é igual a transformação. Tudo começa com um sonho e geralmente a gente sonha muito além do que a gente acha que vai conseguir. Da nossa lista de pedidos, nós realizamos quase 90% do que estava lá. Quando a educação não é levada até o território, quando a oportunidade não é criada, é claro que a pessoa perde, mas quem mais perde é o Brasil. Não existe país soberano que não desenvolva a sua ciência e tecnologia, porque ele vai ficar dependente da ciência e tecnologia de outro país”, disse. 

Universidade – A Ufopa é a primeira universidade federal com sede no interior da Amazônia brasileira. A instituição foi criada por meio da Lei nº 12.085/2009, sancionada durante o segundo mandato do presidente Lula. A criação da Ufopa fez parte do programa de expansão das universidades federais, no qual se previu, também, a ampliação da educação superior pública na região amazônica. 

Atualmente, a Ufopa possui oito unidades, com área de abrangência de vinte municípios. Os campi são: Santarém (sede), Monte Alegre, Oriximiná, Juruti, Alenquer, Itaituba, Óbidos e Rurópolis, um novo campus criado com recursos do Novo PAC, na política de expansão da educação superior. A unidade está em funcionamento em imóvel doado pela prefeitura do município, com a oferta dos cursos de agronomia (bacharelado) e letras – português (licenciatura). As obras do prédio definitivo foram iniciadas em junho de 2025 (atualmente com 33% de execução), e a previsão de conclusão é para abril de 2027. 

A universidade oferta 60 cursos de graduação, entre os quais o de inteligência artificial (IA), no contexto do Programa Universidades Inovadoras do MEC, a partir de 2026, com o total de 10,4 mil discentes; e 23 programas de pós-graduação com 764 estudantes. O quadro profissional conta com 498 docentes e 595 técnicos. 

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Tapajós III – O ministro Camilo Santana esteve no Bloco Modular Tapajós III (BMT III), obra com investimentos de R$ 30 milhões do Novo PAC e previsão de conclusão para dezembro de 2026. A obra, que já permitiu a abertura, em 2025, de novos cursos na Ufopa, entre os quais estão medicina e licenciatura intercultural indígena, atenderá aos demais cursos de graduação e pós-graduação já ofertados. A estrutura do bloco abrange espaços administrativos, salas de aula e laboratórios de ensino. 

Tapajós IV – Assinada pelo ministro, a ordem de serviço autoriza o início da construção do Bloco Modular Tapajós IV (BMT IV), com investimentos de R$ 25 milhões (Novo PAC). A obra consolida a infraestrutura acadêmica e administrativa do Campus Santarém (sede) da Ufopa, garantindo mais qualidade para as atividades acadêmicas e administrativas. 

Salas de aula – A solenidade de inauguração do Núcleo de Salas de Aula (NSA), bloco A, também teve a participação de Santana. A obra em fase de conclusão teve investimentos de R$ 5,6 milhões, dos quais R$ 3,6 milhões são do Novo PAC e R$ 2 milhões de recursos próprios da Ufopa. A estrutura entregue contempla edificação com dois pavimentos, 15 salas de aula, um laboratório de informática, espaço de acolhimento infantil, equipamentos multimídia nas salas, sistema de acessibilidade (escada e plataforma elevatória), sistema de aproveitamento de águas pluviais e usina fotovoltaica com cerca de 330 painéis. 

Agenda – Ainda nesta sexta-feira (27), o ministro da Educação estará na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), em Marabá (PA), para assinar a portaria de autorização ao curso de medicina, inauguração do bloco multiuso do Campus Santana do Araguaia e formalizar a ordem de serviço para a construção do Restaurante Universitário na unidade II do Campus Marabá. Na ocasião, ele também visita as obras do Instituto de Ciências Humanas (ICH), localizado em Marabá, na unidade III (Cidade Universitária). No total, a universidade tem investimentos de R$ 21,7 milhões do Novo PAC, do governo federal. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte

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De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.  

“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.  

Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.  

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“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.   

O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.  

Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda. 

O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas. 

Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025
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Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.

Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

Fonte: Ministério da Educação

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