Educação
MEC autoriza construção do novo Campus Buritis do Ifro
O Ministério da Educação (MEC) autorizou a construção do Campus Buritis do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, durante solenidade em Porto Velho (RO). A obra terá investimentos de R$ 12,3 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal. Outros R$ 10 milhões serão investidos na aquisição de mobiliário e equipamentos quando a unidade estiver em fase de conclusão. O evento contou com a participação do ministro da Educação, Camilo Santana, e do reitor do Ifro, Moisés Souza.
Na ocasião, também foram autorizados o início das obras de três restaurantes estudantis nos campi São Miguel do Guaporé, Jaru e Guajará-Mirim, além da construção das bibliotecas dos campi Jaru e Vilhena, com aporte de R$ 2,1 milhões por unidade, fortalecendo a infraestrutura acadêmica e ampliando as condições de permanência dos estudantes.
Durante a solenidade, Santana ressaltou a importância dos investimentos para o fortalecimento dos institutos federais. “No Novo PAC, além do planejamento da ampliação dos campi, a gente trabalhou a questão da consolidação, para garantir a qualidade da infraestrutura necessária para atender as demandas do bom funcionamento dos nossos Institutos Federais”, afirmou.
O secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli, destacou os avanços estruturais e institucionais promovidos pelo MEC na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. “Nesse momento em que a gente exalta três restaurantes estudantis, duas bibliotecas e tantas obras que estão sendo concluídas, a gente também fala de novos servidores, funções e ações de valorização das carreiras”, pontuou.
O reitor do Ifro, Moisés Souza, destacou a importância do investimento para a expansão da instituição. “Hoje é um dia de celebração. Nesses últimos três anos, conseguimos concluir seis obras com apoio da Setec [Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica] e do Ministério da Educação. Aqui, são quase 15 mil alunos que compõem os 64 cursos regulares do Ifro, são alunos que representam 15 mil famílias, que têm suas vidas transformadas pela educação profissional, científica e tecnológica”, destacou.
O bloco pedagógico do Campus Buritis terá 3 mil metros quadrados com salas de aula e administrativas, laboratórios, biblioteca, área de convivência e estacionamento. Entre os cursos a serem implementados na unidade, estão previstos os de técnico em zootecnia e agricultura integrado ao ensino médio; educação de jovens e adultos (EJA) articulada à formação inicial e continuada (FIC) de viveiricultoria e de agropecuária; licenciatura em pedagogia; e técnico subsequente, e concomitante, em zootecnia.
Atualmente, o Ifro possui dez campi e oferta 188 cursos, com 8,1 mil vagas anuais e 21,9 mil matriculados. O quadro de pessoal conta com 714 docentes e 549 técnicos administrativos em educação.
Consolidação e Expansão – O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação dos institutos federais, com investimento de R$ 1,4 bilhão. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. As prioridades do investimento durante a consolidação são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o Ifro, são R$ 27,5 milhões em investimentos na ação de consolidação. Entre 2023 e 2025, foram repassados R$ 9,9 milhões. Estão previstos outros R$ 17,6 milhões.
Já para a expansão dos institutos federais, o governo federal está implantando mais de 100 novas unidades em todo o país, também com recursos do Novo PAC, totalizando R$ 2,5 bilhões. A previsão é criar mais de 142 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica. Cada campus recebe investimento médio de R$ 25 milhões e terá capacidade de atender, em média, 1.400 estudantes.
Agenda – Nesta quarta-feira (25), o ministro Camilo Santana também visitou as obras de conclusão do Teatro Universitário do Campus Porto Velho e assinou a ordem de serviço do Restaurante Universitário do Campus Rolim de Moura, ambos da Universidade Federal de Rondônia (Unir).
Resumo | Mais educação para Rondônia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC participa da 16ª Festa Literária das Periferias no Rio
Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Cidinha da Silva, Eliana Alves Cruz, Elisa Lucinda, Nei Lopes e Estêvão Ribeiro estão entre os autores que participam da 16ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup), realizada de 23 a 27 de setembro no Rio de Janeiro. O evento ocorre no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Sala Guarani e na Praça Tiradentes, com programação que reúne autores, pensadores, estudantes e professores e aborda temas relacionados à literatura negra, periférica e às matrizes ancestrais.
Com o tema “As Filhas das Filhas das Filhas”, a edição homenageia a escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). A programação conta também com a participação da pensadora norte-americana Kimberlé Crenshaw, além de intelectuais como Djamila Ribeiro, Cida Bento, Carla Akotirene, Jeferson Tenório, Sidnei Nogueira e Bianca Santana. A Flup inclui ainda atividades voltadas à produção audiovisual, entre elas trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas.
O Ministério da Educação (MEC) participa da Flup por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). Durante a programação, serão disponibilizados dois totens interativos para acesso ao MEC Livros, biblioteca digital de acesso público e gratuito. A programação completa da 16ª Flup pode ser consultada no site oficial do evento.
A secretária da Secadi, Zara Figueiredo, pontuou que a literatura constitui um direito humano fundamental por sua capacidade de proporcionar o exercício da alteridade e a compreensão de dilemas existenciais. Também ressaltou que a literatura produzida por autores negros e periféricos expressa a diversidade cultural do país e aborda temáticas centrais da sociedade brasileira. Ela destacou ainda a relevância da presença do ministério no festival e enfatizou que a disponibilidade dessas obras na plataforma MEC Livros fortalece a representatividade, a autoestima e a aprendizagem dos estudantes na rede pública.
Literatura negra e acervo digital – A programação do festival também se relaciona ao acervo do MEC Livros, biblioteca digital e gratuita que reúne obras de diversos autores presentes na 16ª Flup. Entre os títulos disponíveis está o romance histórico Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, que inspira o tema desta edição do festival. Também integra a plataforma o título Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo, atualmente o quinto livro mais emprestado do acervo, além de outras obras da autora, como Becos da Memória, Ponciá Vicêncio, Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade e Olhos d’água.
O catálogo contempla também títulos como Um Exu em Nova York, Sobre-viventes! e Exuzilhar, de Cidinha da Silva; Nada Digo de Ti, que em Ti Não Veja, de Eliana Alves Cruz; Afro-Brasil Reluzentes, de Nei Lopes; e produções voltadas à infância e juventude, como Rê Tinta e a Revolução Escolar, de Elisa Lucinda, e Rê Tinta e o Pé de Jamelão, de Estêvão Ribeiro.
O MEC Livros reúne autores de diferentes gerações, com obras de escritores como Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis, Lima Barreto e Carolina Maria de Jesus, além de autores contemporâneos brasileiros e estrangeiros, entre eles Itamar Vieira Junior, Lilia Guerra, Eliane Marques, Tom Farias, Paulina Chiziane, Buchi Emecheta, Oyinkan Braithwaite, Akwaeke Emezi e Randall Kenan.
Sobre a plataforma – O MEC Livros é uma biblioteca digital de acesso público e gratuito, com mais de 25 mil títulos em formato digital, entre obras licenciadas e em domínio público. A plataforma integra ações relacionadas à ampliação do acesso à leitura e ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, a Academia Brasileira de Letras, o Instituto Mojo de Comunicação Intercultural e a Companhia Editora de Pernambuco.
O acesso pode ser feito via navegador ou aplicativo para dispositivos móveis, mediante login com a conta Gov.br. A plataforma permite o empréstimo gratuito de obras licenciadas, além da leitura ilimitada de títulos em domínio público. Para consultar o acervo e obter mais informações, acesse o portal do MEC Livros.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
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