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Massey Ferguson apresenta inovações e experiências imersivas na Agritechnica 2025

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A Massey Ferguson, marca global da AGCO, será um dos grandes destaques da Agritechnica 2025, feira internacional de tecnologia agrícola que acontece entre 9 e 15 de novembro, em Hannover, Alemanha. No Pavilhão 20, estande A14, a marca apresentará suas mais recentes inovações e oferecerá aos visitantes uma experiência imersiva com o tema “cultivar o futuro”, refletindo seu compromisso com a sustentabilidade e a evolução tecnológica no campo.

Estande imersivo: a fazenda do futuro no coração da feira

Com um espaço projetado para reproduzir uma fazenda real, o estande da Massey Ferguson mostrará as máquinas em ambientes que simulam o dia a dia rural, divididos por segmentos:

  • Zona de Agricultura de Campo Aberto, com tratores e colheitadeiras de alta potência;
  • Área de Pecuária e Agricultura Mista, com tratores médios e equipamentos de fenação;
  • Seção de Agricultura Especializada, que inclui a série MF 4700 e modelos compactos para vinhedos;
  • Espaço “Além do Limite”, com o icônico MF 8S Dyna E-Power, que participou do Morocco Desert Challenge.

“A Massey Ferguson nasceu para cultivar, e esse compromisso ganha vida em nosso estande. Os agricultores estarão no centro da experiência e se sentirão em casa”, afirma Jérôme Aubrion, diretor de marketing da Massey Ferguson para Europa e Oriente Médio.

Novos tratores e tecnologias de ponta

Entre as principais atrações, a Massey Ferguson apresentará estreias mundiais e evoluções tecnológicas que reforçam sua posição de vanguarda no mercado agrícola:

MF 9S Dyna-VT e MF 8S.305 Xtra

O MF 9S.425 Dyna-VT, trator mais potente já produzido pela marca, estará acompanhado do novo MF 8S.305 Xtra, que faz sua estreia internacional com melhorias em conforto, eficiência e desempenho.

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MF 5S Dyna-VT

Reconhecido por sua visibilidade e manobrabilidade, o MF 5S ganha a transmissão Dyna-VT, aumentando a precisão e a versatilidade em operações com carregadores frontais.

MF 3 SP.115

Apresentado pela primeira vez, o MF 3 SP.115 traz a transmissão continuamente variável Dyna-VT para os tratores estreitos, oferecendo controle de velocidade ideal em áreas confinadas e terrenos desafiadores.

MF 1M e manipuladores telescópicos TH

Voltados para pequenas propriedades e manutenção de terrenos, os tratores compactos MF 1M e os manipuladores telescópicos TH estreiam com a nova transmissão Dyna-CT, garantindo maior tração e automação nas operações.

Carregadores frontais e equipamentos de colheita

O estande exibirá ainda as novas carregadeiras frontais MF FL.4121, com controle eletrônico e sistema automático de lubrificação central instalado pela MF By You, que aumenta a confiabilidade e reduz o tempo de manutenção.

Além disso, estarão expostos equipamentos para colheita de grama, incluindo cortadores, viradores de feno, enfardadeiras redondas e quadradas, além de uma colheitadeira MF com revestimento especial para demonstrações práticas.

MF Beyond the Limit: o trator que cruzou o deserto

Um dos pontos altos da exposição será o MF 8S Dyna-E Power “Beyond the Limit”, modificado para competir no Desafio do Deserto de Marrocos.

Com potência de 390 hp, velocidade máxima de 75 km/h e reforços de segurança, o trator garantiu o 4º lugar na categoria de caminhões, mantendo motor e transmissão originais — prova da durabilidade e versatilidade da linha Massey Ferguson.

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Para quem busca personalização, o programa MF By You permite adaptar os tratores fabricados em Beauvais com acessórios e opções exclusivas, sob aprovação da fábrica.

Soluções inteligentes com PTx Trimble

Na área de Tecnologias Agrícolas Inteligentes, a Massey Ferguson apresentará sistemas de orientação GPS e monitores PTx Trimble, fruto da joint venture entre AGCO e Trimble.

Essas soluções oferecem maior precisão, automação e conectividade para produtores de todos os portes, integradas às linhas de tratores e colheitadeiras expostas.

Os visitantes poderão testar as funcionalidades em simuladores interativos, com destaque para modelos como MF 5M, MF 9S (425 hp) e a colheitadeira MF BETA 7370.

Agricultores no centro da experiência Massey Ferguson

A Massey Ferguson reforça que sua atuação vai além das máquinas — é uma comunidade construída com agricultores. O estande homenageará histórias reais de produtores, revendedores e funcionários, mostrando como o feedback dos usuários molda os produtos da marca.

“A Agritechnica é um capítulo importante da nossa história, mas é apenas o começo. Queremos continuar essa jornada com os agricultores, fortalecendo vínculos e apoiando seu sucesso em todo o mundo”, conclui Jérôme Aubrion.

Os visitantes também poderão agendar visitas ao novo centro de experiência Agrispace, em Beauvais, e conhecer detalhes da MF eXperience Tour 2026, que reforça o compromisso da marca com a inovação, a proximidade e o futuro sustentável da agricultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

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A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

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Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

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A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

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