Agro
Massa de ar quente faz temperatura no solo chegar a 55 graus e prejudica soja plantada
Boa parte do Brasil deve enfrentar uma onda de calor intensa nos próximos dias, com previsão para temperaturas extremas que podem quebrar registros históricos. Especialistas alertam que o epicentro dessas onda de calor estará sobre a região Centro-Oeste onde as temperaturas da superfície do solo, podem passar dos 55°C.
Com tanto calor, a soja que esta sendo plantada enfrenta o risco de danos irreversíveis na germinação e emergência. Apesar do cenário desafiador, há uma tênue esperança com a possibilidade de chuvas. No noroeste de Mato Grosso e sul de Goiás, as chuvas podem ocorrer de forma isolada, embora mal distribuídas. Os meteorologistas também preveem chuvas mais intensas ao sul de Mato Grosso do Sul.
Minas Gerais é outro estado que deve ser bastante impactado por esta massa de ar quente, com centenas de municípios esperando máximas ao redor ou acima de 40°C ao longo da semana. Em áreas do Noroeste mineiro, os registros podem variar entre 43°C e 45°C.
Especialistas ressaltam que as temperaturas previstas estão entre 10°C e 15°C acima das médias históricas para muitas regiões. O fenômeno El Niño, conhecido por favorecer bloqueios atmosféricos que resultam em calor excessivo, é apontado como um influenciador desta condição extrema.
O recorde atual de temperatura máxima no Brasil, que é de 44,8°C registrado em Nova Maringá (370 km de Cuiabá), em 2020, pode ser ameaçado pela presente onda de calor.
São Paulo também enfrentará temperaturas acima de 40°C, com vários municípios já marcando entre 41°C e 43°C. O Rio de Janeiro se prepara para um calor excepcional, com máximas rondando os 40°C, podendo alcançar picos de até 45°C. Já o Mato Grosso do Sul tem previsões apontando temperaturas acima dos 40°C, possivelmente chegando a 43°C a 45°C.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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