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Agro

Mapa recebe representantes do Caribe e do IICA para alinhamento de cooperação internacional

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O secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, reuniu-se nesta quinta-feira (5), em Brasília, com ministros e representantes de países do Caribe e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

O encontro ocorreu na mesma semana da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39) e teve como objetivo explorar oportunidades de cooperação, identificar sinergias e apresentar iniciativas estratégicas do Mapa com potencial de diálogo e parceria com os países participantes.

Durante sua fala, o secretário Cleber Soares destacou a importância da aproximação do Brasil com a região, por meio do IICA, e ressaltou o papel da Embrapa no desenvolvimento tecnológico do agro brasileiro. Soares também apresentou as cinco secretarias do ministério, com o objetivo de compartilhar iniciativas conduzidas pelo Mapa e abrir espaço para ouvir dos ministros as demandas e oportunidades capazes de ampliar e aprimorar o relacionamento do Brasil com os países representados.

O diretor-geral do IICA, Muhammad Ibrahim, deu as boas-vindas a todos e destacou a importância dos países que compõem a Comunidade do Caribe (Caricom). Ele ressaltou que também participam da reunião países que não fazem parte do bloco, mas que são parceiros, como o México. Assim como o secretário Cleber, afirmou ser fundamental para o IICA a união desses países, que juntos possuem uma agricultura relevante.

“A reaproximação com o Brasil será muito positiva e pode ajudar a alavancar as agriculturas de cada nação, contribuindo para a segurança alimentar global. São países que enfrentam desafios climáticos e outros problemas e que, em conjunto, podem superar essas dificuldades com mais facilidade”, pontuou Ibrahim.

Durante a reunião, o secretário anunciou a criação do Hub de Inovação e Agricultura Sustentável das Américas na Guiana, para captar as demandas apresentadas pelos ministros e aprimorar o relacionamento com todo o Caribe. O tema foi alinhado entre Mapa, MRE, ABC, Embrapa e IICA, com tratativas iniciadas para a concretização do Hub.

“A nossa perspectiva, nos próximos dias, é avançar no estabelecimento de um marco referencial para que, muito em breve, o Itamaraty, junto com o IICA, ABC e Embrapa, liderem o processo de criação do hub. O Brasil vai levar tecnologia, know-how e expertise para compartilhar com nossos irmãos do Caribe”, enfatizou Soares.

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Cleber também ressaltou que o Brasil tem potencial para apoiar esses países que necessitam de cooperação. Como potência em agricultura tropical, o país dispõe de tecnologia, inovação e produtores capacitados para contribuir com o fortalecimento da agricultura e da pecuária.

COOPERAÇÃO

No encontro, representantes do Ministério da Agricultura explicaram o papel de cada secretaria da pasta e sua importância para o trabalho desenvolvido no Brasil em prol da agropecuária.

Marcelo Fiadeiro, secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), destacou políticas de sustentabilidade, como o Programa Caminho Verde Brasil, o Plano ABC+ e o Solo Vivo. Já o secretário adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz, explicou as políticas de crédito rural, apoio à comercialização e o seguro rural.

A diretora de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, Judi Nóbrega, falou sobre o papel da Secretaria de Defesa Agropecuária, que atua nos controles e na fiscalização e é responsável por assegurar a credibilidade sanitária que sustenta as certificações dos produtos do Brasil nos mercados internacionais.

Por fim, o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Augusto Billi, detalhou as responsabilidades de sua área, que envolvem abertura de mercados, relações comerciais e exportações de produtos do agro. Billi evidenciou, ainda, que o primeiro carregamento de carne bovina brasileira chega nesta semana a São Vicente e Granadinas, começando a abastecer as prateleiras locais, um resultado concreto do fortalecimento da relação comercial bilateral.“Além disso, estão sendo colhidas hortaliças e vegetais provenientes das sementes doadas pelo Brasil na missão do ano passado, o que é uma importante evidência do impacto direto e estruturante da nossa cooperação em segurança alimentar. Isso mostra o potencial concreto da presença e do apoio brasileiro ao Caribe”, disse.

DEMANDAS CARIBEÑAS

Os ministros discutiram estratégias para tornar a agricultura mais atrativa para as novas gerações, destacando o potencial de tecnologias como drones e agricultura de precisão para modernizar o setor e reduzir a migração de jovens das áreas rurais para as cidades. Também foi enfatizada a necessidade de ampliar programas de formação e educação superior voltados à agricultura.

Durante o debate, foram mencionados desafios práticos enfrentados pelos agricultores, como os impactos das mudanças do clima, a vulnerabilidade das ilhas ao aquecimento global, além de problemas de manejo pós-colheita que afetam a qualidade e a vida útil dos produtos. Outro ponto central foi a importância de garantir mercados estáveis e confiáveis para estimular a produção agrícola.

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Os participantes também discutiram problemas de segurança no campo, em particular o roubo de colheitas, considerado um desafio relevante em alguns países do Caribe. Como possíveis respostas, foram mencionadas a adoção de tecnologias de monitoramento e a criação de unidades policiais especializadas em segurança agrícola.

Alguns países compartilharam experiências e desafios específicos. Representantes de São Cristóvão e Névis relataram prejuízos causados por animais que invadem plantações, enquanto representantes do Haiti destacaram a gravidade da insegurança alimentar no país, onde mais da metade da população enfrenta dificuldades de acesso a alimentos. Todos enfatizaram o interesse em fortalecer a cooperação regional para enfrentar desafios ligados à segurança alimentar.

A reunião também reforçou a importância da cooperação entre países e organismos internacionais, com destaque para o papel do IICA na promoção de iniciativas de desenvolvimento agrícola na região. De modo geral, a experiência brasileira foi apresentada como referência para países tropicais.

Ao final, destacou-se que o fortalecimento da agricultura na região depende da combinação de inovação tecnológica, acesso a mercados, segurança no campo e cooperação internacional, especialmente no desenvolvimento de soluções adaptadas às condições da agricultura tropical.

Do lado caribenho, estiveram presentes o ministro da Agricultura, Segurança Alimentar e Novas Indústrias de Crescimento de Belize, Rodwell Ferguson; o ministro da Agricultura, Pesca e Economia Azul e Verde de Dominica, Roland Royer; o ministro da Agricultura da República Dominicana, Francisco Espaillat Bencosme; o secretário permanente do Ministério da Agricultura, Pesca e Assuntos de Antígua e Barbuda, Walter Christopher; o ministro da Agricultura, Silvicultura e Transformação Rural de São Vicente e Granadinas, Israel Bruce; e o representante da Coordenação Nacional de Segurança Alimentar (CNSA) do Haiti, Harmel Cazeau.

Também estiveram presentes na reunião o representante do IICA no Brasil, Gabriel Delgado; o representante do IICA na Argentina, Fernando Camargo; o diretor de Projetos do IICA, Fernando Schwanke; o assessor do IICA para a região do Mercosul, Caio Rocha; e o auditor fiscal federal agropecuário do Mapa, Luiz Eduardo Rangel.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agro

Brasil deve bater recorde na produção de etanol em 2026/27, projeta DATAGRO

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O Brasil caminha para uma safra histórica no setor sucroenergético. A DATAGRO projetou produção recorde de etanol na temporada 2026/27, impulsionada pela maior oferta de cana-de-açúcar e pelo crescimento global da demanda por biocombustíveis.

As novas estimativas foram apresentadas nesta terça-feira (13), em Nova York, durante a 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar and Ethanol Conference, realizada na tradicional Sugar Week.

Segundo os dados divulgados por Plinio Nastari, o Centro-Sul do Brasil deverá processar 642,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2026/27. A estimativa inclui produção de 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol produzido a partir da cana e do milho.

Produção nacional de etanol pode superar 41 bilhões de litros

Considerando também a produção do Nordeste, a DATAGRO estima que o Brasil deverá alcançar moagem total de 698 milhões de toneladas de cana na safra 2026/27.

A projeção nacional aponta para produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol, consolidando o país como um dos principais fornecedores globais de energia renovável.

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O avanço da produção ocorre em um cenário de maior direcionamento das usinas para o etanol, principalmente nos primeiros meses da safra atual, movimento favorecido pela demanda crescente por combustíveis renováveis no mercado internacional.

Mercado global de açúcar deve voltar ao déficit em 2026/27

Além das projeções para o Brasil, a DATAGRO também atualizou suas estimativas para o mercado mundial de açúcar.

A consultoria prevê que o ciclo 2025/26 deverá encerrar com pequeno superávit global de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto. Já para 2026/27, a expectativa é de déficit de 3,17 milhões de toneladas.

Entre os fatores que sustentam esse cenário estão os possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño sobre importantes produtores asiáticos, como Índia e Indonésia, além da redução de área cultivada na Europa e na Tailândia.

Biocombustíveis ampliam espaço nos setores marítimo e aéreo

A DATAGRO destacou ainda que o aumento das tensões geopolíticas e a busca global por alternativas energéticas renováveis vêm fortalecendo o mercado de biocombustíveis.

Segundo Plinio Nastari, novos mercados vêm surgindo especialmente nos setores marítimo e aéreo, ampliando o potencial de consumo de etanol, biodiesel e metanol verde nos próximos anos.

“O uso de biocombustíveis como substitutos do combustível marítimo pode gerar aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas por ano até 2029”, afirmou.

As projeções indicam ainda que a demanda global por biocombustíveis voltados ao transporte marítimo poderá alcançar até 72 milhões de toneladas até 2050, reforçando o protagonismo do Brasil no fornecimento de energia limpa e renovável.

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Etanol ganha protagonismo estratégico na transição energética

O cenário projetado pela DATAGRO reforça a crescente importância do etanol brasileiro dentro da agenda global de descarbonização.

Com ampla disponibilidade de matéria-prima, elevada eficiência produtiva e capacidade de expansão sustentável, o Brasil segue consolidando sua posição estratégica no mercado internacional de biocombustíveis, especialmente diante do avanço das políticas globais de redução de emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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